Na divisa entre províncias, a capital

Em sua primeira viagem internacional após assumir o cargo, o presidente americano Barack Obama seguiu para a capital canadense, Ottawa. Mero ato político em consideração ao vizinho do norte, em uma cidade que pode ser classificada como uma espécie de Brasília canadense.

Cláudio Vieira, O Estado de S.Paulo

10 Julho 2012 | 03h07

Sendo assim, não é de se estranhar que o principal ponto turístico da cidade seja o Parlamento (parl.gc.ca). Você pode participar de uma visita guiada - todo ano, cerca de 1,5 milhão de pessoas percorre seus corredores. Interessante descobrir que, até hoje, a rainha Elizabeth II da Inglaterra tem cadeira reservada no local. E para, com o perdão do trocadilho, coroar o clima britânico, você pode assistir à cerimônia da guarda diariamente, às 10 horas, entre junho e agosto.

Do alto da sede do governo, mais precisamente da Torre da Paz, tem-se uma visão ampla da capital, que separa a província inglesa da francesa Quebec - do outro lado do Rio Ottawa, está Gatineau. Ottawa, aliás, surgiu na tentativa de superar divisões. Em 1857, a rainha Vitória resolveu acabar com as brigas entre os governantes das províncias vizinhas e definiu a capital.

Toda a história local inspira o espetáculo Mosaika, uma grande celebração de imagens projetadas no prédio do Parlamento, sempre às 22 horas. São 30 minutos de um show bilíngue (francês e inglês, sempre), que segue até o início de setembro. Fique atento: quando há sessão extraordinária no Parlamento, a projeção é cancelada.

Nesse caso, vale seguir para os bares ao lado da Colina do Parlamento ou para o distrito do Byward Market. Ali, há blues no The Rainbow (76 Murray Street) e de rock e soul a música eletrônica no Zaphod Beeblebox (27 York Street).

Com mais tempo na cidade, alugue uma bicicleta para percorrer o Canal Rideau (patrimônio mundial, que conta com um festival próprio em agosto) ou pegue um ônibus de dois andares para um city tour básico, por 30,97 dólares canadenses (R$ 74; o passe por família sai por 86,73 dólares canadenses ou R$ 173). Quanto aos museus locais, até setembro a National Gallery conta com uma mostra exclusiva, com 40 obras de Van Gogh.

Preste atenção, aliás, nas festas sazonais. Há carnaval de inverno em fevereiro, festival de tulipas em maio e, neste mês, o maior festival de blues nacional. Agosto é vez da música de câmara, com apresentação de pelo menos 120 concertos.

Como sugestão final, voltemos a Barack Obama: em sua viagem, ele quebrou protocolos e, em seu último dia no Canadá, foi ao Byward. Trata-se do mais antigo mercado canadense, com 175 estandes que comercializam de comida a flores. Há 180 anos, fazendeiros da região vendem ali suas mercadorias nos meses mais quentes. Obama comprou uma echarpe de seda e uma rosquinha - e saiu cumprimentando todo mundo.

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