Amr Abdallah Dalsh/Reuters
Amr Abdallah Dalsh/Reuters

Natureza e agito para quem pode pagar

Os safáris estão lá. Bons restaurantes e bares agitados, para quem pode pagar, também. Praias urbanas e selvagens. Livre há uma década da guerra civil que isolou o país durante 38 anos, Angola começa a atrair olhares dos interessados em descobrir o que há no território de 1,25 milhão de quilômetros quadrados, pouco menor que o Nordeste brasileiro, independente de Portugal desde 1975.

07 Maio 2012 | 19h26

 

Na questão segurança, a melhora é reconhecida inclusive pelos avisos aos viajantes que Estados Unidos e Reino Unido mantém em páginas na internet, atualizadas com frequência (leia mais na página 12).

 

Visitar este país na costa oeste da África, voltado para o Oceano Atlântico, requer preparo, inclusive financeiro. Luanda, a capital e principal ponto de hospedagem, foi apontada como a cidade mais cara do mundo pelo segundo ano consecutivo em 2011. Voos diretos da empresa Taag partem de São Paulo quatro vezes por semana, em geral lotados de angolanos que vêm fazer compras e turistar pela capital paulista. Passagens de ida e volta custam, em média, R$ 3.500 e a viagem dura 7 horas.

 

Outra opção aérea, a portuguesa TAP tem voos mais em conta. Mas a viagem, com conexão em Lisboa, pode durar até 28 horas. Pela South African são entre 18 e 24 horas de viagem, com conexão em Johannesburgo. A rede hoteleira ainda é pequena – tanto que cada novo empreendimento, como o recém-inaugurado Tropicana, com capacidade para cerca de 70 hóspedes, é comemorado pela imprensa local. O que torna indispensável fazer reserva com pelo menos três meses de antecedência (diárias começam em US$ 200). Isso porque, graças a petróleo, diamantes e o fato de ter se tornado um canteiro de obras, o país virou polo de atração de estrangeiros, que chegam (e ficam) a negócios.

 

Para quem vai a passeio, as paisagens naturais incluem florestas tropicais e a foz do Rio Kwanza, além de safáris nos parques nacionais, entre os quais se destaca o Kissama, na província de Bengo. Em Namibe está o Iona, o maior do país e o que concentra a maior biodiversidade.

 

O parque Cangandala, em Malanje, guarda uma especificidade: só nele é possível encontrar a palanca negra gigante, espécie de antílope única no planeta, que já foi considerada extinta. O animal é considerado tão importante para o país que é o símbolo da empresa aérea nacional, a Taag, e da seleção de futebol.Luanda é o local para comprar artesanato feito pelas dezenas de etnias que habitam o país e para provar a gastronomia e a noite. Nos arredores da cidade, passeios como a Baía de Mussulo e o Miradouro da Lua, de onde se avista um espetacular cânion, são imperdíveis.

 

Outra atração é a cidade de Lubango, no sul, que ficou praticamente imune à guerra e é cercada de cachoeiras e fendas vulcânicas. MÔNICA NÓBREGA

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