Mordomias do amanhecer à balada

De repente você se vê na pista de dança de um resort num país tropical, dançando merengue e equilibrando uma piña colada numa das mãos, enquanto a outra abraça amigos recém-conhecidos, em plena noite de segunda-feira, quando todas as pessoas do seu cotidiano certamente estão se preparando para acordar cedo no dia seguinte. Esse é o efeito libertador de estar num resort em Punta Cana. A sensação de autoindulgência permeia toda a temporada por ali.

PUNTA CANA, O Estado de S.Paulo

06 Março 2012 | 03h08

O tamanho dos hotéis impressiona, encanta e até assusta. A maior parte deles tem capacidade para acomodar mais de mil hóspedes simultaneamente. O Meliá Caribe Tropical (meliacaribetropical.com), por exemplo, tem 1.128 apartamentos, cujas diárias variam de US$ 150 a US$ 350 por pessoa. Acredite: mesmo depois de uma semana por ali, a sensação de não ter descoberto tudo o que o resort oferece permanecerá.

Em lugares onde o hotel é a atração, não tem como os apartamentos não fazerem parte do show. Com design e decoração caprichados, os quartos em geral são bem servidos de mordomias nos detalhes - de chocolate no travesseiro e cama preparada quando o hóspede chega para dormir até marcador de páginas personalizado com seu nome. Vale lembrar o óbvio: quanto mais vip for o nível da sua suíte, melhor é o tratamento.

No Royal Service do Paradisus Palma Real (paradisuspalmareal.com), jacuzzis e lençóis egípcios são o padrão, além do frigobar cheio de opções de bebida, que parecem ainda mais refrescantes quando você lembra que não precisará pagar por elas separadamente na hora de fechar a conta. As diárias saem por cerca de US$ 250 por pessoa.

Esteja preparado para longas caminhadas entre seu quarto e a piscina ou para ir à praia. Mas não se preocupe porque o visual dos gramados milimetricamente esculpidos e as árvores frondosas tornam o passeio parte da experiência. Com sorte e um pouquinho de paciência, apanha-se um carrinho de golfe ou pega-se carona num simpático trenzinho com roteiro específico.

Apesar do serviço de primeira, o tom do atendimento pode decepcionar um pouco os comunicativos brasileiros. Apesar de muito educados, os funcionários são instruídos a interagir o menos possível com os hóspedes - não adianta tentar puxar conversas mais longas, portanto. Os hotéis de Punta Cana cumprem muito bem o papel de ser uma espécie de bolha, que isola - para o bem e para o mal - o visitante da realidade.

Compras também não são o forte do lugar, já que não há um centrinho com lojas, como na maioria dos destinos caribenhos. Caso queira arriscar um passeio no shopping, a cinco minutos de caminhada do Meliá Caribe Tropical, o Palma Real reúne lojas com preços razoáveis e marcas como Armani, Diesel e Quiksilver, além de um cinema que exibe filmes locais e de Hollywood.

No Barceló Palace Deluxe (barcelo.com) e no Hard Rock Hotel (hardrockhotelpuntacana.com) há algumas poucas lojas livres de impostos que podem animar as tardes.

Prato cheio. A comilança é um dos três pilares da estadia em resorts - descanso e curtição são os outros dois. Nos restaurantes, que podem chegar a dez diferentes nos maiores hotéis, é natural perceber no olhar dos outros hóspedes um misto de indecisão e curiosidade diante dos vastos bufês.

Por receberem visitantes de muitas nacionalidades, o café da manhã é variadíssimo, com opções que vão de frutas a bacon frito. Quanto a almoço e jantar, são inúmeras as opções da cozinha internacional. No Hard Rock Hotel há, inclusive, um restaurante brasileiro, o Ipanema, para amenizar a saudade, no caso de ela bater forte no estômago. Pratos à la carte costumam ser cobrados separadamente. Os preços raramente ultrapassam os US$ 30, mesmo por lagostas ou sashimi de peixe fresquíssimo. / F.M.

Punta Cana tem mais

de 40 resorts com

infraestrutura completa. Você só precisa relaxar e pedir o próximo drinque

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