Adriana Moreira/Estadão
Adriana Moreira/Estadão

No caminho, 'árvore de coalas' e outros bichos

Era fim de tarde quando nos aproximamos do Great Ocean Ecolodge, em Cape Otway. Mas antes do check-in minha guia sugeriu: "Vamos seguir. É hora de os coalas aparecerem".

CAPE OTWAY, O Estado de S.Paulo

05 Março 2013 | 02h34

Imaginei que seria questão de sorte. Mas não demorou muito para vermos o primeiro, sentado na forquilha da árvore, comendo folhas de eucalipto calmamente. Câmera na mão, cliquei o bicho de todos os ângulos possíveis.

Seguimos um pouco mais e qual não foi minha surpresa ao encontrar um verdadeiro "pé de coalas". Dezenas deles, dos mais variados tamanhos - alguns agarrados às costas da mãe, outros dormindo, outro andando vagarosamente pelos galhos. Já havia visto os animais nos zoos australianos, mas nunca na natureza. Que experiência.

A região, próxima ao Great Otway National Park, está repleta de coalas, como avisam as placas na estrada. A proposta do ecolodge é trabalhar na recuperação de animais doentes e reintegrá-los à natureza, usando o turismo como força motriz. A razão para o "pé de coalas", segundo Shayne Neal (que estudou zoologia e montou o resort com a mulher, Lizzie, em 2000), é pura gula: quando uma árvore tem folhas saborosas, os animais seguem ali até que elas acabem.

O maior esforço de Shayne, contudo, é entender os hábitos de outro marsupial australiano, o quoll, também em extinção. Entre as atividades do hotel está observar os animais, que vivem em uma área controlada. Não é a única espécie exótica por lá. Shayne mantém um viveiro com quatro sugar glinders, que se parecem a esquilos e podem saltar por longos metros. São fãs de mel - e adoram lamber os dedos de quem oferece a delícia para eles.

Quem fica no ecolodge tem café da manhã e caminhadas incluídas - diárias desde AUD 350. Os quartos são confortáveis, com clima de fazenda, e varanda para a área gramada. Acorde cedo: quando o dia amanhece, quem dá a graça por ali são os cangurus. /A.M.

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