Acervo/ Setur-MG
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Minas Gerais investe na diversidade para atrair turistas e institui 2022 como Ano da Mineiridade

Estado busca acolher visitantes com atrações que vão da contemporaneidade ao histórico, passando pela cozinha

Governo de Minas Gerais, Estadão Blue Studio

09 de dezembro de 2021 | 08h00

"Minas são muitas. Porém, poucos são aqueles que conhecem as mil faces das Gerais." A frase de Guimarães Rosa indica a infinidade de opções existentes no estado, seja pelas cidades barrocas, o Circuito das Águas, a cozinha mineira, as atrações de Belo Horizonte e sua região metropolitana ou, mais recentemente, o turismo de aventura. E vem sendo nessa diversidade que o estado tem investido para ampliar a presença de visitantes. 

Não à toa, a Secretaria Estadual de Cultura e Turismo instituiu 2022 como o Ano da Mineiridade. A ideia é utilizar o marco como uma oportunidade de homenagear a população e suas características que ajudam a preservar o patrimônio histórico e a natureza, além de valorizar a gastronomia e a cultura locais, com a marca do acolhimento. 

Fundado em 1720, o estado tem mesclado, em sua trajetória, a tradição de protagonismo em momentos importantes da história com a contemporaneidade. Minas Gerais carrega, por exemplo, os traços do principal arquiteto brasileiro, Oscar Niemeyer, que deixou a sua marca em 32 projetos no estado. O mais conhecido é o Complexo da Pampulha, que ganhou em 2016 da Organização das Nações Unidas (ONU) o título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Mas há destaque para outras atrações, como o Grande Hotel de Ouro Preto. Além disso, Belo Horizonte, fundada em 1897, é a primeira cidade planejada da América Latina. 

A capital também oferece opções culturais no seu entorno, como as dezenas de cervejarias artesanais e as atrações de arte contemporânea do Instituto Inhotim. E no entorno da cidade ainda há cerca de 1.100 quilômetros de trilhas conectadas para bicicletas. Belo Horizonte, assim, tem reforçado uma tendência de turismo de aventura que está presente em todo o estado - do norte, em Grão Mogol, ao sul, em Santo Antônio do Monte. 

Ao mesmo tempo, essas atrações estão presentes em um estado com uma rica trajetória, que concentra 62% do patrimônio histórico brasileiro. São 26 cidades barrocas, sendo que Diamantina, Ouro Preto e Congonhas têm o título de Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Nelas é possível conhecer, por exemplo, obras de Aleijadinho. 

As paisagens e belezas naturais são outro patrimônio de Minas Gerais, como as águas do Lago de Furnas atraindo turistas a Capitólio. Há, também, as águas termais e minerais, em cidades como Caxambu, Poços de Caldas e Araxá, além de centenas de cachoeiras, com a do Tabuleiro, em Conceição do Mato Dentro, com 273 metros de queda. Uma variedade de opções para quem pretende se conectar com a natureza. 

Já a qualidade da cozinha mineira é atestada por conquistas e reconhecimentos, seja para suas grandes cidades, como Belo Horizonte, que em 2019 recebeu o prêmio de Cidade Criativa da Unesco pela Gastronomia, ou para as produções artesanais. Foi o que confirmou o Mondial du Fromage et des Produits Laitiers de Tours, o concurso mundial de queijos da França, que deu, neste ano, 57 medalhas ao Brasil, sendo 40 apenas para Minas Gerais, a maior parte para produções oriundas da Serra da Canastra. 

E, recentemente, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) revalidou os "Modos de Fazer o Queijo Minas Artesanal" como Patrimônio Cultural do Brasil. Além da região do Serro, que já era registrado, foram expandidas para as regiões do Triângulo, Salitre, Cerrado, Vertentes, Araxá e Canastra. 

Além disso, há ótima e reconhecida produção de azeites, cachaças e cafés. "A culinária é o centro da vida mineira, nos formamos na nossa cozinha. Ao redor das mesas há um estado de espírito. É por isso que acolhemos", diz Leônidas Oliveira, secretário de Estado de Cultura e Turismo. "Houve um aperfeiçoamento dos produtos e das técnicas culinárias, o que nos leva hoje a falar em cozinha mineira clássica e contemporânea, pelos grandes chefs que estão despontando. Usam-se produtos clássicos da nossa culinária, valorizando-os, para a realização de releituras", acrescenta. 

Ressaltar toda essa diversidade será, assim, o foco da Secretaria de Cultura e Turismo com o Ano da Mineiridade. Para isso, estão previstas, para 2022, exposições que falam da mineiridade, um inventário da cozinha mineira, uma ópera sobre Aleijadinho e outras atrações culturais realizadas junto com a estruturação de políticas públicas que vão engrandecer a unicidade de Minas Gerais, atraindo mais turistas para aproveitar a "pluralidade onde se reside a identidade" do estado, nas palavras de Oliveira. 

"A mineiridade você sente no ar, mas é algo difícil de ser descrito. Está no caráter, no modo de falar, de cozinhar, de receber, no dialeto, no modo mais reservado de se comportar. Minas é um conjunto de coisas, o resumo de uma ideia de estado que é quase uma nação", conclui o secretário de Cultura e Turismo. Para mais informações, acesse a página Visite Minas Gerais, no Instagram.

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