Novas regras para visitar Fernando de Noronha

A gestão da visitação turística no mar e nas trilhas terrestres de Fernando de Noronha é a principal novidade do Programa de Uso Recreativo do Parque Nacional Marinho, que tem início neste sábado. O programa e o centro de visitantes do parque serão inaugurados pelo ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, e ainda haverá o lançamento de uma publicação, registrando o trabalho de construção das trilhas, realizado nos últimos 4 anos, no âmbito de um convênio entre o Ibama e o WWF-Brasil.Entre as medidas de gestão da visitação, está previsto o monitoramento periódico da abundância e riqueza das espécies de peixes; do crescimento dos corais e outros fatores, para adequação constante do número de embarcações e mergulhadores permitido. Nas trilhas terrestres, haverá avaliação permanente de danos a equipamentos, degradação da flora e erosão. O objetivo é não exceder a capacidade de suporte de cada ecossistema. Como costuma ocorrer na maioria das ilhas pequenas, Noronha é de natureza ecologicamente frágil e o excesso de visitação pode causar impactos sobre espécies endêmicas, como os caranguejos terrestres, ou destruir irremediavelmente formações raras, como o lapiás da Ilha Rata e formações de corais submarinas.Na verdade, a ilha já é considerada sobrecarregada com seus 2.500 habitantes e cerca de 50 mil visitantes anuais. Por isso é importante buscar caminhos para organizar a visitação, com benefícios para a população local e sem danos à natureza. A equipe do Ibama e do WWF fez um zoneamento das áreas de visitação; selecionou e implantou cinco trilhas, com sinalização de orientação, advertência e interpretação ambiental; instalou equipamentos de apoio turístico planejado (quiosques, mirantes, postos de informações e controle), produziu folhetos para orientação dos visitantes e fez o plano de monitoramento marinho e terrestre de visitação."É uma grande satisfação iniciarmos 2002, o Ano Internacional do Ecoturismo, com a inauguração do sistema e com o lançamento da publicação", comemora Sérgio Salvati, do WWF-Brasil, coodenador do programa. "Esperamos agora contribuir para a consolidação do Parque compatibilizando a visitação confortável e segura com a proteção dos ecossistemas do arquipélago". Nos próximos dois anos, ele espera obter indicadores de sustentabilidade do turismo no arquipélago e, assim, buscar sua certificação através de um selo verde, que orienta operadores de turismo ambiental internacional quanto aos melhores destinos.

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