Notícias do Malauí

'Minha querida amiga Madonna adotou uma crinaça por aqui'

MR. MILES*,

21 Setembro 2010 | 11h04

Nosso surpreendente viajante manda notícias do Malauí, para onde viajou na companhia de sua mascote Trashie. Muito pouco conhecido por aqui, esse país localizado no centro-oeste da África é, segundo mr. Miles, um dos mais belos e hospitaleiros que conhece.

 

"Chamam-no de ‘o coração quente da África’, my friends. E basta uma ligeira aproximação com seus sorridentes habitantes para perceber que o slogan lhes cai bem. In my opinion, este é um dos países que comprovam que a felicidade não tem relação com o bem-estar.

 

Embora o Malauí seja das nações mais pobres da África, a atitude amistosa de cada um dos malauianos chega a ser comovente. Alguns amigos já me perguntaram como é possível que isso aconteça. I really don’t know the right answer. Meu melhor palpite é creditar tal contradição à extrema beleza de seu território que, embora não seja litorâneo, tem quase toda a sua costa oeste banhada pelo imenso Lago Malauí, um verdadeiro mar interno, com 560 quilômetros de comprimento e até 75 de largura.

 

Foi nosso querido dr. Livingstone quem o ‘descobriu’ (para o Ocidente, of course), há cerca de 150 anos.

 

À época, decidiu chamá-lo de Lake Nyasa, nome, besides, ainda usado pelos habitantes de Moçambique e da Tanzânia, os outros países que o margeiam.

 

O resto do país é luxuriante e montanhoso. Escrevo-lhes, neste momento, da Huntington House, de meus velhos amigos Chip e Dawn Key, herdeiros e proprietários de uma fazenda produtora de chá na porção sul do país. Sua linda propriedade foi transformada, anos atrás, em um exclusive lodge, com apenas cinco belos e amplos dormitórios.

 

A paisagem é, well, astonishing! Um ondulante horizonte verde de plantações semelhantes culminando na abrupta elevação de granito do Mount Mulanje, que soma 3 mil metros de altura. Trashie, apesar da cegueira que a acometeu, parece ver como nunca. Tem me acompanhado com facilidade nas atividades de birdwatching e subiu, com destreza, as montanhas do platô de Zomba, onde fica o Mount Mulanje.

 

Ainda não usei os kwachas que adquiri logo na chegada, exceto para algumas gorjetas. Mas pretendo gastá-los em Llongwe, a capital do Malauí, pouco antes de partir. Os entalhes de madeira deste país ainda são muito particulares e destacam-se, com bastante facilidade, das réplicas industrializadas chinesas que alguns incautos adquirem.

 

Antes, however, vou me conceder dois dias no ecolodge de Kaya Mawa, que fica dentro do grande lago, na ilha de Likoma. Ainda não o conheço, mas trata-se de um refúgio escolhido, recently, como um dos dez melhores ecolodges do mundo.

 

Quero banhar-me nas célebres águas doces em que Livingstone refrescou-se. E já me certifiquei que essa área de Likoma, thank God, é crocodile free.

 

Para chegar ao Kaya Maya, terei de passar por Mzuzu que é, literalmente, a única cidade em toda a extensa região norte do país. No resto do caminho existem apenas pequenas tribos - a lot of them -, com gente de espírito desarmado, acolhedora e sempre disposta a fazer os viajantes provarem suas frutas exóticas. Já percorri esse caminho empoeirado years ago e dele guardo impressões mais fortes do que as que me provocaram a própria beleza natural do Malauí.

 

Minha querida amiga Madonna, as you know, adotou uma criança por aqui. Chama-se David Banda e cresce, cercado de mimos, em Londres.

 

Pois eu confesso, my friends, que não fosse essa minha vocação nômade, eu também optaria por uma adoção. Adotava o Malauí para viver."

 

*É O HOMEM MAIS VIAJADO DO MUNDO. ESTEVE EM 132 PAÍSES E 7 TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS

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