Montevidéu na medida para o fim de semana

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Ricardo Freire, O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2009 | 01h51

AO VIVO - Consiga um lugar no balcão do El Palanque, no Mercado del Puerto, e assista às carnes serem preparadas na sua frente

Numa comparação com Buenos Aires, a outra capital do Prata, Montevidéu leva pelo menos uma vantagem indiscutível: compacta, cabe direitinho numa viagem de fim de semana. Quarenta e oito horas na cidade são suficientes para você descobrir muitas outras qualidades.

POCITOS: A SUA PRAIA

O melhor lugar para dormir e acordar em Montevidéu é o eixo formado pelos bairros de Pocitos e Punta Carretas, situados num ponto simpático da orla do rio (que os montevideanos chamam de mar). O melhor custo-benefício é o do Ponta Trouville Suites, que tem apartamentos clean a US$ 85 (www.puntatrouville.com). Por US$ 105 dá para ficar no moderno Regency Golf, ao lado do shopping Punta Trouville (www.regencygolf.com.uy). Para economizar, fique no Ermitage, onde a noite pode sair a US$ 70 (www.ermitagemontevideo.com).

Mesmo chegando no último voo você deve conseguir jantar no Tabaré, que funciona no lugar de uma mercearia tradicional (Joaquín Zorilla de San Martín, 152; tel. 712-3242), ou no Umaga, com jeito de lounge e cozinha de autor (Francisco Ros, 2.757; tel. 712-3141). Ambos fecham à 1 hora. Mais tarde do que isso, dá para pedir o entrecôte do desencanado bar Tranquilo, que ferve até altas horas (21 de Setiembre, 3.000; tel. 711-2127). Se a intenção for beber num ambiente histórico, vá ao Bar 62 (Barreiro 3.301; tel. 707-3022).

PARILLA E CANDOMBE

O táxi em Montevidéu funciona com tabela, mas é barato: corridas entre Pocitos e o centro saem por 100 pesos (R$ 9). No sábado, chegue antes do meio-dia na Cidade Velha (Ciudad Vieja), para pegar o comércio funcionando.Tente se encaixar numa das visitas guiadas (às 11, 12 ou 13 horas) ao venerável Teatro Solís, inaugurado em 1856 e restaurado há poucos anos.

Do teatro vá até o Mercado del Puerto, um mercadão transformado no lugar mais divertido do planeta para comer churrasco. Consiga um lugar ao balcão do El Palenque. Peça uma cerveja Patricia - ou um medio y medio, espumante misturado com vinho branco - e assista ao espetáculo do asador preparando as carnes na grelha inclinada; cada corte no seu devido lugar. É como ir a um sushi bar, só que de carnes.

À noite, continue seus estudos antropológicos no Baar Fun Fun. Chegue às 22 horas para honrarem sua reserva, assista às duas (deliciosas) sessões de tango, experimente a uvita (drinque à base de vermute) e aguente firme até a 1 da manhã. É quando começam as sessões de candombe, a salsa afro-uruguaia que é uma das músicas mais bonitas (e desconhecidas) da América Latina. Não se esqueça de reservar (Ciudadela, 1.229; tel. 915-8005).

FEIRA E MATE

Domingo é dia da feira da calle Tristán Narvaja, onde se vende de verduras a antiguidades, passando por coelhos vivos. A maior atração, porém, são os clientes, que conseguem fazer compras sem largar o mate.

Sua última parilla pode ser no balcão do minúsculo La Pulpería, em Punta Carretas, um lugar que não costuma ver turistas (Lagunillas, 448; tel. 710-8657). Despeça-se com um drinque à beira do Prata no Che Montevideo (Rambla Gandhi 630; tel. 710-6941.).

Para ligar para Montevidéu: 00-598-2

 

INTERNET PARA VIAGEM | http://www.apuntavamos.com/

O mercado de apartamentos de temporada em Punta del Este está apreensivo: a contínua desvalorização do peso argentino pode afastar os clientes habituais. Ruim para os hermanos, bom para nós: ainda há apartamentos para o Réveillon e para janeiro por preços palatáveis. Clique em Departamentos na seção Alquiler.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DE CARONA NA NOTÍCIA |
Quando estava sumido, Belchior foi visto aqui - mas estava a passeio, como as centenas de turistas que vêm passar o dia nesta cidade colonial portuguesa à beira do Prata. Buenos Aires está a 1 hora de barco; Montevidéu, a 2h30 de ônibus. Querendo fazer aqui um pit stop entre as capitais, use o maleiro da rodoviária (se estiver lotado, guarde na lanchonete).

 

 

 

 

 

 

DOSSIÊ | Punta del Este

 

Península

A Ponta do Leste marca o encontro do Atlântico com o Rio da Prata. O porto é endereço de restaurantes charmosos, como o Lo de Tere. O lado voltado para o rio oferece praias calmas - como a Mansa - e avança até Punta Ballena, onde fica a Casapueblo. O lado voltado para o oceano tem praias com ondas - como a Brava - e se estende até a foz do Rio Maldonado.

 

La Barra

Uma ponte com corcovas de tobogã leva a uma Punta mais jovem e menos família. O centrinho de La Barra é auto-suficiente. Mais adiante ficam as praias da moçada: Bikini e Montoya, que na temporada ganham lounges e clubes de praia. Os mais chiques procuram os restaurantes com serviço de praia da pequena Playa de la Posta, como o Posta del Cangrejo e o Le Club.

 

José Ignacio

Quando terminam as praias muvucadas, a costeira passa por estâncias e clubes de polo - até que, a 40 km do porto, chega ao pedaço mais descolado de Punta: a praia de José Ignacio. Ao pé do farol encontra-se um vilarejo a um só tempo rústico e sofisticado - uma espécie de Trancoso uruguaia. Não deixe de ir até Laguna Garzón para comer no restaurante de Francis Mallmann.

 

 

BILL CASH | É o terror dos mãos-fechadas: sempre arranja bons motivos para viagens perdulárias.

 

"Ilustres, o Cone Sul está tão em conta que é um pecado não fazer uma extravaganciazinha ao menos. Pegue tudo o que você economizar em jantares e compras e passe pelo menos uma noite no resort mais besta do Prata: o Four Seasons de Carmelo. Fica a 60 km de Colonia, à beira do rio Uruguai. Uma pechincha: sai desde US$ 260 na baixa e US$ 380 no verão. Os argentinos vão lá para jogar polo e golfe. Mas eu me contento em tomar espumante nacional na piscina. Às vezes o caro sai barato!"

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