Na primeira parada, os desafios da comunicação

Durante a minha adolescência, a Checoslováquia era mais um daqueles países da cortina de ferro soviética que eu ouvia falar nas aulas de Geografia e que gostava de ver competir na Olimpíada. Desde 1993, a história mudou e checos e eslovacos se separaram. Como era algo tão distante da realidade brasileira, a minha curiosidade em relação a Bratislava era imensa. A experiência na capital da Eslováquia superou qualquer script.

BRATISLAVA, O Estado de S.Paulo

19 Junho 2012 | 03h08

Chegamos ao porto após o almoço. Ao desembarcar, dei de cara com o Ufo, um restaurante de formato autoexplicativo, pairando sobre o extremo de uma ponte. Logo fomos conhecer o centro histórico. Restrito a pedestres, ele é repleto de bares e cafés charmosos. Com prédios bem cuidados, Bratislava é uma graça de cidade. E me conquistou rapidamente.

Pena que não tive tempo de subir até o Castelo de Bratislava, de onde é possível vislumbrar, de maneira privilegiada, o centro histórico e o Danúbio. Meus olhos seguiam coçando, então, liguei para a empresa de seguro-viagem no Brasil, para providenciar uma consulta médica. Temia que tivesse pegado conjuntivite nas termas de Budapeste. E, infelizmente, minha desconfiança se confirmou.

Antes de saber disso, porém, me embrenhei por um bairro periférico, num hospital universitário, rodeado por conjuntos habitacionais típicos da era comunista. De todas as pessoas com quem tive contato por lá (entre taxistas, funcionários do hospital e atendentes da farmácia), quase nenhuma sabia qualquer língua que eu pudesse entender.

Teria sido mais fácil se falassem inglês, ou se eu falasse russo - afinal, tudo depende da perspectiva de cada um. Mas ali conheci uma Eslováquia bem próxima do meu imaginário de adolescente. E posso afirmar, sem titubear: os eslovacos são mesmo um povo prestativo. /N.M.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.