Adriana Moreira/Estadão
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Sete programas indispensáveis para fazer no Havaí

As pranchas estão por toda parte, mas o arquipélago não se resume a praias convidativas e ondas perfeitas para o surfe. Veja o que fazer em uma primeira visita às ilha de Oahu e Big Island

Adriana Moreira, Honolulu

24 Novembro 2015 | 03h00

Se a imagem que você tem do Havaí se concentra em ondas, surfe e hula, repense. É claro que tudo isso faz parte da identidade havaiana e, de fato, merece sua atenção. Mas esse arquipélago vulcânico, com seis ilhas principais, tem mais a mostrar. 

O Havaí pode ser um destino para curtir o surfe e as ondas, e também um lugar para levar a família. Pode encantá-lo com trilhas entre vulcões, adormecidos ou não, ou com o dolce far niente à beira-mar. Pode até ser um destino de luxo e compras, ou de simplicidade e contemplação à natureza. E pode surpreendê-lo com uma montanha nevada, onde se pratica até snowboard. 

As ilhas havaianas são bem diferentes entre si. Geologicamente mais antiga, Oahu ostenta um típico cenário tropical e abriga a capital, Honolulu, onde vive 70% da população havaiana, de pouco mais de 1 milhão de pessoas. Ali se concentra a maior parte dos clichês que você conhece sobre o Havaí. North Shore, com suas ondas gigantes no inverno e calmaria no verão. A estátua de Duke Kahanamoku (1890-1968), que ajudou a propagar a cultura do surfe pelos Estados Unidos e Austrália. Os drinques saborosos e coloridos, com frutas na borda do copo e sombrinhas de decoração. E, claro, a famigerada Waikiki.

A Ilha Havaí (ou Big Island), por sua vez, é a mais jovem e inóspita, com um vulcão em plena atividade, o Kilauea. Aliás, evite os passeios que dão a volta na ilha em um dia. São cansativos e corridos – melhor dividir-se entre as cidades de Kona e Hilo e escolher o que fazer nas proximidades em cada uma. 

Que tal misturar um pouco desses dois universos, o clichê e o desconhecido? Separamos sete programas fundamentais para incluir em uma primeira viagem a essas duas ilhas. Não esqueça de se dedicar ao planejamento: o trajeto é longo e você não vai querer fazer tudo na correria. Separe ao menos dez dias – se tiver mais tempo, ainda melhor.

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Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 03h00

Waikiki está para Honolulu assim como Manhattan está para Nova York. É a área mais cobiçada, e não só por causa da praia calma e agradável, onde é possível andar, andar e andar e, ainda assim, ficar com a água na altura dos quadris. A área é também a com menor índice de chuvas – e, por essa razão, repleta de hotéis, dos mais luxuosos aos nem tanto, ambos com os preços nas alturas. 

 Na praia, as crianças fazem a festa – assim como aqueles que querem dar as primeiras braçadas sobre uma prancha, seja para surfar, velejar ou fazer stand up paddle. À beira-mar, não falta quem ofereça aulas ou aluguéis de equipamentos. Em média, três horas de aula custam US$ 100, mas dá para alugar só a prancha por algo em torno de US$ 20.

Quem acorda cedinho vê os moradores pegando as ondas perfeitas que se formam no horizonte. De quebra, escolhe um bom lugar na areia, antes das hordas de famílias, barcos e pranchas fazerem a areia (principalmente o canto direito, onde se concentram os principais hotéis) ficar tão disputada quanto a de Copacabana. 

À noite, todo esse agito se transfere para a Avenida Kalakaua. É ali que estão as marcas que se espalham nos centros das grandes cidades, das luxuosas Fendi, Louis Vuitton e Chanel às queridinhas do fast-fashion Forever 21, H&M, Zara. Sem falar dos shoppings centers, restaurantes estrelados e fast-foods de praxe. 

Assim como Orlando se prepara para atender os brasileiros, com garçons e vendedores que falam português, Waikiki mima os visitantes orientais, com atendimento principalmente em japonês e chinês e vitrines voltadas a atrair esse público. Só para se ter uma ideia, o Japão é o país que mais envia turistas ao arquipélago (depois do próprio Estados Unidos, é claro). Dos mais de 14 milhões de turistas que visitaram o Havaí em 2014, 2,4 milhões vieram do Japão.

Talvez por isso o Marukame Udon (Avenida Kuhio, 2.310) sirva udons tão gostosos (e disputados). A fila na porta para comer esse macarrão ensopado, cuja massa é preparada na hora, na frente dos clientes, é praticamente constante, mas nada como estar com o fuso horário desregulado para se livrar da fila.

 Fui lá duas vezes, por volta das 15h30, e peguei uma fila decente e rápida (e ainda conseguir sentar, veja só). Além de saboroso, o preço é atraente. Você pode adicionar acompanhamentos ao seu macarrão, como tempurá de legumes e camarões, cobrados à parte – minha conta, nos dois dias, ficou em torno dos US$ 12.

Menu havaiano. Outro marco local é o Duke’s Cafe, que também homenageia o lendário Duke Kahanamoku e fica bem cheio no fim de tarde. De estilo semelhante, o Hula Grill tem uma bela vista para o mar, e um cardápio com opções do café da manhã ao jantar. Para uma refeição refinada, o Japengo, no Hotel Hyatt, nos apresentou um menu havaiano-contemporâneo – e, principalmente, delicioso. Faça reserva; a degustação com quatro pratos custa US$ 70 por pessoa.

 Demais para seu bolso em tempos de dólar alto? Não se preocupe. Às terças e quintas-feiras, o lobby do hotel recebe um farmer’s market, feira livre local, com comidinhas típicas que custam, em média, US$ 5. Se jogue no ahi poke (salada de atum cru apimentado) e outras delícias.

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Hanauma Bay, a baía de águas translúcidas

Praia foi formada há milhares de anos, quando a borda de um antigo vulcão colapsou

Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 03h00

O que fazer se você já andou por toda Waikiki e quer ir a uma praia próxima, sem ter de alugar carro? Foi essa a pergunta que fiz para a recepcionista do meu hotel antes de ela me responder “Hanauma Bay”, apontando a localização no mapa que eu exibia a ela. Oahu é uma ilha pequena e fácil de ser desbravada de carro, mas difícil para quem não está no pique de alugar, encarar uma excursão ou embarcar nos ônibus hop on-hop off (com passes a partir de 

US$ 18). Ir até lá era simples: bastava embarcar no ônibus 22 da The Bus (thebus.org; US$ 2,50 a viagem) e, uma hora depois, chegar à reserva natural.

A bem da verdade, você deve ir a Hanauma mesmo que esteja de carro, bicicleta, moto ou no lombo de uma mula, porque é um dos lugares mais lindos que você vai conhecer na vida. Sim, você vai pagar para entrar 

(US$ 7,50). Sim, você vai esperar na fila. E não, você não vai se importar com isso.

Quanto mais cedo chegar (o parque abre às 6 horas), menos vai esperar – no meu caso, que desembarquei do ônibus às 10h30, foram 40 minutos em pé, sob o sol (três vivas para o chapéu e para o protetor solar). A vista ali do alto é espetacular: um mar tão transparente que se pode ver os detalhes dos recifes de corais. 

Passada a portaria, é preciso assistir ao vídeo educativo, que mostra algumas das espécie encontradas na baía e explica sua formação. A praia, na verdade, é a cratera de um vulcão, cuja borda sofreu erosão e acabou invadida pelas águas azuis do Pacífico.

Carrinhos de golfe levam para a praia (US$ 1) e de volta para o alto (US$ 1,25), mas eu fui a pé – não são mais de cinco minutos caminhando. Alugar snorkel e pé de pato custa outros US$ 20, mas há serviços de shuttle que te levam de seu hotel para o parque, ida e volta, incluem o equipamento e custam US$ 25 (sem entrada no parque); pergunte na recepção. A única desvantagem, nesse caso, é ter hora para ir embora.

Não era o meu caso. Antes de embarcar no The Bus, passei em uma ABC Store (loja de conveniência havaiana) e comprei lanchinhos e água para ficar abastecida por todo o dia. Escolhi uma palmeira para estender minha canga e curti o mar, as piscinas naturais, os peixinhos e o clima de preguiça até o entardecer. Ah, fique atento a um detalhe: às terças-feiras, o parque não abre.

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North Shore, com ou sem ondas

No inverno, as ondas gigantes atraem os campeonatos de surfe, mas no resto do ano dá para curtir praia tranquilamente

Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 03h00

No inverno do Hemisfério Norte, ondas gigantescas chegam a esse trecho de Oahu que se estende por sete milhas, para a alegria dos surfistas. Em dias de campeonato, não há onde estacionar os carros – há quem passe a noite dentro deles para garantir uma vaga e o direito de acompanhar tudo da areia, já que hotéis não são exatamente o forte dessa área de Honolulu. 

O verão, contudo, traz uma outra atmosfera a Pipeline e Waimea. Crianças arriscam seus primeiros movimentos sobre uma prancha de surfe. O mar é refrescante e irresistível – mas ainda pode ser traiçoeiro. Os salva-vidas monitoram correntes mais fortes e avisam os banhistas, mesmo nos dias de calma aparente.

Apesar da fama, a área tem poucas opções de serviços. Haleiwa, que dá as boas-vindas a North Shore, tem algumas lojas e casas de madeira, daquelas que se vê nos filmes de surfe. Ali, faça uma pausa na Matsumoto Shaved Ice, o precursor das típicas raspadinhas coloridas que você vai ver por toda ilha. 

A oferta de hospedagem também é pequena – um dos poucos ali é o refinado Turtle Bay (turrtlebayresort.com; diária a partir de US$ 260, para dois), frequentado por atletas de ponta e com vista para o mar de todos os apartamentos. Para quem tem orçamento limitado, há ainda menos opções, que lotam rapidamente. Até mesmo o site AirBnb.com, que aluga quartos e casas inteiras pelo mundo, tem poucas ofertas na região. 

Essa ausência de serviços ajudou a proliferar em North Shore o fenômeno dos food trucks, com uma grande variedade de pratos para alimentar surfistas e afins. A maioria se concentra em Sharks Cove, uma área cheia de piscinas naturais que só deve ser explorada em dias de mar calmo. O Giovanni’s Shrimp Truck é o mais famoso – e com as maiores filas.

Para ir a North Shore a partir de Waikiki, será preciso alugar um carro ou scooter (ambos a partir de US$ 20 a diária, em média). Esqueça os ônibus de linha: a viagem leva aproximadamente três horas, com infindáveis paradas no caminho.

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Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 03h00

Não há melhor lugar para entender a formação vulcânica do arquipélago que o Parque Nacional dos Vulcões, na Ilha Havaí. Conhecida também como Big Island, é a maior, mais jovem e geologicamente ativa do Estado americano. Além de um centro de visitantes repleto de maquetes e exposições que detalham o mecanismo vulcânico e a geologia local, ali é possível ver o Kilauea em plena atividade.

Por motivos de segurança, no entanto, não dá para se aproximar muito do vulcão, um dos mais ativos do mundo. A estrada que colocava os visitantes mais próximos da cratera foi fechada por tempo indeterminado, já que o Kilauea está em erupção. Durante o dia, avista-se apenas uma gigantesca cratera e uma fumarola ao longe. Para identificar a lava alaranjada, o ideal é visitar o parque à noite – afinal, ele fica aberto 24 horas por dia.

Com carro alugado, você pode fazer tudo por conta própria. O ideal é se hospedar em Hilo para visitar a região – o parque está a 30 minutos da cidade e a 2h30 de Kona, onde está o principal aeroporto e a maior concentração de hotéis, restaurantes e vida noturna de Big Island. A entrada custa US$ 15 por veículo e tem validade de sete dias. O parque é repleto de trilhas bem marcadas, e muitas delas podem ser feitas sem a necessidade de um guia. No site do parque é possível conferir as opções disponíveis e os alertas de segurança.

Para quem tem sede de aventura, há tours de helicóptero (desde US$ 233) e outros específicos para conferir pontos cobertos de lava, como esse do Viator, plataforma do TripAdvisor que conecta viajantes e empresas locais, a partir de US$ 217.

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Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 03h00

O cenário é mesmo lindo, mas viajar ao Havaí é também entender um pouco da história e da cultura desse povo. O Centro de Cultura Polinésia, em Oahu, é um espaço bastante turístico, mas interessante por reproduzir a cultura não apenas havaiana, mas de outras ilhas polinésias, como Nova Zelândia e Vanuatu, por exemplo. Há uma grande variedade de shows (alguns rápidos e divertidos, como o de Samoa; outros longos e cansativos, caso do Hã: Breathing of Life) incluídos no ingresso com preços a partir de US$ 59,95.

Mas a verdade é que a cultura havaiana está presente em toda parte. Basta prestar atenção aos detalhes.

Colares de flores. Chamados de lei, os colares são um símbolo de boas-vindas (os melhores hotéis costumam recepcionar seus visitantes com eles), mas também muito usados em ocasiões comemorativas. Aniversários, casamentos, formaturas e outras celebrações sempre vão incluir leis feitos com flores frescas. Opções mais simples custam poucos dólares, mas os mais elaborados podem chegar a US$ 100.

Hula. Os movimentos da dança reproduzem a natureza – árvores balançando ao vento, ondas do mar – e não são aleatórios: eles contam uma história. É uma dança para celebrar. Há muitas apresentações de hula, pagas ou gratuitas, nas ilhas havaianas. Em Waikiki, às terças, quintas e sábados, em frente ao Hyatt Regency, é possível assistir a um show grátis, a partir das 18h30 (ou 18 horas, de novembro a janeiro).

Deuses.O Havaí tem uma mitologia própria e complexa, repleta de deuses e histórias. Você vai ouvir falar muito de Pele, a deusa dos vulcões (segundo a lenda, ela vive no Kilauea), severa e caprichosa. Na visita ao Kilauea, repare no cabelo de Pele, formado por minerais lançados ao ar pelas erupções que se parecem realmente com cabelo humano. 

Shaka. Não é só coisa de surfista: o ato de fechar os dedos da mão e deixa à mostra apenas o polegar e o mindinho (conhecido aqui como hang loose) denota boa vontade. É o nosso “joinha”. Se alguém te dá passagem na estrada, faça o shaka em retribuição.

Aloha. Muito mais que “oi” e “tchau”, aloha é um estado de espírito, uma maneira de compartilhar boas energias. Repare: muitos automóveis têm adesivos que dizem driven with aloha (dirigido com aloha). Use também o mahalo no lugar do thank you. 

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Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 03h00

O sol mergulhava nas águas do Pacífico no primeiro dia na Big Island, enquanto nos preparávamos para nosso mergulho, ao lado das arraias-manta, em Kona Coast. Ainda não tinha entendido exatamente o que isso significava, ainda que a Relações Públicas do Sheraton Kona, Katie Vanes, que nos acompanhava, explicasse pacientemente. “Mas se elas estão livres no mar, como elas são atraídas?”, perguntei eu. “Pelas luzes”, disse ela, pela milésima vez. Luzes? Tudo ainda parecia muito confuso. 

Tomei o Dramin de todas as vezes que ponho os pés em um barco, peguei meu kit com snorkel e pé de pato e me preparei para viajar longe, mas não demorou mais que cinco minutos para a lancha atracar, na frente do mesmo Sheraton onde estávamos hospedados. Os instrutores começaram a falar o que deveríamos fazer ao cair n’água, em um inglês abafado, coletivo e confuso. Entendi que deveríamos ficar sempre na horizontal, nunca com os pés de pato para baixo para não machucar os animais. E nada além disso.

Me joguei na água fria e grudei nas boias coletivas, que seriam rebocadas a nado pelos instrutores até o local onde as arraias estavam, um pouco mais à frente. Era possível observar a alguns metros outros barcos, turistas em boias-espaguete e luzes que vinham do fundo do mar.

Com a permissão do instrutor, segui nadando até aquela multidão – e, na escuridão da noite, ficou difícil saber, de fato, onde estava meu grupo. Enquanto me segurava na boia de outros turistas, tentando me localizar, percebi que algo acontecia sob mim: eram as arraias!

Lá embaixo, instrutores de vários barcos seguravam lanternas que iluminavam o mar – e atraíam os plânctons, pequenos crustáceos que são o prato favorito das arraias. Agora tudo começava a fazer sentido.

Encontrei meu grupo, grudei na nossa boia e o que veio a seguir me deixou tão embasbacada que quase me fez engolir água. Uma arraia subiu em minha direção, com a boca escancarada, flutuando. Não senti medo – estava maravilhada demais para sentir qualquer outra coisa. Ela passou coladinha ao meu corpo, engolindo a maior quantidade de plânctons possível.

Foram dezenas de vezes em que diversas arraias-manta (que em Kona têm de 1 a 4 metros de envergadura) passaram coladinhas em mim. Era lindo, e eu não me cansava daquele espetáculo, mas estava começando a esfriar.

De volta à lancha, tremendo de frio, com a boca seca e sem conseguir água em lugar algum da embarcação, teria sido fácil chamar aquilo de programa de índio. Mas não: foi uma das experiências mais incríveis que vivi e faria tudo de novo. Custa a partir de US$ 85 na Manta Ray Divers.

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Mauna Kea, para ver o mundo de cima das nuvens

De carro, chega-se ao topo do vulcão adormecido, a 4.205 metros de altitude

Adriana Moreira, O Estado de S. Paulo

24 Novembro 2015 | 03h00

Se você planeja ir ao topo do Mauna Kea, o ponto mais alto do aquipélago do Havaí, a 4.205 metros de altitude, é bom colocar em sua mala mais do que shorts, vestidos e outras peças de verão. Você vai usá-las por pouco tempo, mas é crucial estar com roupas aquecidas para aproveitar a aventura, incluindo luvas, gorros e meias.

O vulcão adormecido é e um dos poucos lugares do mundo onde é possível sair do nível do mar e chegar acima dos 4 mil metros de altitude dirigindo por 2 horas. O ar rarefeito afeta o corpo, e beber muita água no trajeto é fundamental para evitar os males típicos da altitude, como dor de cabeça e enjoo.

É possível subir com o próprio veículo (confirme com a locadora que seu carro é adequado para chegar lá no alto) ou encarar um dos tours com as companhias locais (US$ 200, em média), que ainda incluem no preço o empréstimo de um casacão de neve, jantar (simples) no centro de visitantes e traslado até Kona ou Hilo. Escolha entre a Mauna Kea Summit Adventure e a Hawaii Forest

Normalmente, os tours partem à tarde e param por cerca de 30 minutos no Centro de Visitantes, a 2.800 metros de altitude, onde se vende chá, café, chocolate, souvenirs e roupas de inverno. Os preços não são os mais baratos, mas, quando o frio aperta, você paga sem questionar. 

Há duas paradas para fotos – e para ficar com o queixo caído, vendo o mundo acima das nuvens. A primeira é rápida, para aplacar a ansiedade de quem olha o cenário pela janela da van, desesperado para fotografar. A segunda é mais contemplativa, no alto, entre as torres de observação astronômica, para ver o sol descer rápido, tingindo o céu de laranja enquanto as estrelas tomam conta do céu.

Quando o sol vai embora, as vans de turismo e os carros de passeio também vão – há uma recomendação para não passar mais de 30 minutos depois do pôr do sol no alto do Mauna Kea. Algumas empresas aproveitam o céu limpo e estrelado para mostrar o céu e falar de astronomia, o chamado stargazing. É possível conferir o stargazing também no centro de visitantes, diariamente, das 18 às 22 horas – e até usar os telescópios. Tudo grátis. Mais informações aqui.

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