Bruna Tiussu/ AE
Bruna Tiussu/ AE

Muita história e simpatia no sobe e desce das ladeiras de Ouro Preto

Relíquias barrocas, pontes românticas e um carisma notável são atrativos do Patrimônio Cultural da Unesco

Bruna Tiussu/ AE, O Estado de S.Paulo

15 Novembro 2011 | 03h07

Olhando do alto, você avista uma, duas, três... e logo perde a conta de quantas igrejas despontam na paisagem. Sai caminhando ladeira acima, ladeira abaixo, e quer parar diante de cada casarão - para se deslumbrar com as fachadas e recuperar o fôlego, porque ninguém é de ferro. Cinco dias, por baixo, é o tempo necessário para esmiuçar as mais notórias riquezas de Ouro Preto, Patrimônio Cultural da Unesco desde 1980, justamente por reunir o maior conjunto de arquitetura colonial preservado.

Suas ruelas de paralelepípedo exalam história, guardam obras-símbolo do barroco mineiro, de Aleijadinho ao mestre Ataíde. Também encantam pela falta de pressa dos que passam, o cheirinho de café caseiro vindo das janelas, os mais espontâneos acenos de bom dia e boa tarde. Mistura que coloca a cidade entre os destinos mais simpáticos do País.

Você escolhe se deve começar a desbravá-lo pelas igrejas - a fachada tridimensional e o teto da de São Francisco de Assis merecem um olhar atento, assim como os azulejos portugueses que decoram o altar da Nossa Senhora do Carmo -, ou pelos museus. Também vale intercalar tudo, incluindo, de quebra, a Casa da Ópera, o mais antigo teatro em funcionamento no Brasil, construído em 1769, e aberto à visitas (a entrada custa R$ 2).

Quando montar seu roteiro, assinale ainda as famosas pontes da cidade. Como a do Suspiro, que ganhou este nome depois que Tomás Antônio Gonzaga descreveu sua Marília ali suspirando de amores.

A tática de intercalar um pouco de tudo também vale no quesito gastronômico - apesar de o conselho ser o de aproveitar ao máximo todas as delícias da cozinha mineira. Depois de um almoço inesquecível à base de feijão tropeiro, tutu e torresmo no Restaurante Bené da Flauta (benedaflauta.com.br), por exemplo, vá, no dia seguinte, provar as massas e filés do Café Geraes (cafegeraes.com). E não esqueça jamais do cafezinho para terminar a refeição com tradição.

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