Mercado cercado por boas mesas

Um dos prédios mais bonitos do centro de Londres, Smithfield é o maior mercado de carne da cidade. E tem longa história: ali, além de animais, pessoas foram sacrificadas, caso de William Wallace, o patriota escocês conhecido no cinema pelo filme Coração Valente (1995).

ANA , GASSTON, O Estado de S.Paulo

06 Março 2012 | 03h10

O mercado, que funciona somente à noite, abastece restaurantes conceituados. Em frente, o Smith of Smithfields (www.smithsofsmithfield.co.uk) oferece um ambiente diferente em cada andar: um bar moderno e agitadíssimo e outro de vinhos, um restaurante descontraído e uma sala de jantar arrumadinha com terraço. Na Rua St. John, o bar e restaurante St. John (stjohnrestaurant.com) tem a própria padaria. Ao lado do bar e do forno de onde saem pães fresquinhos, uma escada leva ao restaurante onde são servidos pratos para corajosos, como medula e coração de boi. Na Greenhill's Renter, o elegantíssimo Hix Oyster & Chop House (hixoysterandchophouse.co.uk) serve peixe, carne e ostras como entrada.

Para ajudar na digestão, nada como uma caminhada pela área. A Charterhouse Square tem como atração o monastério medieval que dá nome à praça (thecharterhouse.org ). Ali estão prédios de diferentes épocas e estilos: georgianos, vitorianos e um edifício art déco, que foi a residência fictícia de Hercule Poirot em uma série de TV britânica sobre o detetive criado pela escritora inglesa Agatha Christie.

Ao lado da praça, uma parada obrigatória: o pub vitoriano Fox and Anchor (foxandanchor.com). Restaurado nos mínimos detalhes, o lugar parece pequeno, mas tem várias salinhas de jantar no fundo e pratos típicos ingleses do menu. No bar são servidos ovos em conserva (pickled eggs), minitortas e ostras, que combinam com a cerveja de produção própria.

Do outro lado do mercado Smithfields está a igreja Saint Bartholomew the Great (greatstbarts.com), que serviu de cenário a filmes como Quatro Casamentos e Um Funeral (1994) e Shakespeare Apaixonado (1998). Fundada em 1123, a igreja sobreviveu ao Grande Incêndio de Londres e a bombardeios durante as Guerras Mundiais. Um dos detalhes mais bonitos e impressionantes do prédio é seu portão da era Tudor (1485- 1603), um dos poucos resquícios do estilo arquitetônico daquela época na cidade.

* É jornalista, paulistana e

vive em Londres há 10 anos

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