Mergulhe num naufrágio alemão e visite um avião debaixo d’água

A partir de Oranjestad, não deixe de fazer um tour de catamarã, com destaque para o snorkel, e de ir à Ilha de Palm

Fábio Vendrame/ ORANJESTAD,

04 Janeiro 2011 | 10h00

 

Tudo na capital Oranjestad, endereço de 70% dos 105 mil habitantes de Aruba, está voltado para receber os turistas. É lá que se concentra a maioria dos meios de hospedagem, de luxuosos hotéis a pousadinhas familiares.

 

O dólar corre solto na ilha, cuja moeda oficial é o florim, dificilmente manipulada pelos visitantes. Desses, 55% vêm dos Estados Unidos e do Canadá. Os europeus são 25% e os sul-americanos respondem pelos 20% restantes, com predomínio de argentinos, brasileiros, colombianos e venezuelanos.

É fácil se virar em Oranjestad, com ou sem pacote turístico. As pessoas são solícitas e estão acostumadas a lidar com estrangeiros. Tem sido assim ao longo de toda história de Aruba.

 

Há diversas receitas infalíveis de diversão na ilha. Uma imperdível é o tour de catamarã. O espírito é o mesmo do que encontramos em Paraty e Porto Seguro, mas a trilha sonora não tem nada a ver e, melhor, o objetivo principal é fazer snorkel em pontos estratégicos. Formações coralinas e/ou naufrágios servem de abrigo a zilhares de cardumes multicoloridos. E isso tampouco tem paralelo nos passeios similares pela costa brasileira.

 

O barco faz três paradas para mergulho, a melhor delas no naufrágio alemão Antilhas. Conta-se que a nave veio a pique numa batalha da Segunda Guerra (1939-1945), quando Aruba servia de base para reabastecer embarcações e aeronaves americanas. A missão alemã fracassou, os tripulantes se entregaram e o capitão explodiu o navio.

 

Mergulhar ali é uma experiência e tanto. Escombros da imensa embarcação abrigam centenas de peixes. O visual é algo assustador, mexe com os sentidos.

O passeio sai às 9 horas e retorna à terra firme às 14. Custa US$ 80 por pessoa, com café da manhã, almoço e bebidas à vontade.

 

Aruba, aliás, é destino conhecido por oferecer mergulho em naufrágios, de navios e também de aviões, alguns afundados pelo próprio governo como forma de atrativo turístico. No caso das aeronaves, depois de apreendidas por tráfico de entorpecentes, armas e contrabando em geral.

 

O exemplo mais visitado fica na Ilha de Palm, a dez minutos de barco. O local é uma espécie de parque de diversões, com toboáguas, quadra de basquete, vôlei, espreguiçadeiras, bares e restaurante. Para ver o avião afundado, o negócio é colocar uma espécie de escafandro e sair andando a 7 metros abaixo do nível do mar. Batizada de Seatrek, a caminhada acaba sendo divertida e rende fotos inusitadas.

  

 

BATE-VOLTA

Ponte Natural

Na parte norte da ilha, o cartão-postal são pontes naturais esculpidas pelos golpes incessantes das ondas contra as paredes de corais. A maior tinha 30 metros de extensão e ficava a 8 de altura sobre o mar, mas desabou há cinco anos. Resta uma um pouco menor, nem por isso menos bela e interessante. Lugar certo de boas fotos.

 

Farol Califórnia

Outro cartão-postal ao norte de Aruba. Foi construído depois do naufrágio de uma embarcação de mesmo nome. Ótimo ponto para apreciar o pôr do sol.

 

Malmok Beach

Ainda no norte, os ventos alísios fazem a alegria do kite surfe. As correntes de ar facilitam manobras radicais. O visual, por si só belo, ganha o colorido das velas usadas no esporte.

 

Baby Beach (B.B.)

Como o próprio nome indica, trata-se de uma praia segura e tranquila para as crianças. A enseada fica numa pequena baía protegida - e, vez ou outra, está lotada como poucas -, com 2 quilômetros de areia e mar calmo, sem ondas.

 

Parque Nacional Arikok

Preserva o lado selvagem da ilha. Tem trilhas por um terreno desértico pontuado pelas árvores retorcidas (divi-divi), símbolo ilhéu, além de cactos e aloe vera (babosa). Também há inscrições rupestres.

 

Casi Bari

Formações rochosas no interior da ilha dão pistas de sua origem árida. Bela vista panorâmica para fotos.

 

 

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