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Hotéis adaptam quartos em 'room office' e investem em público local

Com poucos viajantes para hospedar, empresas criam alternativas durante a pandemia

Nathalia Molina, Especial para o Estado

20 de julho de 2020 | 05h00

Apostando no público local e no cansaço de dias seguidos de home office durante o isolamento social, hotéis passaram a oferecer o room office. Pioneira nesse conceito no Brasil, a rede francesa Accor lançou o serviço em maio em 23 das suas unidades na região metropolitana de São Paulo. De lá para cá, ampliou o número de endereços disponíveis para 210 no Brasil inteiro – todos os hotéis da rede estão reabrindo já com esse serviço – e foi seguida por outras marcas, de grandes grupos a pequenos empreendimentos.

“A ideia é continuar com esse produto. Estudamos a possibilidade de incluir esse serviço para todas as aberturas, com um novo padrão de nossas marcas”, diz Olivier Hick, porta-voz da empresa para o novo serviço. “Além do room office, as pessoas também encontrarão salas para fazer reuniões. E, em todos os nossos hotéis existem restaurantes de qualidade, com profissionais treinados para atender os clientes, seguindo protocolos de segurança.”

O preço do room office muda de acordo com o hotel escolhido, de econômico (as marcas Ibis) a premium (por exemplo, as bandeiras Pullman e Grand Mercure). O day use custa de R$ 99 a R$ 220, conforme a categoria. Também será possível optar por pacotes semanais (7 a 30 dias), entre R$ 624 e R$ 1.386, e mensais (mínimo de 30 dias), de R$ 2.228 a R$ 4.950.

A rede aposta agora em um novo modelo, chamado de Long Stay. “A proposta é oferecer solução rápida de moradia de longo prazo. O serviço tem desconto de 50% no primeiro mês para estadas a partir de três meses e, inicialmente, é oferecido em 24 unidades na Grande São Paulo e mais 24 endereços pelo Brasil”, diz Hick. O valor mensal custa a partir de R$ 4 mil para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília – nas demais cidades, desde R$ 3,5 mil.

De suítes para salas de escritório

Nem só grandes redes investem em conquistar profissionais em busca de um espaço para trabalhar. O Guest Urban Hotel, no bairro de Pinheiros, teve quatro das suas 14 suítes originais reformadas para servir ao GUH-office, novo serviço do hotel-boutique. “Com a queda abrupta da ocupação, começamos a pensar em possibilidades”, conta Demian Figueiredo, um dos proprietários. “Na maioria das vezes, os coworkings foram estruturados com a proposta de trabalho compartilhado. A nossa vai ao contrário disso, pois são salas de escritório com banheiro privativo e exclusivas para a pessoa que deseja tranquilidade, conforto e um ambiente seguro, com menos circulação possível”, diz.

Com 13 metros quadrados cada, os novos espaços contam com entrada independente da recepção e das outras suítes do hotel-boutique. Todas as salas são esterilizadas com lâmpada UV e dispõem de escrivaninha, cadeira giratória tipo diretoria, poltrona, mesa de apoio para notebook, kit ergonomia, luminária de mesa, duas redes independentes de Wi-Fi de alta velocidade, ar-condicionado, TV a cabo, frigobar, cafeteira e cofre.

“Com quase um mês de projeto, a ocupação dos room offices já representa 30% do faturamento total. Esse resultado deixou claro a importância dessa diversificação de produto dentro da crise em hospedagem devido à pandemia”, afirma Figueiredo. O GUH-office custa entre R$ 129 por hora (para um mínimo de duas horas) e R$ 2.099 por mês.

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