Nos parques de norte a sul, vá além dos safáris convencionais

SUN CITY - No jipe, a cobertura lateral quase inexistente e a frente móvel já ajudam bastante a encurtar a pequena distância que nos separa das feras. Os animais, por sua vez, se aproximam dos carros sem receio e sem apertar o passo, totalmente acostumadas ao ronco do motor e à situação.

Bruna Tiussu,

13 Setembro 2011 | 04h00

 

Agora imagine percorrer o mesmo trajeto a pé. A modalidade alternativa de safári, que existe no Pilanesberg Park, causa sensações únicas e requer dose extra de coragem.

 

Realizado apenas no verão e na primavera, o walk safari costuma sair pela manhã, quando a visibilidade é maior. E o custa o mesmo que a versão motorizada, 350 rands (R$ 81) por pessoa.

 

Para ir além. Se não ficar satisfeito com as jubas e trombas encontradas nas paisagens do Pilanesberg, programe-se para conhecer outros parques do país. De norte a sul, opções é o que não faltam.

 

Perto de Nelspruit, e a quatro horas de Johannesburgo, fica a maior e mais famosa reserva da África do Sul, o Kruger Park (www.krugerpark.co.za). Um gigante de 20 mil quilômetros quadrados de área que abriga 1.500 leões, 10 mil elefantes, 32 mil zebras, 9 mil girafas... Como alternativa ao safári tradicional, por lá, há um tour de mountain bike que percorre uma trilha de até 24 quilômetros em aproximadamente quatro horas. O passeio é bastante disputado - convém reservar com antecedência.

 

Colado ao sul do Kruger fica o Sabi Sand (sabisand.co.za), a mais antiga reserva particular, com área total de 65 mil hectares. Lá, os games são realizados em veículos abertos, que acomodam de 6 a 12 pessoas. A chance de ficar cara a cara com os big five é altíssima.

 

 

Antes e depois da aventura, muita mordomia

 

É na gigantesca cratera de um vulcão extinto que está o Pilanesberg Park. E quem melhor desfruta de suas belezas naturais, sem abrir mão da mordomia a que tem direito, se hospeda no Ivory Tree Game Lodge (ivorytreegamelodge.com), resort de alto luxo localizado pertinho da entrada nordeste do complexo.

 

São 59 chalés decorados com cores da terra e cuidadosamente posicionados para privilegiar a panorâmica das montanhas que circundam a área - especialmente da varanda e da banheira.

 

Outro destaque do quarto é o chuveiro ‘open-air’, que pode parecer um tanto desafiador durante a estação fria. O segredo é encarar o banho ao ar livre com o sol a pino. A ducha refresca na medida certa.

 

Na área comum, bar, piscina de pedra, sala com lareira e restaurante. É ali que chá, café e bolachinhas esperam os hóspedes antes do safári das 6 horas da manhã. À noite, o cardápio muda, e os turistas são recebidos com um vinho nacional fortificado - excelente para espantar o frio.

 

Se os almoços figuram como uma refeição comum, os jantares mais parecem um evento. Cada mesa é composta pelas pessoas que compartilharam o mesmo jipe durante o game, com direito à presença ilustre do guia. Ali, a conversa se desdobra até as histórias, dados e causos ocorridos na reserva. Tudo muito agradável, regado, é claro, por vinho sul-africano.

 

Entre um safári e outro, uma siesta cai bem. Há quem prefira as espreguiçadeiras esticadas sob o sol. Para aqueles que fazem questão de verdadeiramente relaxar com o auxílio de profissionais, a opção testar algum dos inúmeros tratamentos do Amani Spa. Com produtos exclusivos, preparado a partir de ingredientes locais, recarregam as energias para a próxima aventura na savana.

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