Nova York: hotéis fora do circuito

Na primeira vez em Nova York é difícil não se hospedar entre a Times Square e o Central Park. Ali está a metrópole dos luminosos, dos teatros da Broadway, das lojas de departamento, dos museus mais importantes.

Ricardo Freire, O Estado de S.Paulo

29 Setembro 2009 | 02h35

OFF-BROADWAY - O Pod Hotel tem localização central,

mas sem turistas por perto

Em visitas posteriores, porém, talvez você não precise, ou mesmo não queira, ficar tão perto assim das atrações turísticas mais óbvias.

Se o seu objetivo for olhar vitrines, conferir restaurantes descolados e cair na balada, considere ficar num hotel fora da zona hoteleira tradicional - sobretudo na parte de baixo da ilha. Dificilmente esses hotéis aparecem nas ofertas dos pacotes, mas podem ser reservados em agências online.

As diárias (para duas pessoas, sem taxas) foram apuradas para o início de novembro.

PERTO DO SOHO

O Soho não é mais um endereço de vanguarda, mas continua como um lugar bem bacaninha para comprar e comer. No entanto, em vez de pagar a fortuna que os hotéis do bairro cobram, é melhor se hospedar nas redondezas. A região de Tribeca tem boas opções: o novinho Hilton Garden Inn Tribeca (US$ 255) e o básico Cosmo Hotel (US$ 200). Na bagunça da Canal St., o Azure surpreende com ambiente de hotel-design (US$ 248). Para aproveitar tanto o Soho quanto o Village, tente o Four Points by Sheraton Soho Village (US$ 312) ou o Washington Square Hotel (US$ 266).

MEATPACKING

É oficial: o Meatpacking District não consegue sair da moda. Se as butiques e os restaurantes do bairro forem para o seu bico, então cacife um dos hotéis do pedaço. A piscina do terraço do Soho House (US$ 525) era praticamente um personagem da série Sex and the City. O Gansevoort fica em frente aos restaurantes Pastis e Spice Market (US$ 465). De todos, o Maritime é o menos caro (US$ 342). A novidade é o Standard, que serve de camarote para o parque High Line (US$ 382).

LOWER EAST SIDE

Andando para o leste por qualquer uma das ruas transversais do Soho (Spring, Prince, Broome, Grant), em quinze minutos você chega ao novo antro dos moderninhos: o Lower East Side. A cada dia aparecem mais lojinhas, bares, restaurantes - e hotéis. Os mais em conta são o East Houston (US$ 249) e o Gem Hotel Soho (US$ 296). Os mais metidos são o discreto Thompson LES (US$ 412) e o muvucado Hotel On Rivington (US$ 365). No meio do caminho para o Soho, o Off Soho Suites tem quartos grandes e bons preços (US$ 276).

CHELSEA E HELL'S KITCHEN

Já é possível se hospedar no coração do bairro gay da ilha, no novo Gem Hotel Chelsea (US$ 289). O corredor GLS se estende até Midtown, na região de Hell"s Kitchen. Por lá acaba de abrir o Ink 48 (US$ 269). Uma opção mais careta, próxima a bons restaurantes da Nona Avenida, é o 414 Hotel (US$ 220).

MIDTOWN EAST

Querendo ficar no meio da cidade, mas sem tropeçar em turistas, prefira o lado leste. O Pod Hotel é um simpaticíssimo pós-albergue. Por US$ 167 você fica num quarto nano, com banheiro compartilhado. Mas dá para conseguir um quarto completo por US$ 226.

INTERNET PARA VIAGEM | http://www.maosdevaca.com/

O site do casal brazuca Henry Bugalho e Denise Nappi decifra Nova York para quem vai com grana curta ou não gosta de abrir a mão. Suas dicas para passear, fazer compras e entender os nova-iorquinos também podem ser baixadas sob a forma de e-book, por ultramódicos R$ 12.

DE CARONA NA NOTÍCIA | High Line Park

Um viaduto de dois quilômetros e meio, desativado há muitos anos, ganhou manchetes no mundo

inteiro ao ser transformado num jardim suspenso do Meatpacking District. O paisagismo é tão sui generis quanto o projeto: a ideia é preservar a vegetação selvagem que tomou conta do lugar depois que foi abandonado. Para subir (e morrer de inveja do destino do Minhocão nova-iorquino), use as escadarias que se encontram ao final da rua Gansevoort.

DOSSIÊ | Do JFK a Manhattan

Táxi - Do aeroporto JFK à cidade a tarifa é fixa: US$ 45, mais pedágio e gorjeta. Indo pela Queensboro Bridge, que é grátis, você poupa os US$ 4 de pedágio. A gorjeta de 15% é praxe - mesmo com carro velho e sem sorrisos. A viagem dura pelo menos 45 minutos. Gasto total: entre US$ 55 e US$ 60.

Van (Shuttle) - Você procura o funcionário na calçada do terminal e é encaminhado a uma van com mais 10 passageiros. A viagem pode ser demorada, caso o seu hotel seja um dos últimos do itinerário. Sai entre US$ 17 e US$ 18. Dá para reservar e pagar online: http://www.supershuttle.com/ e http://www.goairlinkshuttle.com/.

AirTrain + Trem - Os oito terminais do JFK são interligados por um moderno monotrilho gratuito, o AirTrain. Salte na estação Jamaica. Para deixar o sistema você precisa comprar um MetroCard de US$ 5, vendido em máquinas localizadas antes da saída. Passe a catraca e siga as setas para a LIRR (Long Island Rail Road). Numa máquina da ferrovia, compre um bilhete até a Penn Station (US$ 8 até às 9h30; US$ 5,75 em outros horários). Em vinte minutos você chega à rua 34, à altura da Sétima Avenida, de onde continua a sua viagem de táxi ou metrô.

AirTrain + Metrô - Há quatro linhas que chegam ao JFK; a que melhor serve a zona hoteleira de Midtown é a linha E. Suba no AirTrain e salte na estação Jamaica. Na saída, compre um MetroCard de US$ 5 para passar pela catraca. Chegando ao metrô, recarregue o seu MetroCard numa outra máquina. O passe ilimitado (a US$ 27 por 7 dias) vendido ali é mais vantajoso do que os créditos avulsos pay-per-ride (a US$ 2,25 por viagem) oferecidos pelas máquinas do AirTrain. Do seu terminal até Manhattan conte em levar pelo menos 1h15 .

 

TELMA LUÍSA | A mulher que nasceu para viajar

 

''Chéri, às vezes você não tem saudade do tempo em que ficava em hostel e aproveitava para cair na gandaia no próprio bar do albergue? Pois em Nova York tem um hotel de verdade que é assim. O Hudson, na 58! O negócio começa a esquentar na happy hour, e perto de meia-noite o bar fica tão animado que tem uns que resolvem dançar. A ironia da coisa é que os quartos são minúsculos porque antigamente o lugar era... um pensionato para moças comportadas! Quá quá quá!"

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