No México, uma celebração à vida

É quase um carnaval. Fantasias, festa e muita música toma conta das cidades mexicanas no Dia dos Mortos, celebrado em 2 de novembro. Segundo a crença local, os mortos voltam às suas casas na data, para visitar os parentes vivos. Por isso, as famílias preparam altares repletos de objetos e comidas do gosto daquele que se foi.

O Estado de S.Paulo

25 Outubro 2011 | 03h07

A festa é tão tradicional que foi declarada Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Sim, festa: para os mexicanos, trata-se de uma celebração à vida - com direito até a mariachis.

É possível acompanhar os festejos em várias partes do país, como em Pátzcuaro, onde ocorrem as cerimônias mais tradicionais, ou mesmo na Cidade do México. Na Isla San Marcos, uma grande e animada celebração toma conta da ilha. O Festival de las Calaveras (festivaldecalaveras.com.mx) ocorre entre 28 de outubro e 6 de novembro, tendo as mais variadas caveirinhas como as estrelas da festa. Danças folclóricas e bailes animam os festejos, que contam ainda com um desfile de caveiras, apresentação de grupos teatrais e programação infantil.

Guatemala. Assim como os mexicanos, os guatemaltecas também celebram os mortos em 2 de novembro, mas de uma forma bem diferente. Os moradores passam dias construindo barriletes gigantes, enormes pipas de até 5 metros de diâmetro, cobertas de desenhos e frases.

Acredita-se que, à medida em que vai subindo, a pipa guia as almas que partiram de volta para a vida. A festa mais famosa ocorre em Santiago Sacatepéquez, vilarejo a 30 minutos da Cidade da Guatemala.

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