Anna Carolina Papp/Estadão
Anna Carolina Papp/Estadão

Nos hotéis das Ilhas Cayman, mimos do nascer ao pôr do sol

É na orla da Seven Mile Beach que se concentra a maior parte dos resorts - e há hospedagem abaixo de US$ 200 também

Anna Carolina Papp, O Estado de S. Paulo

21 Fevereiro 2017 | 04h40

É na orla da Seven Mile Beach – um “quintal” de dar inveja – que se concentra a maior parte dos resorts de Grand Cayman. Os mais sofisticados se destacam, mas é possível encontrar hospedagem ali abaixo de US$ 200. 

No topo da ostentação está o Ritz-Carlton, cuja diária começa em US$ 900. Com uma infraestrutura monumental, o hotel (que mais parece um labirinto), tem piscina, parque aquático para crianças e até campo de golfe. Para coroar a autoindulgência, o Ritz abriga um spa da luxuosa grife suíça de cosméticos La Prarie – um dos quatro no mundo e o único no Caribe. Uma sessão de uma hora da desejada massagem de caviar custa US$ 230.

Entre as novidades, o Kimpton, inaugurado em novembro, tem design arrojado (uma das marcas da rede) e diárias a partir de US$ 500. 

Ali perto, o Grand Cayman Marriott (desde US$ 400) oferece aos hóspedes equipamentos como snorkel, stand up paddle e bicicletas (muito úteis para se locomover pela ilha, já que há poucas opções de transporte) pagando a taxa opcional de resort, de US$ 48. Com o conceito de casa de praia, o hotel realiza noites culinárias temáticas ao longo da semana, além de um delicioso brunch no fim de semana (CI$ 68; R$ 166).

Sinta-se em casa. Quem procura diárias mais em conta pode optar por bandeiras como Holiday Inn (US$ 170) e Comfort Suites (US$ 244). Porém, dependendo do tamanho de seu grupo, pode valer a pena alugar uma casa – as chamadas villas. O Caribbean Club, por exemplo, cobra entre US$ 500 e US$ 3 mil pela locação de apartamentos que comportam até seis pessoas, com três suítes, sala com cozinha americana, varanda e piscina de frente para o mar. 

É pouco para você? As mansões da Luxury Cayman Villas têm seis quartos e seis banheiros, além de piscina, playground e uma cozinha totalmente abastecida com mantimentos. Uma semana na casa, que acomoda até 18 pessoas, sai por US$ 16 mil na baixa temporada – na alta, pode chegar a US$ 22 mil. 

Refúgio natural. Com outra atmosfera, Cayman Brac normalmente recebe os amantes de mergulho e natureza. Ali, a Cayman Brac Resort é uma charmosa pousada à beira-mar que realiza saídas de barco para mergulhos com cilindro – e oferece aulas de mergulho para os iniciantes. A reserva para uma semana custa a partir de US$ 1.400 por quarto.

Já quem busca uma experiência mais exclusiva pode se refugiar no Le Soleil D’Or, hotel-butique no qual praticamente tudo que é consumido é produzido em uma fazenda própria, tudo 100% orgânico. Frequentemente escolhido como destino de lua de mel, a diária para o casal custa US$ 350. 

A mixologista do local é a brasileira Ângela Robledo, de 35 anos, que em terras caribenhas foi batizada de Angel. Aventureira, ela, que já visitou mais de 60 países, foi parar em Cayman pelo seu interesse em escalada. “Me apaixonei pela filosofia do lugar, de levar o produto da horta à mesa. É tudo muito exclusivo, para pessoas que procuram algo mais remoto e são apaixonadas pela natureza”, afirma. 

Em busca de eliminar cada vez mais intermediários e produzir tudo o que é consumido nas refeições e bebidas do hotel, Ângela já tem um novo desafio: “Um dos meus projetos é criar um rum com marca própria do Le Soleil D’Or”, conta. A visita para o Brasil, agora, é só a cada dois ou três anos. “Depois que você conhece o paraíso, não dá mais para sair.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.