Felipe Degan Ferraz/Divulgação
Felipe Degan Ferraz/Divulgação

Nas profundezas do Índico com o inofensivo tubarão-baleia

Espécie em extinção torna a prática do mergulho mais especial

Daniel Brito, O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2009 | 02h25

As águas transparentes do Índico e a diversidade da vida marinha fazem do mergulho uma das principais atrações em Moçambique. Aqui, o scuba chega a ser chamado de safári no mar. E a estrela absoluta é o inofensivo (e ameaçado de extinção) tubarão-baleia.

Os barcos partem com o grupo da Praia de Tofo. Zarpam meio sem rumo e podem navegar por quase seis horas consecutivas em busca do lugar ideal para o mergulho. Parênteses para a dica: procure as turmas menos numerosas. Cada equipe vai para o mar com dois profissionais preparados para orientar os novatos. Um grupo com mais que cinco participantes, além dos monitores, pode afugentar os animais e tornar a observação da vida marinha mais difícil.

Definida a região onde será realizado o scuba, basta cair n'água para contemplar as mais belas espécie. Como golfinhos, peixes-tigre, arraias-manta gigantescas, de até 7 metros de comprimento, e os tais tubarões-baleia.

 

Veja também

linkPraias e uma pitada de vida selvagem

linkDias de sol, areia e mar no paraíso chamado Tofo

linkKalahari de emoções

linkExtravagâncias em Sun City

Apesar do nome, esse peixe é completamente inofensivo ao homem. Eles têm dentes e se alimentam de peixes menores sem o mínimo esforço: apenas nadam com a boca aberta em direção aos cardumes.

Os ambientalistas lutam para preservar a espécie. Cada tubarão-baleia encontrado recebe um chip na barbatana, uma forma de monitorar os hábitos do animal, além de prevenir a pesca predatória. Em todo o planeta, existem apenas mil tubarões-baleia registrados, dos quais 300 estão na costa moçambicana.

O peixe é tão venerado que virou símbolo de Tofo. Cada pousada e albergue na praia vende pacotes para o turista nadar ao lado de um. Sim, é possível ver os tubarões-baleia apenas com snorkel. O snorkeling, aliás, é um dos passeios mais concorridos da região. Feito com máscaras tradicionais, tem tubo sobressalente que possibilita nadar apenas na superfície, respirando pela boca. Além de fácil, pode ser praticado por praticamente qualquer viajante.

Ou seja, ideal para quem não quiser desembolsar 1.250 meticais (cerca de R$ 120) para fazer o curso de mergulho de quatro dias, mais os 1.400 meticais (R$ 140) para alugar o equipamento e pagar o barco que leva às profundezas do Índico. O snorkeling custa bem mais módicos R$ 70.

Todos os dias, cerca de dez botes lotados de turistas - europeus, na maioria - rondam o mar de Tofo em busca de tubarões-baleia. Na água, é indicado manter uma certa distância (5 metros, no mínimo) da cauda, das barbatanas e da boca do peixe, por causa de sua envergadura. Isso se eles aparecerem. Em um dia de má sorte, o máximo que pode acontecer é você nadar com golfinhos. Mas isso também não é lá uma ideia ruim.

linkTofo Scuba: www.tofoscuba.co.za

Mais conteúdo sobre:
Viagem África

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.