Missão Impossível
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'Missão Impossível': vibrante volta ao mundo com Tom Cruise

Estreia hoje a quinta franquia da série, que adora variar as locações e vai de Viena a Casablanca, da Bielo-Rússia a Cuba. Mas, dessa vez, Londres é a cidade queridinha

Felipe Mortara, O Estado de S. Paulo)

13 Agosto 2015 | 00h45

“Olha aquela calçada!”. “Eu já sentei nesse banco”. “Lembro da escadaria desse metrô”. Todas essas são percepções possíveis para qualquer viajante que for assistir Missão: Impossível - Nação Secreta, que estreia nos cinemas de todo o País nesta quinta-feira (13). Como já é tradição na série de filmes, cenas de perseguição, traição e tiroteios se espalham por várias cidades do mundo, reforçando o quê cosmopolita e  fortalecendo o papel de Ethan Hunt (Tom Cruise) como salvador do mundo. De Londres a Havana, do Marrocos a Paris, o roteiro consegue entreter e levar o espectador na mala.

Longe de querer fazer spoiler filme, o ‘Viagem’ assistiu ao filme e conta aqui o que esperar da locações, além de muita ação, suspense e Tom Cruise. Ah, o sotaque britânico e as curvas de Rebecca Ferguson no papel da misteriosa espiã Ilsa Faust também encantam as cenas. Dirigido por Christopher McQuarrie (Jack Reacher: O Último Tiro), o longa conta ainda com Alec Baldwin e Jeremy Renner no elenco.

Como o conflito principal envolve o serviço secreto da Terra da Rainha, é natural que Londres seja uma das protagonistas. As margens do Tâmisa emolduradas pelo Parlamento, a Tower Bridge e a London Eye, familiarizam o espectador, bem como a manjadíssima – e adrenalizante – trilha sonora. A belíssima loja de discos de jazz na Air Street, entre a Regent Street e a Piccadilly, infelizmente, é fictícia – na verdade ali funciona um negócio de limpeza a seco. O que não é de mentira são as tradicionais cabines telefônicas vermelhas na Great Windmill Street, realmente usadas nas gravações.

Todo em estilo vitoriano, o Brompton Cemetery (Old Brompton Road, Earl’s Court, SW5) não sediou cena de ação, mas um papo sério entre o vilão Solomon Lane (Sean Harris) e a espiã Ilsa Faust. Na mesma King’s Cross Station em que Harry Potter embarcou no trem para Hogwarts, a equipe de Hunt encontra Ilsa e no meio da multidão, obviamente, algo de inesperado ocorre. O suntuoso edifício barroco em que o primeiro ministro britânico participa de um baile de caridade é o Blenheim Palace, próximo ao vilarejo de Woodstock, em Oxforshire. Na vida real, mas em 1874, este foi o local de nascimento de Winston Churchill. E também serviu como locação para Barry Lindon (1974), de Stanley Kubrick.

Ainda na Europa, um dos personagens ganha ingressos para assistir a uma apresentação na Ópera de Viena. O elegante edifício interpreta a si mesmo e é palco de uma eletrizante e quase caricatural cena de luta. Quem já andou de metrô pela capital austríaca certamente reconhecerá a limpa estação de Schottenring, em que o personagem Benji Dunn (Simon Pegg) recebe um pacote enviado por Hunt e faz baldeação entre as linhas U4 e U2. “Estive em Viena várias vezes e sempre a achei muito linda e elegante, portanto estava muito empolgado de comprovar o tipo de qualidade romântica que ela poderia trazer para o filme”, disse Cruise.

Com algumas passagens rapidíssimas em Havana, Paris e Biélo-Rússia, a trama desembarca no Marrocos para cenas intensas de perseguição e a clássica invasão de cofre – pode reparar, todo filme da série tem um desafio assim para Hunt. A usina termelétrica marroquina onde está escondido um pendrive com informações sigilosas na verdade é... inglesa. A Fawley Power Station, fica na região britânica de Hampshire.

Por outro lado, todas as perseguições em paisagens áridas são, de fato, no Marrocos. Aa caçada em alta velocidade por ruas estreitas teve lugar na Medina Velha e na região de Derb Sultan, em Casablanca. Sem contar a espetacular capotagem na frente de Mesquita Hassan II – ok, sem spoiler. Embora no filme seja apresentada como Casablanca, a cena da escadaria foi filmada na Kasbah de Udayas, na capital Rabat. As gravações dos trechos de perseguição na estrada demandaram que a Marrakesh Highway ficasse fechada por 14 dias.

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