Museu do Ouro reabre em Bogotá

Com instalações renovadas, instituição exibe peças de ourivesaria e cerâmica pré-colombianas

O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2008 | 02h47

Depois de passar por uma grande renovação, a maior em seus 70 anos de história, o Museu do Ouro de Bogotá, na Colômbia, reabriu as portas no domingo. A instituição agora utiliza tecnologia de ponta para apresentar ao público a maior e mais importante coleção de arte pré-colombiana esculpida em ouro do mundo. A reforma foi realizada em duas etapas. A primeira terminou em 2004 e inaugurou um novo edifício, duas salas de exposições permanentes, loja, restaurante e auditório. A segunda, encerrada na semana passada, equipou o museu com recursos mais modernos de iluminação (por fibra ótica), preservação e exibição dos objetos. Distribuído em quatro salas temáticas, o rico acervo da instituição revela o patrimônio arqueológico e antropológico mais importante da Colômbia. São 33 mil peças de ourivesaria e 13 mil de cerâmica, todas feitas por integrantes de culturas indígenas pré-colombianas como sinú, tairona, muisca, quimbaya, calima, nariño e tumaco. Os objetos de arte pré-hispânica transportam o turista para uma América Latina ancestral e mítica, capaz de atiçar a imaginação. Tudo começou quando os europeus ouviram a lenda de uma cidade inteiramente feita de ouro, localizada em terras do outro lado do Oceano Atlântico. A história do Eldorado atiçou o imaginário dos moradores do Velho Continente na época da conquista da América. LENDA De onde teria surgido essa crença? Historiadores acreditam que tenha derivado de um ritual de homenagem ao Sol feito por povos indígenas. O líder dos muiscas - tribo especialista em ourivesaria que habitava o atual território da Colômbia - subia numa pequena embarcação. Com o corpo coberto por ouro em pó, o cacique dava seqüência a uma cerimônia em que eram atirados no Lago Guatavita belas peças de ouro e esmeraldas. Museu do Ouro: www.banrep.gov.co/museo. Entrada: 2.600 pesos colombianos (R$ 2)

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