Armando Fávaro/AE
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Nordeste: alma, cor e história

Além dos forrós de Aracaju, há a beleza do cânion do Xingó, com resquícios de Lampião

Fernanda Yoneya, O Estado de S.Paulo

22 Setembro 2009 | 05h18

O quinto maior cânion navegável do mundo, o do Rio São Francisco, fica no Estado. Assim como uma das cidades mais antigas do Brasil, com seu valioso patrimônio arquitetônico. Foi lá que uma emboscada policial deu fim ao cangaço e à vida de Lampião e Maria Bonita, em 1938. E somente por aquelas bandas resiste a tradição dos Parafusos, dança inventada pelos escravos e hoje passada de geração em geração.

Em Sergipe - o menor Estado do País, como está escrito em todo e qualquer livro escolar - , história e cultura enriquecem os roteiros turísticos típicos do Nordeste. E garantem atrações de sobra para quando você já está cansado de tanta preguiça na areia, seja nas praias de Aracaju ou de Estância, não muito longe dali.

A viagem, inevitavelmente, vai começar pela capital, a três horas de avião de São Paulo. Mala no hotel e roupa de banho no corpo, poucos serão capazes de resistir a um mergulho imediato na Praia de Atalaia, onde Aracaju mostra seu lado mais efervescente. Tanto o banho no mar (de temperatura agradável e ondas amenas) quanto o petisco na areia terão como trilha sonora o autêntico forró pé-de-serra. Sossego não é o forte. Como a Atalaia tem transporte fácil e está perto dos bairros, concentra turistas e moradores.

 

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Passada a ânsia inicial por aproveitar o sol, é hora de seguir na direção da Praia de Aruana, percorrendo um trecho conhecido como Passarela do Caranguejo. O nome dispensaria comentários, mas a intenção é deixá-lo com água na boca. Os quiosques servem os crustáceos mais saborosos, além de peixes e ostras, ótimos para acompanhar a cerveja.

 

Forró para ouvir a qualquer hora, lojinhas do mercado de Aracaju e a arquitetura de São Cristóvão

Depois, mais praia. Afinal, Aracaju tem 30 quilômetros de litoral para você curtir - Sergipe soma 160 quilômetros de faixa de areia. Robalo (a preferida de jovens e surfistas), Náufragos (com dunas claríssimas), Refúgio (quase deserta) e Mosqueiro (no encontro do mar com o Rio Vaza Barris)... Basta escolher uma e se refestelar.

Para além da gastronomia de quiosque, mais maravilhas do cardápio regional. O Cariri (www.cariri-se.com.br), mescla de restaurante e casa de forró, já é um clássico. Peça o completo Camarão ao Cariri - o garçom vai cobrir a mesa com moqueca no coco verde, camarão à milanesa e no palito, além de arroz soltinho e farofa. Só não coma demais para não desistir do arrasta-pé.

MERCADÃO

Aqueles que não dispensam uma comprinha devem seguir para os mercados municipais no centro. No imenso Antônio Franco, banquinhas vendem tudo: roupas, artesanato, ervas medicinais e maravilhas como castanha de caju (o quilo custa, em média, R$ 16). Com as sacolas cheias, vá até a praça de alimentação e encoste na banca do sanfoneiro Zé Américo. Para comer, ouvir forró e, com sorte, levar um CD autografado.

A parada seguinte pode ser no Oceanário de Aracaju (www.projetotamar.org.br), colado na Praia de Atalaia. Mantido pelo Projeto Tamar, o espaço tem 18 aquários de água doce e salgada e abriga aproximadamente 80 espécies típicas do Estado.

Com um tempinho a mais, visite também o Memorial de Sergipe (www.memorialdesergipe.com.br), com 10 mil peças na exposição permanente - de fósseis marinhos a telefones antigos.

DAY USE

Se a ideia for relaxar mesmo, invista em um resort. Em Laranjeiras, distante 12 quilômetros de Aracaju, o Boa Luz Parque Resort (www.boaluz.com.br) também funciona no sistema day use. Usar a estrutura, com parque aquático, tirolesa e zoo, custa R$ 35 por pessoa - crianças de até 11 anos não pagam. O Aruanã Eco Praia Hotel (www.aruanahotel.com.br), por sua vez, fica a 5 quilômetros da Orla de Atalaia. O day use custa R$ 100 para o casal e R$ 50 para crianças (de 6 a 11 anos).

Viagem feita a convite da Empresa Sergipana de Turismo (Emsetur)

VIZINHA EM ALAGOAS...

Piranhas é uma pequena cidade, a 250 quilômetros de Maceió, com um charmoso casario colonial e uma herança histórica do cangaço guardada no Museu do Sertão. Em exibição, fotos, armas e utensílios do lendário Lampião e de sua Maria Bonita (leia mais na página 11).

E NA BAHIA

Mangue Seco nunca mais foi a mesma depois de Tieta. A novela deu fama ao cenário irretocável da cidade baiana: praias, coqueiros e dunas brancas contornadas por um mar calmo. Passeios de barco e jipe devem estar no roteiro. Depois, descanse numa rede à beira-mar.

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