Navegar é preciso. Com luxo e sem sinal de multidões

Até o século 18, o Douro praticamente não era navegável. O percurso só passou a ser totalmente seguro a partir dos anos 1970, depois da construção de barragens. Hoje, percorrer suas águas limpas e caudalosas é um passeio obrigatório. No Porto, há barcos que fazem um curto passeio em grupo na parte do rio próxima à cidade (por € 10). Mas os tours ao longo do vale, onde estão as quintas, são a melhor opção.

O Estado de S.Paulo

15 Janeiro 2013 | 02h12

Da água se vê a paisagem mudar. No Douro Alto aparecem castanheiras. Recortes das vinhas na montanha quase escondem os trabalhadores que fazem a colheita, todos de cabeça coberta contra o sol implacável.

Algumas companhias operam cruzeiros de grande porte pelo Douro, mas nenhum tem o charme do Friendship, da Pipadouro (pipadouro.pt). O barco inglês de 1957, antes de uso militar e recentemente restaurado com toques de luxo, reina nas calmas águas do rio. A embarcação é pequena, para não mais que 12 pessoas. Mas a ideia da empresa é que você escolha como vai viajar.

Cada programa é construído pelo cliente, que decide se dorme no barco, a distância percorrida, o número de pessoas a bordo, menu e carta de vinhos. Pode navegar até o mar ou passar só uma tarde, municiado de vinhos, champanhe, petiscos e almoço - como o leitão desmanchando na boca que provei. Uma viagem de 4 horas, com entradas que incluem jamón pata negra, almoço e vinhos, sai por cerca de € 1.200, para 8 pessoas.

Boa pedida é ir de trem à estação do Pinhão e lá embarcar. Os trilhos seguem uma das margens do Douro e a estação é um evento à parte, com 24 painéis de azulejos brancos e azuis com cenas da cultura local. / P.S.

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