Montanhas emolduram vida cultural em Salta

Fundada em abril de 1582, Salta é mais urbana e agitada que a vizinha Jujuy. A capital da província de mesmo nome reserva um roteiro cultural sedutor, com museus, teatros, catedrais e boa oferta gastronômica, com muitos restaurantes, bares e cafés. Seus moradores gostam de chamá-la de "formosa".

SALTA, O Estado de S.Paulo

09 Abril 2013 | 02h12

Emoldurada por montanhas a quase 1.200 metros de altitude, a cidade é uma das mais coloniais da Argentina, com suas características preservadas na arquitetura das casas, ruas e monumentos. Metade da população da província, com 1,2 milhão de habitantes, vive na capital.

Apesar dos fortes traços andinos e indígenas, as gerações mais jovens carregam heranças principalmente dos imigrantes espanhóis. Salta fez parte do roteiro dos conquistadores e também recebeu muitos grupos de imigrantes italianos e libaneses a partir do século 19.

A província está entre a Cordilheira Oriental e as serras subandinas, as mais antigas da região, com 80 milhões de anos a mais que a Cordilheira dos Andes. Nos pés das montanhas, uma floresta subtropical fornece 80% da água que abastece a cidade.

Durante nove meses, o clima em Salta é extremamente seco, com sol durante o dia e temperatura de 0 a 2 graus negativos à noite. As chuvas só chegam para refrescar durante o verão, de janeiro a março.

Mirada especial. Debaixo de chuva ou sol, alguns passeios são imperdíveis, entre eles o Parque San Martín e o Complexo Teleférico. O parque, na verdade, é uma grande praça usada para lazer, caminhadas e venda de comida e artesanato. É ali que fica também o teleférico. A viagem custa 30 pesos (R$ 12) e leva a uma subida de 250 metros acima da cidade, sobre o Morro de São Bernardo.

Lá no alto, um mirante com jardins, cascatas e lanchonete proporciona vista espetacular de Salta e do Vale de Lerma. É possível ver a Catedral de São Francisco, uma das principais da capital. Durante a Semana Santa, milhares de fiéis dispensam o bondinho e sobem em procissão os quase 1.200 degraus do morro.

Ali perto fica mais um destino obrigatório: a Praça 9 de Julho, endereço de grandes hotéis, restaurantes com mesas nas calçadas, lojas e boa parte do circuito cultural da cidade. Ao redor dela ficam os Museus de Artes Contemporâneas, de Arqueologia e Histórico do Norte Argentino. Ainda há o Centro Cultural Américo, o Teatro Provinciano e a Catedral Metropolitana. Uma caminhada pelas ruas paralelas leva à Casa da Cultura, à Catedral de São Francisco e ao Mercado San Miguel, lugar ideal para conhecer os ingredientes típicos das mesas saltenhas. / LUCINÉIA NUNES

Mais conteúdo sobre:
Viagem, Argentina, Salta, Jujuy

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.