Nas ruas, a biografia do Libertador

A história do país e a vida de Simón Bolívar (você vai ver) se mesclam em cada esquina do centro antigo

Renata Miranda, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2008 | 02h45

Herói nacional e líder da revolução venezuelana, Simón Bolívar (1783-1830) é figura onipresente nas ruas de Caracas. Seu nome está em praças, avenidas, museus e universidades. Impossível sair do país sem saber quem foi El Libertador. Conhecendo um pouco mais sobre a história do país e sobre a biografia de Bolívar fica fácil entender o motivo das homenagens em série. Basta andar um pouco no centro para ver onde o herói nasceu, cresceu, conquistou o país e está enterrado. Comece o tour temático pela Casa Natal del Libertador, a apenas três quarteirões da Estação Capitólio/El Silencio do metrô. Como o nome adianta, foi lá que o revolucionário veio ao mundo, em 24 de julho de 1783. Restaurado pelo governo, o local atualmente funciona como museu e conta a história do filho mais ilustre da cidade por meio de pinturas nas paredes. Na casa também estão objetos pessoais de Bolívar e uma reprodução cenográfica do quarto do herói. As visitas podem ser feitas de terça-feira a domingo e são gratuitas (o site www.gobiernoenlinea.ve traz uma versão virtual do passeio). Bem do lado fica o Museu Bolivariano, um prédio em estilo colonial que reúne objetos para lá de curiosos, como lâminas de barbear, sapatilhas e pares de meia usados por Bolívar. Para saciar a curiosidade mórbida de alguns visitantes, a arca onde foram transportados os restos mortais do herói também está no local. A entrada no museu é gratuita. Depois de sair de lá, caminhe até a esquina e vire à esquerda. Você estará na Praça Bolívar, que abriga o Palácio Municipal, onde fica o gabinete do prefeito de Caracas. Esse ponto tem um significado especial para os venezuelanos: ali foi declarada a independência do país, em 5 de julho de 1811. Só o andar térreo - o prédio atualmente está passando por reformas - fica aberto para os curiosos. Lá você pode ver objetos indígenas típicos da cultura local, uma capela no estilo barroco e um jardim. Próxima parada: o Capitólio Nacional, a um quarteirão dali, instalado num prédio onde antes funcionava um convento. Sua maior relíquia é o Ato da Independência da Venezuela, que fica guardado em um baú e só é exposto ao público no dia da independência do país. Do Capitólio, volte para a Praça Bolívar e ande até a Avenida Norte. Chegando lá, siga reto por cinco quarteirões até o ponto final da caminhada: o Panteón Nacional. É lá que Bolívar está enterrado. Vítima de tuberculose, o herói morreu em 17 de dezembro de 1830 em Santa Marta, na Colômbia. No cemitério ainda há uma centena de tumbas de outros personagens que lutaram pela independência do país. A que mais chama a atenção, porém, é uma que está vazia e aberta, simbolicamente, esperando o corpo de Francisco de Miranda - que lutou com Bolívar durante a revolução, mas foi morto em uma prisão em 1816 e enterrado numa vala comum. SHOPPING Quem não quiser andar sozinho pode embarcar em um dos passeios promovidos pela operadora Aventura Trotamundos (www.trotamundos.com), que tem tours temáticos para conhecer bares, discotecas e shoppings de Caracas. Já os city tours convencionais estão disponíveis na maioria dos grandes hotéis da cidade.

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