Mistura de estilos na arquitetura e na gastronomia

Todos os 700 quilômetros quadrados de Minorca, a segunda maior das Ilhas Baleares, são reserva da biosfera da Unesco, uma designação emitida em 1993 para proteger a rica flora e fauna das florestas de Minorca, além de seus penhascos e áreas pantanosas.

O Estado de S.Paulo

01 Maio 2012 | 03h09

Em 2004, a Unesco incluiu na lista de patrimônios sítios pré-históricos, impedindo a construção de condomínios e hotéis de grandes dimensões. Por isso, os hotéis rurais são a melhor escolha de hospedagem fora das cidades e das praias. Aliás, a ilha de 90 mil habitantes conta com nada menos que 120 faixas de areia - mais do que as de Maiorca e Ibiza (outras Ilhas Baleares) juntas - que permanecem, em grande parte, intocadas.

Mas há também uma dimensão cultural no ecossistema de Minorca. A ilha não é exatamente espanhola, nem simplesmente catalã (embora o menorquin, dialeto derivado do catalão, seja a língua mais falada). Este caldeirão da antiga cultura mediterrânea foi moldado por um conjunto de colonizadores - romanos, norte-africanos e, por um breve período, turcos.

Em um espaço de apenas 200 anos, a partir do século 17, a ilha passou pelas mãos de espanhóis, britânicos e franceses, até que finalmente a Espanha conseguiu se firmar na ilha para sempre, já no século 19. Arquitetonicamente, o resultado é um legado que inclui art nouveau, gótico, barroco e até mesmo estilos georgianos.

Na cozinha, prepare-se para encontrar um pouco de tudo. Desde uma versão modificada de tortas de carne, ervilha e gim (à moda inglesa), passando pela tortilla de batata e ovo dos espanhóis até a boa e velha maionese. /S.D.

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