Mônica Nobrega/Estadão
Passeio de caiaque pelo Rio Itamambuca Mônica Nobrega/Estadão

Nas mãos da comunidade, roteiros revelam outro ângulo de Ubatuba

Programas operados por indígenas e quilombolas revelam heranças culturais em meio à beleza da Mata Atlântica

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2019 | 04h40

Do alto, Ubatuba é ainda mais bonita. São apenas 2 quilômetros de estrada de chão que começam na Rio-Santos e serpenteiam Serra do Mar acima, na direção do “sertão”, para ter certeza disso. Uma escola e um posto de saúde assinalam a entrada da Aldeia Boa Vista. O nome desta aldeia guarani é autoexplicativo: desse ponto se descortinam, lá embaixo, a ilha do Prumirim, a praia de mesmo nome, o mar e a linha do horizonte, em um dos cenários mais espetaculares da badalada cidade do litoral paulista.

Embora estabelecida na década de 1960 e oficialmente reconhecida como terra indígena pertencente aos guaranis em 1987, a aldeia Boa Vista é, de certa forma, uma novidade em Ubatuba. Abriu recentemente suas portas ao turismo, de forma planejada e executada por seu próprio povo. Receber visitantes é uma fonte de renda para a aldeia e também uma oportunidade de divulgar cultura e o modo de vida dos guaranis. 

Os moradores da Boa Vista não estão fazendo isso sozinhos. Reunidas no Fórum de Comunidades Tradicionais Angra, Paraty e Ubatuba, várias aldeias indígenas e terras quilombolas vêm criando roteiros turísticos com o objetivo de divulgar a importância de sua luta para a preservação dos direitos dessas populações e também para a conservação do meio ambiente. Criaram a Rede Nhandereko, que opera como uma agência de turismo receptivo do grupo. Os roteiros foram lançados em março. 

São passeios cheios de diversão, encantamento e imersão na natureza. Há trilhas, banho de rio e cachoeira, comida da terra, história. Os roteiros são desenhados e guiados por moradores - é turismo de base comunitária - e já começaram a despertar interesse do mercado do turismo convencional de Ubatuba.

Criada há dois anos por oito sócios ligados em meio ambiente e cultura, a agência Ecotuba se tornou a principal parceira das comunidades tradicionais de Ubatuba e região na divulgação e operação dos passeios. Há também uma dúzia de hospedagens que oferecem os roteiros como opção a seus hóspedes, como o Itamambuca Eco Resort

Itamambuca é a minha praia favorita em Ubatuba desde os acampamentos com amigos na adolescência, e reafirmou seu lugar no meu coração na minha recente visita, em família, há algumas semanas. Com meu filho de 8 anos, fui com a proposta de desbravar a natureza local para além das praias. Nossa estada de quatro noites no Itamambuca Eco Resort - ficar aqui era um desejo antigo - teve passeios pelas comunidades tradicionais, observação de pássaros, esportes aquáticos, além de sol e mar. 

Um formato de viagem que cabe perfeitamente nesta época do ano, que na Rio-Santos tem tempo firme, bastante sol e temperaturas amenas. Ou seja, ótimo para olhar também para o “sertão” - no litoral norte paulista, sertão é quase tudo que está entre a rodovia e a serra, lado oposto ao mar - e submergir na beleza da Mata Atlântica. Que está logo ali, exuberante e pouco visitada, e que convida a enxergar até as praias de um outro jeito.

VIAGEM COM APOIO DE ITAMAMBUCA ECO RESORT E ECOTUBA

ANTES DE IR

Hospedagem

A diária para o casal no Itamambuca Eco Resort em fins de semana comuns custa R$ 718, com descontos progressivos para mais pernoites. No feriado de Corpus Christi, pacote de 3 noites (20 a 23 de junho) custa desde R$ 2.818 para dois. Inclui café da manhã, recreação e serviço de praia. Criança é cortesia até os 10 anos.

 

Passeios

Com a Ecotuba, o roteiro A África em Nós, pelo Quilombo da Fazenda, custa R$ 150 por pessoa, com transporte. Viver Guarani, a visita à aldeia Boa Vista, custa R$ 100 por pessoa.

Onde comer

Reserve uma noite para jantar no Peixe com Banana, em Itaguá, bem perto do Aquário de Ubatuba - 25 minutos de carro desde a Itamambuca. É um restaurante muito caiçara, e leva o nome do prato criado pela proprietária, a simpática e atarefada Maria José. O peixe com banana é uma adaptação de outra receita típica do litoral paulista, o azul marinho, peixe ensopado com rodelas de banana. Tem molho mais encorpado com cebola, tomate, pimentão, azeite e manteiga. A garoupa era o peixe recomendado da noite, mas você escolhe entre três ou quatro opções diárias. Para duas pessoas, com arroz e pirão, R$ 165: Rua Guarani, 255; 12-3832-6873. 

 

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Arco, flecha e tradição

Visita à Aldeia Boa Vista inclui participar de eventos variados, a depender do dia

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2019 | 04h30

No começo eram os tupinambás, povo que, diferentemente dos tupiniquins de São Vicente, não aceitou a invasão de suas terras, chamou português para a briga e que, por isso, chegou até nós via livros didáticos estereotipado como uma gente má, guerreira, comedora de carne humana. 

Os tupinambás foram extintos no litoral norte paulista. Os guaranis começaram a chegar à região na primeira metade do século 20, vindos dos Estados do Sul e do Sudeste brasileiro, e também de Argentina, Paraguai e Uruguai. A Aldeia Boa Vista, no sertão do Prumirim, começou na década de 1960 e foi oficialmente reconhecida em 1987.

O guia Nei Bernardes puxou essa conversa no caminho até a Aldeia Boa Vista. Um dos sócios da agência Ecotuba, ele tem vasto conhecimento sobre a formação das populações indígenas de Ubatuba de tanto percorrer aldeias, apoiá-las e incentivar seu desenvolvimento turístico. 

A prosa continuou, agora na presença de Alex, morador da comunidade e um dos coordenadores do projeto de visitação turística. Alex nos recebeu na entrada da aldeia, de onde se vê toda a praia do Prumirim, e nos conduziu pela trilha que leva ao coração da comunidade. Uma caminhada de 20 minutos, sombreada pela Mata Atlântica e sonorizada pelo som do Rio Prumirim.

Convivência

A função da Casa de Reza vai além da religiosa: é o espaço de convivência da comunidade, que soma 200 moradores, 52 famílias. É onde os adultos se reúnem para tomar decisões que guiam o dia a dia da aldeia, e as crianças e os jovens escutam os ensinamentos do pajé.

As crianças, cerca de 80, estudam na vila e aprendem apenas o guarani até os 6 a 7 anos de idade. Só depois, quando começam a estudar em outras escolas, são alfabetizadas em português. Alex – que, aliás, se chama Kaaray Rembyguai, “o mensageiro” – levou consigo seu filho de 5 anos durante nossa visita. Ele e o menino conversam em guarani, assim como todos os moradores. 

Passamos por outro núcleo de casas, equipado com painéis de captação solar. O campo de futebol fica cheio nos fins de tarde. No centro de artesanato são vendidos principalmente itens de cestaria – importante fonte de renda, assim como extração sustentável de pupunha e jussara.

Chegamos ao espaço de eventos, um quiosque grande na beira do Prumirim. Em datas festivas (algumas abertas ao público), os guaranis apresentam ali a dança do guerreiro, usada como treinamento. Já as meninas apresentam a dança chamada tangará. Existe ainda a taroá, para as festas exclusivas dos guaranis.

Aqui, Alex nos deu uma aula de como atirar com arco e flecha. Parece difícil no começo – mas as crianças aprendem rápido. Meu filho, depois de algumas tentativas, lançava belas flechadas a muitos metros de distância. 

O banho na bela Cachoeira da Boa Vista está incluído. Alex sentou nas pedras e acendeu o seu cachimbo. A peça, de madeira, tem um formato específico quando feito pelos guaranis. O fumo tem função ritualística de contato com o sagrado; o menino guarani ganha o seu aos 12 anos. Enquanto congelamos na água, pai e filho conversam, envoltos pela fumaça ondulada, alguma coisa que não entendemos, mas que parece um belo e inacessível momento de reflexão.

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Quilombo em torno da casa de farinha

Estrutura histórica permite aprender o processo de moagem de mandioca feito por uma roda d'água

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2019 | 04h30

Até que chega um bom número de forasteiros às terras do Quilombo da Fazenda. Nesta terra, acessível por uma estradinha na altura do Centro de Visitantes do Núcleo Picinguaba, bem no norte de Ubatuba, fica a Casa de Farinha, uma estrutura histórica razoavelmente conhecida, onde é possível observar o processo de moagem da mandioca feito por uma roda d’água. 

O passeio à Casa de Farinha tem um prolongamento natural que é uma trilha fácil de 20 minutos subindo pela margem do Rio Fazenda até um belo conjunto de cachoeiras e poço para banho. O lugar é lindo e a água congela até os pensamentos – menos os da criança, que todo mundo sabe que criança não sente frio. Nascido lá no alto, na serra, o rio neste ponto tem água puríssima. 

O que os visitantes quase não fazem aqui, e que o recém-lançado roteiro A África em Nós pretende mudar, é visitar as outras áreas do quilombo. Reconhecida como remanescente de quilombo em 2005 pela Fundação Palmares, a antiga fazenda de cana-de-açúcar tem hoje 48 famílias, 210 pessoas vivendo de produção agrícola e turismo, principalmente. 

O tipo de agricultura que se faz no quilombo é de agrofloresta. Não há canteiros; as árvores estão todas juntas em uma aparente bagunça, e nessa bagunça o agricultor Feliciano, que nos guia na visita, vai mostrando a palmeira jussara, o cambuci, a pupunha, o abacate, a laranja, o araçá-boi. Vimos um cacho de bananas caído perto da trilha, e assim meu filho comeu fruta de lanche sem precisar receber ordem para isso; eu devorei um cacau inteiro, semente por semente, como se fosse pipoca. 

Também se pratica por aqui, para o milho e o feijão, a coivara, que envolve pequenas queimadas e foi reconhecida no fim do ano passado como Patrimônio Cultural do Brasil pelo Iphan, por ser uma técnica histórica das comunidades quilombolas. 

Quase toda a caminhada seguiu o curso do Rio Fazenda e foi acompanhada pelas crianças da comunidade, que se aproximavam curiosas. Vez ou outra, meu filho desistia de andar e ia com elas dar um mergulho no rio, que estava bem raso e calmo. 

Possibilidades

O roteiro da visita depende do dia. Na nossa vez, tivemos oportunidade de ver um pouco de uma vivência de jongo, um tipo de dança e cantoria, para crianças da comunidade. Também conversamos longamente com Guilherme, um dos responsáveis por desenvolver o projeto turístico. Com agendamento, é possível participar de outras oficinas de dança e música, como coco e maracatu, de aulas de bioconstrução e artesanato. 

Não conseguimos participar de uma das rodas de conversa com José Pedro, o griô, homem mais velho e respeitado da comunidade, pioneiro da luta pelo reconhecimento da terra como patrimônio de seu povo. Mas ele estava lá, acomodado na Casa de Farinha, como faz diariamente. Não nos negou um cumprimento e sua simpatia enquanto, sentados em mesas coletivas, comíamos bolinhos de mandioca recheados com taioba (R$ 7 a unidade) preparados por Luciana, filha de José Pedro, e vendidos em uma pequena lanchonete. Para beber, suco de jussara, que lembra um pouco o açaí. 

Ali mesmo ao lado da Casa de Farinha há uma loja de artesanato quilombola. Também são vendidos produtos como mel (R$ 35), farinha de mandioca (R$ 15) e cachaça (R$ 25).

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Nas míticas areias de Itamambuca

Reduto de surfistas e famílias, a praia nunca está lotada ou vazia demais

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2019 | 04h40

Conhecer o outro lado de Ubatuba é uma experiência enriquecedora, mas é claro que não dá para esquecer que se trata de um destino de praia. E as míticas areias de Itamambuca, famosas pelas ondas perfeitas que atraem campeonatos de surfe, há anos são o meu endereço preferido na cidade. A praia fica a apenas 12 quilômetros do centro, distância suficiente para manter longe a atmosfera urbana.

No canto direito da praia, o Rio Itamambuca deságua no mar, compondo um cenário lindo e ideal para intercalar banhos de água salgada e doce. Caminhar da foz do rio até o costão rochoso no canto esquerdo, a 2 quilômetros, amplia a percepção do que é Itamambuca.

Há escolas de surfe e muitos surfistas. Vendedores de espetinhos, sanduíche natural, açaí e pulseirinhas do hippie circulam em meio a grupos de jovens e famílias que ficam hospedadas nas casas do condomínio que ocupa a maior parte do bairro, mas é invisível da praia. Há os que querem ver e ser vistos e os que querem paz. Corpos perfeitos e corpos possíveis. A praia é bem procurada, mas nunca está lotada, nem vazia demais. 

A curtas distâncias de carro estão outras praias que coloco na lista das mais belas: Félix, badaladinha e frequentada pela moçada que pega onda; Prumirim, cuja ilha homônima torna o cenário muito fotogênico; e Picinguaba, dentro de uma área de preservação, com acesso controlado. 

 

Resort

Na foz do Rio Itamambuca, o Itamambuca Eco Resort fica numa ponta de terreno que se projeta rio adentro e tem diante de si a praia. Pé na areia de verdade, com arquitetura e decoração que respeitam esta condição. 

O hotel nasceu na década de 1980 como um camping e as áreas para barracas ainda existem (diárias desde R$ 86 por pessoa). Ocupam a melhor parte do terreno, com vista para o rio, e bem se vê que muitos de seus hóspedes são frequentadores antigos, surfistas na meia idade que chegam na companhia de filhas e filhos de 20 e poucos, todo mundo com suas pranchas. A infraestrutura é excelente e inclui piscina e restaurante por quilo, o Jundu, que só abre no verão. 

A estrutura do resort começou a funcionar nos anos 2000. Em três pessoas, ficamos em um quarto da categoria Luxo, a mais básica, mas confortável e charmosinha – parede de tijolinho, móveis de madeira patinada e uma varanda linda, voltada para um trecho bem fechado de Mata Atlântica. Só o banheiro, antiquado, destoa. São 76 quartos distribuídos por ruas em meio a um jardim bem cuidado. 

O restaurante Taioba, o principal, é uma parada gastronômica imperdível em Ubatuba (recebe não hóspedes com telefonema prévio). Fica no grande quiosque central do hotel, onde estão lounges e a recepção, e serve uma culinária caiçara primorosa: quem cresceu no litoral paulista reconhece os sabores da região, ao mesmo tempo que se surpreende com a inventividade e o preparo das receitas. 

Em uma das noites, meu peixe na banana tinha um suave sabor de chá dado pela folha de bananeira que envolvia o badejo em ponto perfeito de cozimento. Pratos individuais custam de R$ 55 a R$ 95. 

É neste grande quiosque central que você encontra, pela manhã, a programação do dia. Fiquei surpresa com a qualidade da recreação infantil, composta por brincadeiras na praia, desafios em meio à vegetação nativa, jogos no espaço kids e nas piscinas: é envolvente e respeita a inteligência das crianças. Meu filho, que costuma se irritar com o comportamento tolo de recreadores, participou com entusiasmo. 

Do nosso quarto até a praia eram menos de 10 minutos de caminhada – mas o trajeto durava mais, interrompido para observar os caranguejos nos manguezais, devidamente identificados em placas explicativas. Chega-se à areia atravessando o Rio Itamambuca em uma pequena balsa, que o condutor movimenta puxando uma corda – não há motor. Há quem atravesse o rio nadando ou caminhando.

Os funcionários do resort montam guarda-sóis e cadeiras para os hóspedes, servem bebidas e petiscos. Uma barraca aluga caiaques e stand up paddle (R$ 30 a R$ 50). Em um fim de tarde, com meu filho sentado na prancha, remei rio acima e fomos escutar os pássaros (use repelente). No outro, fizemos uma competição de caiaques, em águas tão calmas que a criança de 8 anos deu conta do seu barco sozinha. 

Já disse que Itamambuca é a praia mais gostosa de Ubatuba?

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Trilha para ver pássaros e outros bichos

A partir do Itamambuca Eco Resort, roteiro por uma passarela suspensa percorre a mata, passa por dentro do manguezal e vai até a beira do rio

Mônica Nobrega, O Estado de S.Paulo

18 de junho de 2019 | 04h40

Wandel Buzoni é um sujeito bastante citado na enciclopédia virtual Wiki Aves. Em uma das mais importantes referências em língua portuguesa para apaixonados por pássaros, o gerente de Eventos e Lazer do Itamambuca Eco Resort é constantemente lembrado nas legendas de fotos de aves que ajudou a encontrar. Wandel é, ele mesmo, um observador há 12 anos. 

Enquanto caminhávamos pela passarela suspensa de 440 metros de extensão que percorre a mata, passa por dentro do manguezal e vai até a beira do rio, Wandel contou que chegou a 282 o número de espécies de aves fotografadas na reserva natural que fica dentro do próprio hotel. De maio a outubro, meses mais frescos, é época boa para observar. Os melhores horários são os de menos sol: até 9h30 e a partir das 15h.

O programa de observação de aves é o queridinho de Wandel e ele mesmo guia os visitantes quando sua agenda permite. Na minha vez, foi contando histórias encantadoras e emocionantes sobre encontros passados, como o apuim-de-costas-pretas que, considerado extinto há mais de duas décadas, foi fotografado ali na propriedade cerca de seis anos atrás. 

Wandel usa um aplicativo para imitar os cantos de pássaros que quer observar e, assim, "chamar" o bicho. Tentou chamar um piá-cobra, um pequenininho de barriga amarela; eu já fiquei feliz da vida quando um bem-te-vi comum voou na frente do meu binóculo. Não, infelizmente não fui ágil o suficiente para fotografar. 

A trilha começa junto de um quiosque zen perto da recepção, um desses espaços com almofadas e estátua do Buda. É toda acessível a cadeirantes. Caminhando por ela é possível ver também ouriços, bichos-preguiça, capivaras, borboletas, anfíbios e seis espécies de caranguejos, entre eles o guaiamum, de corpo azulado e dono de uma pinça enorme. 

Nos últimos metros da trilha ainda vimos um par de jacuaçús, aves grandalhonas e desajeitadas que caminhavam sobre o guarda-corpos da trilha. Wandel se emocionou e afirmou que nunca tinha visto aquele tipo de situação, um tipo de dança do acasalamento. O tour guiado de birdwatching pode levar uma hora ou duas e precisa ser agendada na recepção do hotel. 

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