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No Chile, Museu de História Natural abusa de tecnologia

Com três andares, museu em Valparaíso é exemplo de modernidade 

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

07 Abril 2015 | 03h00

VALPARAÍSO - Meu objetivo na caminhada pela antiga e portuária Valparaíso, no sul do Chile, era encontrar o bonde que nos levaria à casa de Pablo Neruda (La Sebastiana), no alto do morro Bellavista. Por azar – ou sorte ainda desconhecida –, soube pelos moradores que os teleféricos estavam em manutenção e que teria de subir a pé até o topo. 

 Determinada a conhecer o lugar, segui pela Rua Condell até o início da escalada. Um prédio antigo e bem conservado chamou a atenção. O pôster azul indicava que ali funcionava o Museu de História Natural de Valparaíso. A entrada, gratuita.

Decidir atrasar em uma hora a chegada à casa de Neruda foi surpreendentemente acertado. A começar pela história do Palácio Lyon, sede do museu desde 1988, o único prédio de Valparaíso a resistir ao terremoto de 1906. Distribuídas em três andares, parte de suas 50 habitações abrigam hoje mais de 700 objetos entre réplicas, espécies, vídeos e mostras interativas sobre a fauna e a flora chilenas. 

Trata-se de uma profunda viagem pelos diferentes ecossistemas do país. Começa com uma projeção em quatro paredes que nos faz mergulhar no mar profundo e, depois, subir novamente à superfície na explicação de como se formam as ilhas oceânicas. Passamos pela costa e pelo Rio Aconcágua vendo e sentindo (colocar as mãos às escuras para sentir a pele dos animais é de arrepiar) a vida selvagem, até chegar ao Parque Nacional La Campana e ao vale central. Um acervo impressionante para um museu de 137 anos que, no mesmo terremoto de 1906, perdeu tudo e se reconstruiu com doações.

Com folhetos em espanhol, português e inglês, tudo é extremamente didático e a visita vale para todas as idades. O museu abre de terça-feira a sábado, das 10 às 18 horas. Mais: mhnv.cl.  

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