Na hora, no lugar e no roteiro certos

Eles embarcaram solteiros e voltaram acompanhados. Conheça histórias românticas vividas em belos cenários

Natália Zonta, O Estado de S.Paulo

10 Junho 2008 | 03h08

''Depois daquela viagem...'' As quatro histórias que você conhecerá a seguir começam mais ou menos com essa frase. Após os três pontinhos, porém, o enredo muda um pouco. Em comum, todas têm o início marcado por bons momentos longe de casa e final feliz. São viajantes que embarcaram rumo ao desconhecido de coração aberto e encontraram seu par. Sim, nós acreditamos no ''amor de viagem'' e nos inspiramos nessas trajetórias (e cenários) para comemorar o Dia dos Namorados, na quinta-feira. Quando Maria Paula Topel, hoje com 45 anos, recebeu a notícia de que não poderia mergulhar nas Bahamas no revéillon de 1996, perdeu o chão.''Não conseguiram formar um grupo e eu tive de desistir. Do nada, o agente sugeriu que eu fosse para Bonito e topei'', conta. Na época, para chegar até lá, só de ônibus. Mais de 17 horas de viagem. Tempo suficiente para Denian Topel, hoje com 49 anos e, na época, guia do grupo, trocar olhares e dar ''atenção especial'' à cliente. ''Eu tinha de ser discreto, estava trabalhando'', diz Denian. E o rapaz não perdeu a compostura. Foram cinco dias em Bonito e nenhum beijinho. ''Na viagem de volta, me sentei ao lado dela e acabamos ficando'', confessa. Como um bom moço, ligou para ela no dia seguinte. E nem precisou pedido oficial de namoro. ''Já sabíamos que o negócio era sério'', diz Maria. Um ano depois, veio o casamento. Mais quatro se passaram, e chegou Helena, hoje com 7 anos. EM ALTO-MAR Antes mesmo de embarcar no cruzeiro para Punta del Este, em 2006, a paquera começou. Empolgado, um grupo montou uma comunidade no Orkut para as pessoas que fariam a viagem. Ainda no mundo virtual, a primeira impressão agradou e foi levada para alto-mar. A economista Daniela Relva, de 30 anos, e o contador Eduardo Dias Souza, de 27, tinham em mente que cruzeiro era sinônimo de curtição. Mas, chegando lá, não se desgrudaram. ''No penúltimo dia decidimos que iríamos desembarcar como namorados'', diz Daniela. No fim das contas, a programação de baladas foi trocada por passeios a dois. ''Tudo era perfeito. Até ficamos com medo de voltar à realidade'', afirma a economista. ''Convivemos 24 horas por dia; brincamos que foi um teste'', diz Eduardo. Mas a terra firme não desfez o encanto. Dois meses depois de aportar, eles já estavam noivos. Agora, planejam passar a lua-de-mel mais uma vez no mar. DE FLORIPA PARA O MUNDO Não é novidade para ninguém: é quase impossível arrumar um namorado (sério) em plena folia de carnaval. Agora, imagine só, que Nadia Mullin, de 29 anos, conseguiu essa proeza e ainda fisgou o coração de um gringo sem saber falar inglês. Era fevereiro de 2003 e o cenário, o resort Costão do Santinho, em Florianópolis. O americano Andrew Mullin, de 34 anos, festejava com os amigos quando viu Nadia. De início, eles nem precisaram de intérprete. Nos dias seguintes, os dois se encontraram e, com ajuda de amigos, trocaram telefones. ''Não achei que ele fosse ligar'', diz Nadia. Mas ele ligou. Depois de alguns meses, ela foi para os Estados Unidos estudar e o romance deslanchou. O casamento ocorreu no ano passado e Andrew, num rompante de romantismo, escolheu o local da cerimônia: o resort onde os dois se conheceram. E eles viveram felizes para sempre (e em Nova York). UM AMOR NA BAHIA Só um amor jovem e fulminante - vivido num cenário como Morro de São Paulo, na Bahia - resistiria ao tempo e à distância. Maria Isabel Rocha tinha 21 anos quando conheceu Márcio Nogueira, então com 17, em 1996. Ela era do Rio. Ele, de Salvador. Em comum, escolheram Morro de São Paulo como destino. E numa tarde se encontraram no mar, conversaram muito e decidiram não se largar mais, mesmo morando em Estados diferentes. ''Acabei estendendo a minha viagem em uma semana'', conta Isabel. A partir daí, foram três anos de longas viagens de ônibus. ''Não consegui acreditar quando ele veio para o Rio pela primeira vez'', diz. Depois desse período, decidiram se casar em Belo Horizonte. O resultado do amor de verão nasceu em 2006 e se chama Matheus. SERVIÇO Se você ainda não encontrou sua metade, confira abaixo três opções de operadoras especializadas em organizar viagens para solteirões obstinados em fisgar um par: Terrazul: (0--11) 3081-8958; www.terrazul.tur.br CBS: (0--11) 3898-0033; www.singletours.com.br Table for Six: (0--11) 3847- 1200; www.tableforsix.com.br

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