Moldura gelada para desvendar

De barco ou a pé, alcançar os glaciares espalhados pelos arredores do vilarejo é a principal atração

Ariel Palacios, Correspondente de O Estado de S.Paulo

17 Março 2009 | 02h13

Uma espécie de moldura branca e gelada se forma ao redor de El Chaltén. As geleiras se espalham por toda a região e são a principal atração para quem vai à cidade.

 

Huemul: trajeto percorre todo o vale do Rio de las Vueltas

A Viedma fica bem perto e pode ser visitada de barco, a partir do porto. Em outras, de menor porte, é possível até caminhar sobre as imensas línguas de gelo. É o caso das geleiras Huemul, localizadas pouco antes da Lagoa Escondida. O trajeto desde El Chaltén percorre todo o vale do Rio de las Vueltas - tour altamente recomendável para se ter um panorama geral da região.

 

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Uma das trilhas mais recomendadas leva até a Lagoa Torres, ao longo do Rio Fitz Roy. Outra, com início na Hospedaria Del Pilar, segue para a geleira Piedras Blancas até a Lagoa Capri. O imponente pico Fitz Roy pode ser visto em boa parte do trajeto. E o turista tem boas chances de fazer o passeio acompanhado por diversas famílias de pica-paus.

Para experts

Observar a imponência do Fitz Roy na paisagem da região é imprescindível. Desbravá-lo, no entanto, é só para alpinistas experientes - e muito corajosos. Seus 3.375 metros podem até ser modestos se comparados aos mais de 6 mil metros do Aconcágua, por exemplo. Mas a montanha tem paredões verticais que requerem extrema habilidade para serem escalados e são considerados um dos maiores desafios dos alpinistas.

Independente do passeio escolhido, na volta para o hotel, dispense o chocolate quente e peça sorvete. Isso mesmo: quem visita El Chaltén precisa conhecer sua principal sorveteria, a Domo Blanco, cujos sorvetes artesanais são aclamados como os melhores do sul da Argentina.

linkDomo Blanco: Avenida Miguel de Güemes, 120

Curiosidades

linkO primeiro europeu a pisar na Patagônia foi Fernão de Magalhães. Por causa das imensas pegadas encontradas, batizou os habitantes da terra de patagônicos, uma referência a "patas grandes" (ou pés grandes). As marcas, na verdade, eram causadas porque os índios embrulhavam seus pés em longas tiras de pele

linkEm 1857, em Paris, um grupo de poetas, de brincadeira, designou Orèlie Antoine De Tounens o "rei da Araucânia e Patagônia". Orèlie acreditou: se instalou na Patagônia em 1860. Um mês depois, foi deportado.

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