Nossa dica

Não sei se há outro museu no mundo que faça o que este de Bogotá, na Colômbia, faz. O lugar expõe gordinhos nas paredes. Muitos. São dezenas de rechonchudos pintados ou esculpidos pelas mãos de um dos colombianos mais famosos, Fernando Botero. O museu que leva seu nome é uma afronta à ditadura da magreza. Uma delícia de ver. Não só pela qualidade, mas pela sensação de que quilos a mais podem ser tão bonitos quanto quilos a menos.

ARYANE CARARO, O Estado de S.Paulo

23 Abril 2013 | 02h08

São 123 obras de autoria de Botero, que doou ainda outras 85 de artistas internacionais. Estão lá Monalisa (1977), Menina Comendo Sorvete (1999), A Carta (1976), Mulher com Pássaro (1973) e Mulher Diante de uma Janela (1990), com seu devido toque de humor. Mas também há Picasso, Miró, Dalí, Giorgio de Chirico, Francis Bacon, Edgar Degas, Alexander Calder, Marc Chagall...

A coleção foi doada ao Banco da República, que abriu o museu em 2000 num casarão colonial de La Candelaria, centro histórico, e que tem como atrativo extra um silencioso jardim interno. Dá para ficar só sentado na varanda, relaxando. A entrada é livre.

Fica exatamente na frente da Biblioteca Luis Angel Arango, e pertinho do Centro Cultural Gabriel García Márquez, que tem uma livraria cheia de bons títulos. Aproveite: muitos autores latino-americanos não conseguem ultrapassar as barreiras do mercado editorial brasileiro.

Passeio para

apreciar gordinhos

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