Museu explica ciclo e a improvável 'cor de Caribe' das águas

Os glaciares e icebergs do Lago Argentino mais parecem rochas pintadas de diferentes tons de azul. Por vezes, é difícil acreditar que sejam somente gelo e que tudo não passa de uma espécie de ilusão de ótica. O fenômeno, também conhecido como "leite glaciar", é o mesmo que confere as cores caribenhas ao maior lago do país.

EL CALAFATE, O Estado de S.Paulo

15 Julho 2014 | 02h07

A explicação é geológica. Os flocos de neve que caem sobre a Cordilheira dos Andes demoram, em média, 30 anos para se transformar em gelo. Eles se comprimem ao longo das décadas, até se solidificarem. Esse gelo acumulado no topo das montanhas, então, se desprende, abrindo caminho por entre as rochas e levando parte de seus minerais. São exatamente essas substâncias - que se misturam à água congelada e depois ficam em suspensão no lago - que conferem os tons tão particulares à região.

Para saber mais sobre o assunto, vale a pena uma visita ao Glaciarium (glaciarium.com; R$ 40), o Museu do Gelo. A 6 quilômetros de El Calafate, tem instalações simples e desvenda de forma didática todo o processo de formação das geleiras. Sua principal atração, no entanto, é o bar de gelo. Quase tudo no ambiente é feito de água congelada: copos, poltronas, mesas e partes das paredes. Para se proteger da baixa temperatura, que chega a 10 graus negativos, visitantes vestem uma espécie de roupa de esquimó. O tempo máximo de permanência é de 25 minutos.

Os turistas formam filas no balcão para conseguir um drinque com misturas exóticas ou um refrescante licor de calafate. O pequeno fruto negro, com sabor levemente azedo, dá nome à cidade e é usado de base também para geleias e sovertes. Dizem por lá que quem prova sempre volta. / B.P.L.

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