Mônica Nobrega/Estadão
Mônica Nobrega/Estadão

Na casa-grande, na senzala, na cozinha de antigamente

Sob o forro de madeira enegrecido de fuligem, o fogão a lenha garante o suprimento de água quente. Azulejos portugueses, o bloco de madeira de cortar carne, a porta-balcão para o jardim: tudo na cozinha está como no século 19, quando a casa-sede da Fazenda do Paraízo foi construída sob as ordens do Visconde do Rio Preto, entre 1845 e 1853.

RIO DAS FLORES, O Estado de S.Paulo

09 Julho 2013 | 02h08

Fazendas antigas preservadas são o legado histórico mais notável das cidades do Vale do Café. E a do Paraízo é a que se mantém realmente intocada: sem reforma, restauração, nenhum tipo de modernização.

A cozinha acaba sendo o ambiente em que os visitantes mais se demoram, como em toda casa - e olha que nessa há outros 58 cômodos. Também motivados pelo pão de queijo e o cafezinho servidos ali, já no fim da visita guiada pelos proprietários em pessoa (R$ 40, com agendamento; fazendadoparaizo.com.br). Simone e Paulo Roberto Belfort são ótimos de prosa, donos de histórias saborosas e grandes conhecedores de cada móvel, cada peça de prata, cada detalhe da máquina processadora de café que ainda existe no engenho, cada dobradiça do casarão, onde moram.

Hospedagem. Pernoitar nas propriedades históricas é outra possibilidade na região. A Fazenda União (fazendauniao.com.br; desde R$ 1.160 o pacote de sexta-feira a domingo para casal, com pensão completa) tem acervo de arte e objetos do século 19 de cair o queixo. Coisas como uma sopeira da prataria do casamento do Duque de Caxias. Há um minimuseu de cera e objetos da escravidão na senzala; e comida feita sob inspiração das receitas de época. O espetáculo sobre tradições dos escravos da região, apresentado por um grupo de jongueiros e capoeiristas de Valença, é realmente bonito e instrutivo.

Também há opção de hospedagem na Fazenda Florença (fazendasdoimperio.com.br; a partir de R$ 968 o fim de semana, casal, com pensão completa), em Conservatória, com a mesma levada de museu no acervo da casa-grande. Imperdíveis ali são os saraus temáticos. E o menu, claro, de época. / M.N.

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