Dafna Tal/IMOT
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Nazaré

Da Sagrada Família

José Maria Mayrink, Nazaré

12 Junho 2018 | 04h54

Na vizinhança de Nazaré, os peregrinos sobem em ziguezague a estrada de acesso ao Monte Tabor. Também sob os cuidados dos frades franciscanos da Custódia da Terra Santa, uma igreja dedicada à Transfiguração lembra em seus altares as figuras dos profetas Moisés e Elias ao lado de Jesus, diante dos apóstolos Pedro, Tiago e João estupefatos. “Se queres, levantarei aqui três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”, sugeriu Pedro, segundo o Evangelho de Mateus.

Um brasileiro, frei Bruno Varriano, é o diretor da comunidade franciscana da Custódia da Terra Santa, em Nazaré, no centro norte de Israel, a 80 quilômetros da fronteira com o Líbano. Além de seus compromissos pastorais, ele é psicoterapeuta num hospital da cidade de soberania israelense, onde atende a pacientes árabes cristãos e muçulmanos. Na Gruta da Anunciação, localizada no porão da basílica também da Anunciação, frei Bruno e outros frades costumam rezar o Angelus, lembrando a aparição do Anjo Gabriel para anunciar a Maria que ela seria mãe de Deus.

Verbum hic caro factum est”, “o Verbo aqui se fez carne”, diz uma inscrição em latim à porta da gruta, acrescentando o advérbio hic (aqui) ao texto bíblico para identificar o local. Os peregrinos evangélicos não costumam visitar a basílica, porque não admitem o culto a Maria, embora a reconheçam como mãe de Jesus. Nem a basílica nem outras igrejas cristãs, católicas ou ortodoxas, que têm imagens de santos. 

Em Nazaré, há também uma igreja dedicada a São José e as ruínas da casa em que morou e da carpintaria em que trabalhou, ao lado de Jesus e Maria. Locais e esculturas expostos ostentam o selo de descobertas arqueológicas.

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