No sertão da Bahia, hospedagem nativa

O premiado trekking pelo Vale do Pati, hoje, inclui pernoite e comida caseira nas residências das famílias locais

Bruna Tiussu, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2010 | 02h30

Por ali, carros não passam e energia elétrica é raridade. Para chegar ao Vale do Pati, dentro do Parque Nacional da Chapada Diamantina, só encarando o trekking por 76 quilômetros de trilhas. As subidas e descidas em pleno sertão baiano já renderam ao trajeto o apelido de Caminho de Santiago Tupiniquim. E, em maio, o prêmio na categoria Roteiro Turístico Segmentado, do Programa de Regionalização do Ministério do Turismo.

Localizado entre o Vale do Capão e a cidade de Andaraí, o destino caiu nas graças de mochileiros. Nas primeiras expedições, barraca e comida eram itens obrigatórios na bagagem, para suprir a total ausência de infraestrutura. Hoje, restaurantes e pousadas ainda são inexistentes. Mas o viajante é convidado a integrar a rotina dos moradores e a ficar hospedado em suas casas.

Ao menos sete famílias do Vale do Pati já conseguem garantir seu sustento por meio do chamado turismo comunitário. Nas casas, o visitante é recebido com colchões confortáveis, banheiros e comida típica. Segundo Jurandir Lima, da operadora Trilhas & Trilhas, turistas do mundo todo têm se interessado pelo destino. "A procura pelo trekking cresceu 12% neste ano, enquanto que pelos outros passeios dentro da Chapada, 4%."

Diante dos números promissores, as operadoras especializadas trataram de criar promoções para a temporada. O pacote de 8 dias, com aéreo e hospedagem, teve seu preço reduzido de R$ 2.340 para R$ 2.106 na Venturas & Aventuras (saída de 28/8); e de R$ 2.615 para R$ 2.294 na Trilhas & Trilhas (até novembro). Na Pisa, o roteiro custa R$ 2.393.

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