Felipe Mortara|Estadão
Felipe Mortara|Estadão

Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo

24 Maio 2016 | 03h00

“A essência de Miami sempre esteve ligada ao dinheiro”, confidencia com alguma naturalidade o gerente de uma cadeia de hotéis. De fato, “ter” e “mostrar” são verbos recorrentes na cidade. Pela ampla janela avistávamos a marina de Coconut Grove, na qual iates e veleiros milimetricamente ancorados só faziam confirmar a tese. Avenidas povoadas por Ferraris e Maseratis, onde sapatos Louboutin e bolsas Louis Vuitton parecem ter vida própria. Contudo, para olhos treinados, Miami pode ir muito além do óbvio.

A capital latina dos Estados Unidos vibra de um jeito diferente do resto do país e fala língua própria. Só um desavisado se espantaria com a frequência com que se escuta espanhol. Entre os cerca de 450 mil habitantes, muitos colombianos, argentinos e inúmeros cubanos fizeram da cidade seu lar e ajudaram a desenvolver uma faceta ao mesmo tempo plural e única. 

Miami é quente, em vários sentidos. Calor o ano todo, principalmente entre junho e agosto, é refúgio invernal de norte- americanos. Aqui não neva, e a vida se faz ao ar livre, a não ser quando se vai ao shopping ou a algum dos disputados outlets nos arredores. Por aqui o estilo é “despojado-mas-preocupado”, e, quanto mais perto do mar, menos roupa se veste. 

Principal praia e região mais icônica, South Miami Beach ainda é uma das definições mais românticas da cidade. À beira-mar, por toda a Ocean Drive, turistas disputam mesas de bares e restaurantes que colorem o horizonte com prédios baixinhos em estilo art déco da década de 1920. Para comer, beber e dançar, há opções a perder de vista. 

Vasta variedade. Em pouco tempo descobre-se que Coral Gables e Key Biscayne, por exemplo, não são apenas nomes de condomínios ou empreendimentos imobiliários de cidades brasileiras, mas bairros de uma cidade plana e extensa. Miami se espalha por 143 quilômetros quadrados (um pouco menos da área de Aracaju) – não estar de carro pode ser uma chatice para quem pretende visitar muitos pontos em um só dia. As praias de maior destaque e mais bacanas para banho, South e North Beach e Bal Harbour, ficam na Ilha de Miami Beach, ligada ao continente por cinco pontes principais. 

Se antes muita coisa se restringia à região litorânea, hoje boa parte da atual vida fervilhante de Miami está do lado do centro, o chamado Downtown. Uma caminhada por ali revela os ares cosmopolitas da cidade, com arranha-céus de respeito e uma intensa vida mercantil, bem diferente do jeitão mais descompromissado de Miami Beach. 

Outra vantagem do lado continental da ponte é usar o Metromover, mistura gratuita (sim!) de ônibus e monotrilho que ajuda a zanzar pelo centro e bairros étnicos, como Little Havana e Little Haiti – em alta entre os turistas. Com 40 quilômetros de extensão, o Metrorail (US$ 2,25 ) se revela uma alternativa econômica para ir e voltar do aeroporto e de bairros badalados como Vizcaya e Coconut Grove. Se tiver tempo, paciência e dinheiro extra, serviços como o tradicional ônibus double deque vermelho (desde US$ 45, válido por 48 horas) permitem descer e subir em pontos variados de Downtown e Miami Beach. 

Embora nunca tenha deixado de ser uma meca das compras para brasileiros, Miami ampliou seu repertório de atrativos. As artes são hoje o principal eixo dessa mudança e há algumas explicações para isso. A expansão do fenômeno Romero Britto. A Art Basel, uma das maiores exibições de arte do mundo, que este ano chega à 14.ª edição. O crescimento de acervos de museus festejados, como o Pérez e o Wolfsonian. E, nas ruas, a identidade dos dos grafites que ressuscitaram o bairro de Wynwood e a vivacidade das cores que deu novo fôlego à cidade. Sem contar a arquitetura vanguardista pelas lojas que pululam no Design District. Indícios não faltam de que a essência de Miami está mudando – e para melhor. 

*VIAGEM A CONVITE DO MIAMI CONVENTION & VISITOR’S BUREAU 

LUXO E NATUREZA SE FUNDEM EM BAL HARBOUR

Na teoria, Bal Harbour é parte da mesma faixa contínua de areia de Miami Beach, 15 minutos ao norte da praia badalada. Na prática, o distrito tem características próprias. A paisagem, tomada por grandes edifícios envidraçados residenciais e hoteleiros à beira-mar, tem um quê de urbana. Ainda assim, Bal Harbour talvez seja o lugar que melhor exibe a natureza existente em Miami, com pelicanos, golfinhos e manatees (peixes-boi) pela Via Costal Waterway, canal que liga o mar à Biscayne Bay. 

 De quebra, ainda é um polo de luxo e exclusividade. Símbolo maior desse glamour, o Bal Harbour Shops reúne 100 das mais festejadas (e caras) grifes do mundo. Muito procurado por famílias e gente que quer fugir do burburinho de South Beach, abriga hotéis de alto luxo, como o tradicional Sea View Hotel (diárias a US$ 195) e o impecável Ritz Carlton (US$ 450), onde nos hospedamos. Os principais hotéis emprestam bicicletas, o melhor jeito de descobrir Bal Harbour.

 Amplo e com um enorme gramado, o Haulover Park abriga uma marina de onde saem excursões de pesca pelos canais. Empresas como a Kelley cobram cerca de US$ 45 por pessoa em um tour de 4 horas. Navegando a 3km da costa já foi possível fisgar um dourado de 2 quilos e 50 centímetros; em alto-mar avistei um marlim quase fisgado por um barco vizinho – e não é história de pescador.

 

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Felipe Mortara, O Estado de S.Paulo

24 Maio 2016 | 02h50

A rua é a cara da arte contemporânea de Miami. Grafites elaborados desde 2003 por artistas do mundo inteiro nas paredes dos galpões industriais do então defasado bairro de Wynwood ajudaram a transformar Miami em um polo de criatividade. Hoje, a região soma 70 galerias, cinco museus, 12 estúdios de arte e os famosos grafites de Wynwood Walls. 

Misto de parque e galeria ao ar livre, Wynwood Walls é fruto do sonho de Tony Goldman, mecenas do mercado imobiliário que investiu pesado na região na década passada e acreditou no potencial criativo do lugar. Também idealizador da revitalização do SoHo, em Nova York, ganhou um retrato seu estampado numa das paredes – Goldman morreu em 2012, aos 68 anos, mas deixou seu legado. 

Contudo, o estopim embrionário para Miami efervescer culturalmente foi a Art Basel, grande exibição anual de arte contemporânea original da Basileia, na Suíça, que desembarcou na cidade em 2002. Movimentando o mercado das artes, com artistas, curadores e público em geral, este ano o evento ocorre de 1.º a 4 de dezembro. 

No quesito museus, Miami não faz feio. O Pérez Art Museum (US$ 16), queridinho da cidade, ocupa desde 2013 um moderníssimo edifício com vista para Biscayne Bay. Assim como sua arquitetura de vanguarda, a coleção engloba principalmente arte moderna e contemporânea de artistas latino-americanos, como o peruano Fernando Bryce e o haitiano Edouard Duval-Carrié, radicado em Miami há 22 anos. 

Também vale visitar o Wolfsonian (US$ 10), museu que abriga uma coleção de 180 mil objetos que datam de 1850 a 1950, auge da Revolução Industrial. No acervo, trabalhos em cerâmica e vidro, mobília, jornais, serigrafias e medalhas. No embalo das aproximações diplomáticas com a ilha vizinha, estão em cartaz exibições temporárias de arte cubana. 

À beira-mar, em Coconut Grove, o Vizcaya (US$ 18) é um misto de museu e jardins. Construído entre 1914 e 1922 pelo milionário James Deering (1859-1925), preserva até hoje a luxuosa mansão e sua mobília original. Do lado de fora, no jardim extremamente bem cuidado, destaca-se a fonte desenhada por Filippo Barigioni (1680-1753), o mesmo arquiteto que concebeu a fonte que enfeita o Panteão, em Roma. 

Pegue e faça. Se contemplar não for o suficiente, o Bottle & Bottega ajuda, digamos, a aflorar sua aura artística. Sobre um tablado, o instrutor de artes apresenta um objeto a ser reproduzido. Diante de cada participante, um cavalete com uma tela em branco e tintas coloridas. Ah, e uma taça de um bom vinho. A ideia é mesclar (e turbinar) a aula com uma degustação. O resultado pode ser surpreendente; a partir de US$ 24. 

E vem mais coisa por aí. Até o fim do ano, o milionário argentino Alan Faena deve inaugurar seu Faena Forum, em Miami Beach, com uma parte de seu precioso acervo. Promete.

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O Estado de S.Paulo

24 Maio 2016 | 02h50

Miami tem todas as caras e culturas. Entretanto, seja pela proximidade geográfica ou afetiva, Cuba parecer ter a própria filial na cidade: Little Havana. Tudo começou em 1956, quando a elite cubana desembarcou por ali após a tomada do poder na ilha pelos comunistas. 

Parado tal e qual um boneco de cera com chapéu de caubói na porta de sua loja de charutos, o caricato Pedro Bello, de 71 anos, acende mais um ‘puro’ e bota para fora a fumaça branca. Posa sereno para os cliques dos turistas e é uma das atrações de Little Havana, o mais célebre dos bairros imigrantes de Miami. Ali na Cuba Tobacco Cigar são enrolados aos olhos dos visitantes o maior produto de exportação da ilha. 

Caminhe pela Calle Ocho, a principal, e descubra a Calçada da Fama que homenageia celebridades cubanas. Mais alguns passos levam ao Parque Máximo Gómez. Despreocupados, senhores e algumas poucas senhoras batem papo em espanhol enquanto jogam dominó. Visitantes e cliques são bem-vindos. 

A cinco quadras dali, o Cuban Memorials abriga monumentos em homenagem a combatentes mortos na Guerra da Independência Cubana (1895– 1898) e na Invasão da Baía dos Porcos (1961). No mesmo espaço, há uma estátua do político e poeta cubano José Martí (1853-1895), criador do Partido Revolucionário Cubano (PRC). E também uma enorme ceiba no centro da praça, considerada milagrosa por seguidores da santería. 

Para entender a alma do bairro, o Cuba Ocho é um misto de centro comunitário e galeria de arte. Lembra os bares de charuto de Havana, com a parede forrada de réplicas de obras clássicas e vanguardistas da arte cubana. Aos fins de semana, há música ao vivo, exibições de filme e teatro. 

Se a fome bater, o conhecido Versailles serve, desde 1971, uma espetacular zarzuela de mariscos (US$ 25,95), caldeirada com lagosta, mexilhão, camarão e lula em um cremoso molho de tomates. Um pouco menos manjado, o La Carreta, oferece um menu parecido, com clássico cubanos como o ropa vieja (US$ 10,75) – carne assada com cebola, alho, pimenta dedo de moça e vinho com chips da banana.

Vizinhança. Nos anos 1970, durante a ditadura argentina, houve um grande afluxo de hermanos. Muitos firmaram residência em Northern Miami Beach e Normandy Isle, conhecida também como Little Argentina e repleta de cafés com ares de Buenos Aires. 

No entanto, o que há de mais exótico é Little Haiti. O bairro fala muito francês e, principalmente, creole. O Little Haiti Cultural Center (littlehaiticulturalcenter.com) reúne a comunidade em aulas de música, dança, exibições de arte – inclusive da Art Basel –, teatro e cinema. É um espaço vivo, que fervilha ainda mais na Big Night, festa de rua realizada toda terceira sexta-feira de cada mês, das 18 às 22 horas. É a chance de provar uma deliciosa comida caribenha e ter contato com música e artesanato típicos.

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O Estado de S.Paulo

24 Maio 2016 | 02h50

Nos vários textos que li antes da viagem, dificilmente a palavra “história” era acompanhada por “Miami”. No entanto, a cidade, de 1896, tem atrações das quais pode se orgulhar. Conhecido como art déco tropical ou MiMo, corruptela Miami Modern, o principal estilo arquitetônico de Miami rege um tour pelo passado da cidade: o Art Deco Welcome Center (1.001, Ocean Drive), que percorre South Beach diariamente, às 10h30 (US$ 10). 

Entre os pontos altos, o Park Central Hotel, projetado por Henry Hohauser, em 1937. O mesmo arquiteto também é responsável pelo lobby de pastilhas verdes do Colony Hotel e seu famoso letreiro néon. Porém, com o aplicativo Miami Beach Information (grátis para iOS e Android), uma caminhada solitária pela região revela curiosidades sobre as fachadas típicas. 

O percurso histórico pode então seguir ao outro lado da ponte, em Downtown. No número 101 da Flagler Street, o History Miami (US$ 10) volta 10 mil anos no tempo com peças arqueológicas e relatos de grandes navegações, na mostra permanente Tropical Dreams, que narra da vida dos povos nativos até a atual rotina da metrópole. 

Perto dali, a Freedom Tower vigia o centro velho do alto de seus 72 metros. Parte do acervo histórico americano, foi batizada de Torre da Liberdade entre 1962 e 1974, quando passaram por ali cerca de 300 mil refugiados cubanos. Hoje, abriga o Museu do Miami Dade College (grátis), com obras de artistas norte- americanos e caribenhos contemporâneos. 

Versão do Rockfeller Center de Nova York, o Alfred Dupont Building, de 1937, é um sólido exemplo da chamada “arquitetura da depressão”. A decoração é forrada de detalhes em bronze trabalhado e imagens da Flórida ocupam o teto. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi sede do Sétimo Distrito Naval, responsável por proteger a região de ataques de submarinos alemães. 

Charme europeu. Construída seguindo traços da Giralda de Sevilha, a torre de 26 andares do The Biltmore Hotel (diárias desde US$ 248) é uma joia do bairro de Coral Gables. Inaugurado em 1926, é repleto de histórias, como a que conta que Al Capone matou ali o rival Thomas ‘Fatty’ Welch – a marca de bala ainda está na suíte no 13.º andar, que, claro, tem fama de mal-assombrada. Todas as quintas-feiras, às 19 horas, parte do lobby um tour gratuito para ouvir esta e outras histórias. 

CURIOSIDADES

Mais antigo prédio mantido em seu lugar original, a Gesu Church (118 NE 2nd St.), de 1897, foi um presente do industrial Henry M. Flagler (1830-1913), conhecido como o Padrinho de Miami e protagonista no desenvolvimento da Flórida

- O Monastério de São Bernardo de Clairvaux,(US$ 10) foi erguido na Espanha, em 1141. Mas, em 1925, foi comprado pelo milionário William Randolph Hearst, desmontado em 11 mil peças e reconstruído em Miami

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O Estado de S.Paulo

24 Maio 2016 | 02h50

Faça um almoço leve, coma pouco e em intervalos regulares. Ah, e caminhe bastante. Não, não é nenhuma dieta, mas um sincero conselho para descobrir Miami pelo estômago. Em uma cidade com farta oferta gastronômica, somada à intensa diversidade cultural, embarcar numa caminhada culinária entre edifícios art déco, com informação e comida de boa qualidade não é uma ideia nada desprezível. 

Descobrir um destino pelo paladar não é novidade, mas em Miami faz sentido. Experiências apetitosas e temáticas por bairros como Little Havana, Wynwood e South Beach são o negócio das empresas Miami Food Tours e Miami Culinary Tours; preços de US$ 59 a US$ 69.

Pontualmente às 17 horas de uma quinta-feira, a divertida guia Lisa, da Miami Culinary Tours, iniciava sua caminhada de quatro quilômetros por South Beach, em cinco paradas, com um grupo de 14 pessoas. O ponto de encontro foi o Manolo, no 685 da Washington Avenue, filial americana de um restaurante argentino que serve saborosos churros – provamos um de chocolate e um salgado, bem interessante.

Andamos duas quadras rumo ao norte e alcançamos o Bolívar, restaurante latino que, ao som de salsa, nos serviu um exótico (para dizer o mínimo) refago, coquetel de Fanta com cerveja Águila. Se a bebida dividiu opiniões, houve consenso absoluto quanto ao ceviche de peixe branco e a imbatível empanada colombiana, com casquinha crocante. 

Ainda no clima de latinidade, em plena Ocean Drive visitamos o Larios On The Beach, restaurante da cantora cubana Glória Estefan, ícone do sucesso imigrante em Miami, e de seu marido Emilio Estefan. No ambiente clean com inspiração subaquática, descobrimos que o pai de Glória foi chef de cozinha da presidência cubana e que a deliciosa carne de panela com banana frita que comemos lá era uma receita do patriarca. 

Entre uma e outra explicação sobre os primeiros edifícios de South Beach e o poder do estilo art déco, chegamos ao The Tides Hotel. Não se indigne com a parede decorada com cascos de tartarugas, pois são falsos – e de mal gosto, é verdade. Mas saiba que Frank Sinatra e Al Capone frequentavam o Coral Room, anexo à recepção. A comida também não é nada falsa, conforme atestou o tostone – bolinho de banana frita – servido com cerveja. 

Por último, a sobremesa. Encravada na Española Way, uma ruela para pedestres cheia de vida entre a Collins e a Pensilvania Avenue, a Milani Gelateria tem ar futurista, mas serve um tradicional gelato italiano, feito à base de leite ou água. Não se culpe, você já terá concluído a malhação do dia.

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O Estado de S.Paulo

24 Maio 2016 | 02h50

Por mais que as artes estejam mudando a cara de Miami, comprar ainda é uma atividade enraizada na cidade. Seja atrás de bons preços e pechinchas nos outlets ou nas pomposas lojas de grandes grifes, prevalece a fama de lugar para fazer bons negócios. E mesmo com o dólar ainda em alta, muitos produtos, como roupas, eletrônicos e artigos de enxoval para bebê continuam valendo a pena. O grande problema é como fazer todos os desejos caberem dentro da mala, do limite de peso da empresa aérea e na cota de US$ 500 permitida pela Receita Federal. Reunimos aqui algumas opções.

Dolphin Mall 

A 25 quilômetros do centro de Miami, é a melhor opção de outlet à curta distância. No site há uma lista de roteiros de vans regulares que levam os visitantes desde Downtown ou Miami Beach. Conta com mais de 240 lojas de roupas, eletrônicos, sapatos, óticas, malas e decoração espalhadas por uma área imensa. Entre as marcas célebres, Armani Exchange, Calvin Klein e Tommy Hilfiger. Além de cupons de desconto, pegue um mapa no guichê de informações na entrada, pesquise as marcas que mais interessam e estabeleça um roteiro conforme seus interesses. Um alerta até para os menos consumistas: o tempo voa nesse lugar, fique atento ao relógio. 

Miami Design District 

Repleto de grifes de peso, esse shopping a céu aberto tem planos ambiciosos e pretende ser o novo epicentro do luxo e sofisticação de Miami. Lojas como Hermès, Dior e Fendi são atrações não só pelos produtos, mas pela inovação arquitetônica. Entre respeitadas galerias de artes, restaurantes, bares e lojas de design e mobiliário, deve ter cerca de 120 estabelecimentos até 2017. 

Bal Harbour Shops

Antes do surgimento do Design District, junto com o Aventura Mall, o Bal Harbour Shops era o principal centro comercial de luxo da cidade. Apesar da concorrência, Channel, Valentino e Versace ainda estão por aqui e as Ferraris e Rolls-Royces estacionados na porta parecem indicar que as grifes não irão embora tão cedo. Lugar perfeito para cartões de crédito com poucas restrições orçamentárias. 

Dadeland Mall

Discreto e um pouco fora de mão, pode ser alternativa para quem estiver nos lados de Coral Gables ou Coconut Grove. Apesar de ter marcas de luxo como Louis Vuitton e Mont Blanc, também conta com a maior parte das lojas mais cobiçadas por brasileiros, como Apple, Guess e Gap. O acesso por meio do Metrorail é fácil e rápido. 

Sawgrass Mills 

O maior de todos os outlets dos arredores de Miami reúne 350 lojas, sendo 60 delas exclusivas. Os preços são imbatíveis. Marcas como Hugo Boss, Bloomingdale’s, Gucci e Prada têm aqui suas únicas pontas de estoque no sul da Flórida. Separe um ou dois dias inteiros, pois há muito o que ver e ofertas a garimpar. Fica a cerca de uma hora de Downtown – há serviços de van (US$ 25; reserve em sawgrassexpress.com). 

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