Mestres também na arte de criar ícones do bem vestir

Milão costuma ser mais associada com moda do que Florença, é verdade. Mas talvez esteja aí a graça de deixar uma parte de suas compras para a cidade do Renascimento, onde artesãos e ourives oferecem lindos trabalhos de couro e joias exclusivas.

Aryane Cararo/FLORENÇA,, O Estado de S.Paulo

21 Maio 2013 | 02h11

Até porque ela tem mais história com a moda do que se pode relacionar. Vejamos: Gucci foi fundada em Florença, em 1921, e é lá que está seu museu. Salvatore Ferragamo também tem museu na cidade. Emilio Pucci nasceu por ali em 1914. Roberto Cavalli idem, em 1940. Adele Casagrande, da Fendi, vinha de uma rica família produtora de couro em Florença. E conta-se que foi inspirada em afrescos de Fra Angelico na capital toscana que Jeanne Lanvin criou o Azul Lanvin. Convencido?

As vias Tornabuoni, Vigna Nuova e degli Strozzi são os endereços de compras elegantes. A Scola del Cuoio, atrás da Basílica di Santa Croce, é o local certo para adquirir artigos de couro artesanais. E a Officina Profumo-Farmaceutica Santa Maria Novella (smnovella.com), fundada em 1612 por frades dominicanos, é uma imersão em 400 anos de história das fragrâncias, com produtos à venda - os botões de rosas minúsculas são uma delícia - e museu.

Mas estão fora dos limites da cidade alguns dos destinos preferidos de quem quer voltar com grifes italianas ou marcas consagradas. O maior deles é o Barberino Designer Outlet (mcarthurglen.com), a 40 quilômetros de Florença e com cerca de cem lojas entre D&G e Prada, mas também Adidas e Lee.

Porém, se você quer tranquilidade e um endereço de luxo, seu lugar é o The Mall (themall.it), a 35 quilômetros de Florença. O mais exclusivo dos outlets tem Gucci, Emilio Pucci, Roberto Cavalli, Fendi, Lanvin, Valentino, Yves Saint Laurent, Balenciaga e outros em pouco mais de 20 lojas. Esqueça o que você sabe sobre outlets e a farra dos turistas, ali mora o requinte - por um preço que pode ser 50% menor que nas lojas normais. Duas horas são suficientes para ver tudo com muita calma.

A exceção na calmaria é o outlet da Prada, ao lado, que fica lotado de consumidores asiáticos e precisa distribuir senhas. É enlouquecedor - em todos os sentidos. Os preços não são uma pechincha, mas valem cada centavo - bolsas Prada e Miu Miu de 330 a 590 e sapatos por até 75 o par! Ali, qualquer um pode vestir Prada.

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