Mauro Marcelo Alves
Degustação na vinícola Decero, na região de Mendoza Mauro Marcelo Alves

Mendoza: vinícolas, restaurantes e charme aos pés dos Andes

Famosa pela produção de Malbecs, a região argentina oferece almoços harmonizados e tours para encarar de taça na mão; veja dicas

Juliana A. Saad e Mauro Marcelo Alves, Especiais para o Estado

23 de julho de 2019 | 05h00

Imagine dias regados por visitas guiadas a bodegas e degustações de alguns dos melhores rótulos de vinhos produzidos na América do Sul. Adicione parrilla, empanadas, alfajores e doce de leite servidos em ótimos restaurantes e tempere com tango, trekkings, piqueniques, cavalgadas, safáris de vinho e hotéis deliciosos, imersos em uma paisagem que mescla a Cordilheira dos Andes, longas fileiras de vinhedos, grandes planícies e vilarejos. Isso sem falar do sol onipresente em 300 dias do ano. Em Mendoza, tudo conspira para viver dias intensos e cheios de sabores.

A atração que brasileiros sentem pela província no centro-oeste da Argentina, a 1.195 quilômetros de Buenos Aires, é justificada. Não só pelo câmbio favorável (em média, 10 pesos valem R$ 1), mas também pela distância: são cerca de 4 horas de São Paulo, com voos diretos da Gol e da Latam. 

Vinícolas

Com aproximadamente 115 mil habitantes, a cidade de Mendoza serve de ponto de partida para visitas às vinícolas. Ela tem atrações próprias – como o bonito Parque General San Martín, com mais de 300 hectares e 17 km de trilhas –, além de lojas de vinhos, bares e restaurantes convidativos.

A atração mais emblemática é o Aconcágua. O pico mais alto das Américas, com 6.959 metros de altitude, fica ali, em meio à monumentalidade dos Andes, elevando-se com sua beleza serena e picos nevados sobre os vinhedos. O Parque Provincial Aconcágua tem roteiros para vários tipos de turistas – de trilhas simples de 2h a circuitos voltados a escaladores experientes.

O começo de tudo

Fundada em 1561 pelos espanhóis comandados por Pedro del Castillo, Mendoza foi recriada após um terremoto que destruiu a cidade em 1861. No fim do século 19, a praga filoxera, que destruiu os vinhedos na Europa, provocou a ida de imigrantes europeus (sobretudo italianos e espanhóis) para a província. Foram eles que impulsionaram o desenvolvimento da incipiente produção vitivinícola que, mais tarde, alavancaria o crescimento da região. Hoje, segundo a Unión Vitivinícola Argentina, Mendoza produz 67% do vinho do país, que é o quinto produtor mundial da bebida.

As principais regiões vinícolas da província têm particularidades. Perto da capital, Luján de Cuyo é uma das mais conhecidas, famosa pelos vinhos com Malbec, a uva francesa que se tornou símbolo da vitivinicultura argentina. Na região de Maipú, além dos vinhedos há uma profusão de pomares e oliveiras. Mais distante, a cerca de 100 km ao sul da capital, o Valle del Uco também guarda uma produção expressiva de Malbecs.

Há outras uvas, porém. Cabernet Sauvignon, Bonarda, Cabernet Franc, além das brancas Torrontés, Chardonnay, Sauvignon Blanc, entre outras, também têm vez. 

Vamos, portanto, à degustação. Há empresas que fazem tours entre as vinícolas (assim, ninguém precisa deixar de beber para dirigir), como a Wine Safari. A empresa funciona de forma independente e em parceria com o Cavas Wine Lodge, realizando tours gastronômicos e personalizados. Uma novidade é o wine truck, com bancos estofados, mantinhas e carroceria aberta para ver a paisagem, que leva os turistas de taça em punho por trilhas em meio aos vinhedos. Nosso tour, com degustação, piquenique nos vinhedos e massagem no spa, custou US$ 95 (R$ 355).

Destacamos sete vinícolas que valem a visita. Confira, a seguir, os destaques de cada uma.

 

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Zuccardi, a campeã

Produção de vinho e azeites de qualidade lhe garantiu o título de melhor vinícola do mundo

Juliana A. Saad e Mauro Marcelo Alves, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 04h50

Uma das bodegas mais emblemáticas de Mendoza é a Zuccardi, no Valle del Uco, com produção de vinhos e azeites de qualidade. Sua bodega mais nova, construída em 2016, acaba de ganhar o título de Melhor Vinícola da América do Sul e também do Mundo – ficou em primeiro lugar na lista geral da World's Best Vineyard Awards, anunciada em Londres no dia 9 de julho.

A premiação é relevante: 1.500 vinícolas de todos os continentes voltadas para o enoturismo foram indicadas para os 500 membros do júri escolherem as 50 melhores. 

Serviço

As visitas ocorrem de quarta a domingo, às 10h30, 12h30 e 16h (a partir de 900 pesos ou R$ 79 com degustação). No restaurante Piedra Infinita, o menu degustação de quatro passos com vinhos harmonizados custa 3.300 pesos (R$ 291). Reserve; zuccardiwines.com.

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Vistalba: tradição e tecnologia

Tradição familiar em instalações modernas, com direito a restaurante contemporâneo e até pousada

Juliana A. Saad e Mauro Marcelo Alves, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 04h50

Uma das bodegas mais interessantes para colocar no seu radar de degustador é a Vistalba, em Agrelo, na região de Luján de Cuyo. Paula Pulenta, da terceira geração da família de imigrantes italianos com nome tradicionalmente ligado à vinicultura, nos recebeu com muita simpatia. A Vistalba é o terceiro empreendimento da família: foi fundada por seu pai, Carlos Pulenta, após a venda das bodegas Peñaflor e Trapiche, dois fortes símbolos da indústria viticultora argentina

Suas instalações estão tinindo de novas, repletas de tecnologia e alojadas em um edifício contemporâneo, exemplo da arquitetura criolla atual voltada para vinícolas, que floresce em Mendoza. Após a visita guiada, vá ao restaurante com vista para os 50 hectares de vinhedos.

Ali, provamos o menu contemporâneo de cinco etapas (1.800 pesos ou R$ 155) acompanhado de vinhos como o excelente espumante Progenie (com uvas Pinot Noir e Chardonnay), feito para comemorar o aniversário do avô de Paula. Vale trazer para casa pelo menos o Progenie I Brut Nature (1.200 pesos ou R$ 104), o melhor da linha de três espumantes de mesmo nome. 

Não dá vontade de ir embora, e não precisa: a bodega conta com uma pousada, com diária desde 1.700 pesos (R$ 153) o casal. Inclui café da manhã e degustação. 

Serviço

Visitas com degustação de terça a sábado, desde 350 pesos (R$ 31); bodegavistalba.com.

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Nieto Senetiner: parrilla harmonizada

Bodega proporciona experiência gastronômica com boas carnes e uma peculiaridade: são as mulheres que cuidam dos assados

Juliana A. Saad e Mauro Marcelo Alves, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 04h50

São três as fincas da Nieto Senetiner em Luján de Cuyo, somando um total de 400 hectares de vinhedos. Visitamos a bodega da marca em Vistalba, onde o brasileiro Marcelo e a enóloga Agustina guiam os visitantes e explicam os processos da bodega, que produz anualmente 20 milhões de litros de vinho. 

A antiga edificação do século 19 ainda preserva os velhos tanques de cimento para a fermentação e caves de envelhecimento no subsolo. 

Para uma experiência gastronômica típica com boas carnes, a Nieto Senetiner mantém um restaurante especializado com uma particularidade: em vez de homens cuidando da parrilla, como é comum, são mulheres que se encarregam dos assados. 

É necessário fazer reserva – o almoço, acompanhado por vinhos, custa 1.700 pesos (R$ 147) por pessoa. 

Há uma longa lista de vinhos com a marca Nieto Senetiner, popular no Brasil, sobressaindo os de maior expressão da linha Don Nicanor, com as uvas Malbec (incluindo a versão Colheita Tardia), Bonarda, Cabernet Sauvignon e Chardonnay com Viognier. 

Serviço

As visitas à adega podem ser feitas sem reserva, durante todo o ano de segunda a sábado, às 10h, 11h, 12h30 e 15h. A visita guiada com degustação de quatro vinhos Nieto Senetiner e Don Nicanor custa 350 pesos (R$ 30).

No local também é possível fazer passeios de bicicleta e cavalgadas pelos vinhedos em datas específicas; nietosenetiner.com.ar.

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Decero: vista para os Andes

Além do visual impressionante, bodega recompensa o visitante com rótulos de vinho que não são exportados para o Brasil

Juliana A. Saad e Mauro Marcelo Alves, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 04h50

Você vai se impressionar com a vista dos picos andinos durante a degustação na Finca Decero, em Agrelo. As edificações da vinícola – que usam materiais locais – do suíço Thomas Schmidheiny se refletem em seus vinhos varietais encorpados (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat). A visita é feita em grupos pequenos. 

Entre os vinhos, destaque para The Owl & The Dust Devil 2015, blend de uvas tintas com um frutado expressivo e longo final. Outro é o Cabernet Sauvignon 2015. Dica: os vinhos da Decero não são exportados para o Brasil, por isso se gostar, compre. As garrafas custam de R$ 50 a R$ 150. 

Serviço 

A visita não é cobrada, só a degustação. São duas opções, a partir de 400 pesos (R$ 35). As reservas (também para o restaurante) podem ser feitas em decero.com.

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Viña Alicia: charme intimista

Produção menor tem foco em uvas menos conhecidas, algumas pouco encontradas na Argentina

Juliana A. Saad e Mauro Marcelo Alves, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 04h50

Uma bodega mais intimista, com produção menor e aposta em uvas menos conhecidas é a Viña Alicia, em Luján de Cuyo, bem próxima a Mendoza. No vinhedo de 10 hectares são produzidas uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot.

Há também outras pouco encontradas na Argentina – Nebbiolo, Grenache Noir, Carignan, Albariño e Savagnin, essa última fruto de experiências especiais, segundo contou Rodrigo Arizu, diretor da bodega. 

Dali saem apenas 25 mil garrafas de Viña Alicia por ano. Provamos os ótimos Malbec, Cabernet Franc e Petit Verdot. Quem se destacou foi o Brote Negro, um Malbec potente, com 15 graus de teor alcoólico. 

A bodega produz ainda os vinhos Paso de Piedra e lançou recentemente a linha Generaciones, à venda apenas na sede da vinícola. Os preços são levemente superiores aos de outras vinícolas, mas valem cada centavo.

Serviço

A vinícola cobra apenas pela degustação: US$ 30 (R$ 112) para cinco tipos; vinaalicia.com/home.php.

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Ojo de Agua: cultivo orgânico

Produção local escolta refeições saborosas em um restaurante rústico de frente para os vinhedos e os Andes

Juliana A. Saad e Mauro Marcelo Alves, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 04h50

É preciso seguir por uma estrada de terra para chegar à Ojo de Agua, Uma bodega com cultivo orgânico de propriedade do suíço Dieter Meier, criador de gado na Patagônia. Localizada em Agrelo, também em Luján de Cuyo, oferece bons vinhos (Malbec e outras variedades) sob a marca Puro

São eles que acompanham as refeições no delicioso e rústico restaurante de frente para os vinhedos e os Andes. A refeição começa com empanadas saborosas e se completa com carnes de primeira e sobremesa. Custa 1.500 pesos (R$ 135).

Serviço

Há dois tipos de degustação, a partir de 500 pesos (R$ 45) com três tipos de vinho, queijos e pães; ojodeagua.global.

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Norton: além da degustação

Além de visitar a fábrica, o visitante pode criar o próprio vinho ou fazer um piquenique entre vinhedos

Juliana A. Saad e Mauro Marcelo Alves, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 04h50

Fundada em 1865 em Pedriel, a bodega Norton pertence, desde 1989, ao empresário austríaco Gernot Langes Swarovski (que tem seu sobrenome associado aos famosos cristais). Na prática, quem dirige o empreendimento é seu filho, Michael Halstrick; David Bonomi é o enólogo principal (um dos melhores da América do Sul em 2017, segundo a revista americana Decanter). 

Nos campos, há videiras jovens e outras com até 80 anos. Entre seus rótulos, o vinho Malbec com melhor custo-benefício é o Perdriel Malbec a 437,50 pesos (R$ 88). “Um vinho que dificilmente é encontrado no Brasil”, indica Diego Mello, brasileiro que cuida do turismo na bodega argentina. 

Serviço

A visita básica, chamada Experiência Malbec, custa 330 pesos (R$ 67) por pessoa. A degustação inclui um espumante e dois vinhos, além de tour pela fábrica e a cava histórica de 1944. Há outras opções de experiências, como criar o próprio vinho ou fazer um piquenique entre vinhedos; norton.com.ar.

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Seis restaurantes irresistíveis na região de Mendoza

De restaurantes refinados a simpáticos bistrôs, há farta opção de bons menus

Juliana A. Saad e Mauro Marcelo Alves, Especiais para o Estado

23 de julho de 2019 | 04h30

Azafrán

Criativo, mescla tradição mendocina e influências internacionais. O menu degustação de seis tempos custa 1.200 pesos (R$ 104), sem bebidas. Com harmonização de vinhos e jantar na cave, 350 pesos (R$ 31).

 

 

Francis Mallmann 1884

A 15 minutos de Mendoza, em Godoy Cruz, o famoso chef argentino exibe sua cozinha de fogo andina, acompanhada dos melhores vinhos de Mendoza (a adega tem 600 rótulos). O jantar para dois, com vinho, custa cerca de R$ 400. O chef também assina o menu do Siete Fuegos, no The Vines, resort no Valle del Uco.

  

Brindillas

Há duas opções de menu: Estación (US$ 26 ou R$ 99), com aperitivo, entrada, prato principal, chá e sobremesa, e Degustacíon (US$ 37 ou R$ 135), com mais opções, incluindo queijos, assinados pelos chefs Mariano Gallegoe e Florencia D' Amico, casal que comanda o restaurante em Vistalba.

María Antonieta

Esse bistrô abre do café da manhã ao jantar, com sanduíches, ovos e pratos atuais. É comandado pela chef Vanina Chimeno, casada com Francis Mallmann (com quem compartilha a gastronomia do despretensioso Orégano).

  

 

Chachingo

Badalada cervejaria artesanal de Alejandro Vigil, enólogo-chefe da Bodega Catena Zapata. Fica no número 383 da Avenida Arístides Villanueva, a rua dos bares da moda na cidade. As cervejas de guarda envelhecem em barris de carvalho. Uma pinta (500 ml) custa a partir de 110 pesos (R$ 9,50).

 

 

Café Panaderia Bröd

Misto de padaria e cafeteria, tem pátio externo com mesinhas, lanches sanduíches e pães. Peça o café com medialuna (croissant doce) por 120 pesos (R$ 11). Depois, cruze o pátio e entre na GO Wine Bar para comprar seus vinhos.

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Bons vinhos para comprar e azeites para degustar

Há rótulos de qualidade por preços acessíveis; cultivo de oliveiras vem se destacando na região e há também degustação de azeites

Juliana A. Saad e Mauro Marcelo Alves, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 04h50

O portunhol corre solto nas lojas de Mendoza e os preços são tentadores. Você certamente voltará de lá com algumas garrafas, especialmente de Malbecs. E embora alguns rótulos tenham status de grife, custando mais de R$ 1 mil, eles não serão 10 vezes melhores do que um de 1.500 pesos (R$ 130).

Boas escolhas que não pesam no bolso entre os Malbecs são o Puro 2017 da Finca Dieter Meier (R$ 55), simples e generoso, e o Colección de Familia Brote Negro 2014, da Viña Alicia (R$ 290), com 15 graus de teor alcoólico, estilo frutado e encorpado. Uma alternativa são os Cabernet Franc (harmonizam bem com carnes grelhadas na brasa), entre eles El Enemigo 2015 (R$ 62), Monteagrelo 2017 (R$ 55) e Insolente 2015 (R$ 67).

Entre as muitas opções de lojas na cidade, o GO Bar Casa de Viños e Bebidas abriu há poucos meses num belo casarão na Avenida Chile. É parte de uma rede de lojas com qualidade e bom preço. Tem Dadá Malbec 2017 a R$ 16 ou Chardonnay Catalpa 2018 a R$ 45.

Já a Sol y Vino é famosa em Mendoza, com ampla variedade de rótulos produzidos no país: Luigi Bosca Terroir Malbec a R$ 100, Viña Cobos Bramare Malbec 2015 a R$ 159. Fica no 664 da Avenida Sarmiento, uma rua arborizada com belos edifícios antigos, lojas e cafés. 

Azeites para degustar

Com clima e solo adequados, Mendoza não produz apenas bons vinhos, mas uma boa quantidade de azeitonas para consumo direto ou para a fabricação de azeite. Dá para conhecer a variedade local e as características principais do produto no curso de Tatiana Nessier, ex-sommelière da bodega Catena Zapata. 

Em uma casa num condomínio fechado, ela conta que os espanhóis trouxeram oliveiras para a América do Sul mas, no fim do século 17, o rei Carlos III mandou destruir as plantações para que não houvesse concorrência para o azeite espanhol. Conta-se que uma anciã cobriu uma planta com um ponche – a qual, com multiplicações e cruzamentos, deu origem à variedade argentina Arauco. 

A experiência começa com os participantes cheirando potinhos de aromas diversos, na tentativa de descobrir quais estão nos azeites. Depois vem a prova: frutados, picantes, amargos.

Há três opções de degustação: quatro azeites (US$ 30); quatro azeites, três vinhos e frios (US$ 45); e parrilla com assados mais a degustação de azeites e vinhos (US$ 80). Reservas: casacaye@yahoo.com.

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Como ir e onde ficar: o que você precisa saber antes de viajar

Cidade tem voos diretos a partir de São Paulo com saídas quatro vezes por semana

JUliana A. Saad e Mauro Marcelo Alves, O Estado de S.Paulo

23 de julho de 2019 | 04h50

Como ir

O voo direto São Paulo – Mendoza –São Paulo da Latam sai às terças, sextas e domingos e custa a partir de R$ 1.445. Já o da Gol parte às quintas e domingos e custa a partir de R$ 1.485.

 

Quando ir 

O clima é sempre seco, e há tours o ano todo. No inverno, dá para esticar até estações de esqui próximas. No primeiro sábado de março, a Festa da Vendimia marca o início da colheita. Em abril, os vinhedos estão dourados.

Onde ficamos

Park Hyatt Mendoza

É possível se hospedar na capital e visitar as vinícolas durante o dia. O Park Hyatt Hotel Casino & Spa, alojado em um palacete bem no centro da cidade, fica em frente à Plaza Independencia. Confortável e com atendimento que une simpatia e profissionalismo, tem boas opções gastronômicas como o Bistrô M, com cozinha à vista e menu harmonizado de quatro etapas (2.400 pesos ou R$200). No Uvas Lounge e Bar peça o Negroni com redução de Malbec e ervas defumadas (300 pesos ou R$ 27). Para repor as energias depois de um dia exaustivo, a massagem relaxante no Kaua Club & Spa custa (1.550 pesos ou R$134).  

O hotel também realiza periodicamente o Masters of Food and Wine, evento com estações gourmet pilotadas por chefs renomados e degustações de bodegas locais, juntando sabores a ritmos como o tango (haverá um por mês até dezembro; preço: 2.300 pesos ou R$ 206). A cada edição é lançado um vinho especial, como o que o renomado enólogo Walter Bressia produziu com exclusividade para o hotel. 

Os hóspedes também têm à disposição experiências como tours guiados a bodegas e degustações harmonizadas de azeites ou alfajores. Se quiser arriscar a sorte, o cassino está logo ali junto ao lobby. As diárias começam em 150 dólares.  

Cavas Wine Lodge

Ótima alternativa, combina conforto e imersão no mundo dos vinhos. Foi o primeiro “hotel de vinho” da Argentina e faz parte da seleta coleção Relais & Châteaux. Localizado em Luján de Cuyo, a cerca de 30 minutos da capital, o hotel produz seu próprio vinho. A hospedagem se concentra em charmosos bangalôs de adobe espalhados em meio a um vinhedo, todos com lareira, peças de arte, banheira, terraço privativo com piscina e cobertura acima do quarto para piqueniques com vista para os Andes.

Entre as experiências preparadas pelo hotel estão degustações em sua cave, jantares ao ar livre, noites de “asado & tango” – como o nome sugere, jantares embalados pelo ritmo argentino e um menu composto por empanadas, ojo de bife, costela na brasa e crepes de doce de leite. Custa 2.100 pesos (R$ 181). Diárias a partir de US$ 390 (R$ 1.490).

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