Mesa e noite típicas da Catalunha

Bares e cafés escolhidos a dedo reforçam no cinema o charme local

Juliana Araújo, O Estado de S.Paulo

19 Novembro 2008 | 16h34

Antes de Vicky e Juddy trocarem confidências fictícias no sofá vermelho do Café Vienés, o próprio Woody Allen bateu ponto no bar do Hotel Casa Fuster. Com um clarinete no lugar da câmera, o cineasta se apresentou com sua banda, a New Orleans Jazz Band, durante a temporada de filmagens, entre junho e agosto do ano passado. E, é claro, decidiu incluir o charmoso café entre os muitos restaurantes e bares que servem de cenário à produção. "Ninguém sabia se ele viria mesmo. Mas quando vinha, ficava até 3 horas", lembra o subdiretor do hotel, César Royo. Essa participação deu origem a um novo projeto no hotel: o Café Vienés Jazz Club. A próxima edição, na quinta-feira, receberá o Ignasi Terraza Jazz Trio, com entrada a 59 (R$ 171). Muito antes de o Café Vienés aparecer em cena, o restaurante Barceloneta atraiu a atenção de Vicky, interessada em conversar com o chef Francesc Grau Benet e conhecer a cozinha catalã. Sem falas no filme, Benet conta ao Estado o teor do diálogo que poderia ter tido com Vicky. "É uma cozinha simples, natural e rica em sabores." O prato mais pedido por lá, a paella, custa 19,26 (R$ 56). No Can Travi Nou, as amigas bebem tinto ao som de Astúrias, de Juan Quesada. O restaurante funciona há 25 anos na antiga fazenda dos Travis, no Parque de la Vall D?Hebron. A presença do violonista é licença ficcional - não há shows ao vivo ali. Boemia Um clima de boemia intelectual é o que o turista encontra em outros dois estabelecimentos. Perto da Plaza de Catalunya, o 4 Gats não foi escolhido à toa para a cena em que as protagonistas recebem o convite de Juan Antonio. Inaugurado em 1897, o restaurante abrigou, dois anos depois, a primeira exposição do então adolescente Pablo Picasso. "Ele fazia retratos dos clientes e deixava aqui em troca de comida", conta a atual dona, Silvia Ferré. Os salões do 4 Gats estão como nos velhos tempos, mas os desenhos são réplicas - os originais estão no Museu Picasso, não muito longe dali. Para beber a caña (um chope menos gelado) ou o explosivo absinto, escolha o clima decadente do Marsella, no bairro Raval. O local tem fama de ser o bar mais antigo de Barcelona, aberto em 1820. Na lista de antigos clientes famosos, Dalí e Hemingway. Café Vienés: www.hotelcasafuster.com Barceloneta: www.rte-barceloneta.com Can Travi Nou: gruptravi.com 4 Gats: www.4gats.com Marsella: Carrer St. Pau, 65

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