Na rota dos buggies, um parque nacional

Atividade está entre o desenvolvimento turístico e a preservação ambiental

Lucas Frasão, O Estado de S.Paulo

03 Março 2009 | 02h19

É emocionante chegar e partir a bordo de um 4X4, vendo as dunas ficarem para trás enquanto o vento bate no rosto. Mas a atividade está na fronteira entre o desenvolvimento turístico e a preservação ambiental. Até porque todos os caminhos percorridos esbarram no Parque Nacional de Jericoacoara, com seus 8.850 hectares.

 

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''A vila é um dos maiores desafios do parque'', diz Lúcio Santos, analista ambiental do Instituto Chico Mendes em Jericoacoara. ''Só o transporte já configura um grande problema, pois é preciso passar por dentro do parque para chegar à vila.''

Para conter o tráfego desordenado de carros e buggies, evitando danos ao variado ecossistema do parque, foram demarcadas vias de acesso. ''Não podemos proibir o direito de ir e vir do turista e do morador'', explica o chefe da unidade, José Osmar Fontelles. ''Mas considera-se a possibilidade de cobrar taxa de passagem pelo parque.''

Os problemas ambientais de Jeri não se resumem ao trânsito. Até 2007, por exemplo, não havia rede de tratamento de esgoto. Construir a estação exigiu que os limites do parque fossem redefinidos.

A própria vila já fez parte da área de proteção ambiental instituída com a chegada dos primeiros aventureiros, em 1984. Em 2002, toda essa região se transformou em parque nacional, exceto o vilarejo de Jijoca de Jericoacoara. Há dois anos, foi a vez de Jeri se tornar território, deixando de ser área de preservação.

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