Memórias da guerra em tempos de paz

Okinawa foi palco de uma das mais sangrentas batalhas da Segunda Guerra Mundial. Estima-se que mais de 100 mil civis - um terço da população - morreram entre abril e junho de 1945. Uma das explicações para o lançamento das bombas atômicas sobre Hiroshima e Nagasaki, em agosto de 1945, é a de que, convencido de que os japoneses não se renderiam, o presidente americano Harry Truman decidiu empregar o recurso para não ter de enfrentar outras "Okinawas" até conquistar Tóquio.

O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2012 | 03h09

Arrasado, o Japão dedicou-se à reconstrução, com a ajuda dos Estados Unidos, mas com governo autônomo. Okinawa, a 1,6 mil quilômetros de Tóquio, passou a ser controlada por militares americanos. Só retornou à condição de província japonesa em 1972 - mas ainda mantém as marcas do período. Ali estão algumas das maiores bases aéreas americanas fora dos EUA, usadas na Guerra da Coreia, no início dos anos 1950, e, mais intensamente, na Guerra do Vietnã (1964-1975).

A permanência dos militares na ilha tem sido fonte de conflitos. De tempos em tempos, há protestos pedindo a remoção das bases estrangeiras, que reduziram a área de terras para cultivo. As bases são uma preocupação política permanente para o governo japonês, que precisa manter boas relações com o governo dos Estados Unidos. /J.J.O.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.