Na estrada para beber uma trapista na fonte

São 120 quilômetros de Bruxelas até a pequenina Chimay, lar de uma das mais conhecidas cervejas do gênero

Carla Miranda, O Estado de S.Paulo

20 Julho 2010 | 04h07

A primeira parada - Route Charlemagne, 8 - não vai saciar o seu desejo de degustar uma clássica belga na fonte. Tampouco reduzirá a curiosidade sobre a Abadia Notre-Dame de Scourmont, lar dos monges que no decorrer dos séculos transformaram em arte o ato de fazer cerveja. Você estará, isso sim, de frente para uma enorme fábrica, de onde saem, além da bebida, queijos e outras gostosuras trapistas. Vale uma passada, por mera curiosidade.

Só então digite no GPS (sem ele será impossível circular na região): Rue de Poteaupré, 5. O aparelhinho vai deixá-lo na frente do prédio branco do Auberge de Poteaupré, onde você pode cumprir o ritual cervejeiro de sorver sua Chimay em Chimay, cidadezinha belga onde a bebida é feita desde 1860, quase na fronteira com a França.

Nem pense em uma solução de meio termo para resolver a questão carro X álcool. Você não percorreu os 120 quilômetros a partir de Bruxelas para isso. Reserve um quarto na hospedaria que também pertence aos monges (diária a partir de 65) e peça no restaurante a degustação completa, com um copo da Rouge, um da Triple e outro da Bleue. Finalizando com a Spéciale Poteaupré, que só é servida por lá. Para acompanhar, pães e queijos. Anote as melhores combinações: a cremosa e frutada Rouge fica perfeita com o Chimay Grand Cru, ligeiramente picante; e a Triple desce bem com o Vieux Chimay.

Ao fim, a conta exibirá dígitos que só tornarão a experiência mais prazerosa. A degustação completa sai por 10,25. Valor impossível de conseguir no Brasil para provar somente as cervejas. A lojinha anexa ao restaurante se tornará alvo de cobiça. Ali estão as garrafas e todos os queijos fabricados pela Chimay, além de geleias e chocolates.

Pela manhã - e já restabelecido de eventuais excessos -, siga 300 metros até a abadia (Route du Rond Point, 294), uma das mais abertas quando se trata de monges trapistas. Isso significa que você poderá passear pelo belo jardim, ver o cemitério e entrar na igreja nos horários de oração.

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