© MAISON DE VICTOR HUGO|PIERRE ANTOIN
© MAISON DE VICTOR HUGO|PIERRE ANTOIN

Nove destinos e casais para inspirar o Dia dos Namorados 

Conheça cenários de histórias de amor arrebatadoras  -- históricas e literárias - em nove destinos turísticos imperdíveis, com atrações para os românticos 

Larissa Godoy, especial para o Estado, O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 04h50

Na América do Norte, na Europa e em países da Ásia, o dia dos apaixonados é celebrado em 14 de fevereiro, dia de São Valentim. Conta-se que, no século 3.º, o padre Valentim teria sido contra a decisão do imperador romano Claudio II de proibir casamentos para que os homens fossem melhores soldados. Realizava cerimônias secretas, acabou preso e se apaixonou pela filha do companheiro de cela. No dia de sua execução, 14 de fevereiro, deixou uma carta de amor para sua eleita. Teria nascido assim o Valentine’s Day. 

Enquanto isso, o Dia dos Namorados no Brasil não tem uma origem exatamente romântica. Foi uma campanha publicitária liderada por João Doria, pai do atual prefeito de São Paulo, João Doria Jr., que escolheu o dia anterior ao do casamenteiro Santo Antônio para celebrar o amor – e movimentar o comércio em um mês tradicionalmente fraco para as vendas. Sob slogans como “não é só com beijos que se prova o amor”, e “não se esqueçam, amor com amor se paga”, o 12 de junho pegou. 

Assim, a próxima segunda-feira deve ser, mais uma vez, dia de restaurantes cheios e correria entre lojas atrás de presentes de última hora. Mas há outras formas de celebrar o amor. Que tal planejar uma viagem inspirada nas histórias – intensas, felizes, trágicas – de casais de várias épocas, tanto os reais quanto os da literatura? 

Nas sugestões a seguir, você encontra as histórias – e lembranças que estão lá, prontas para serem visitadas – de pares românticos diversos: do escritor Oscar Wilde com seu amado Alfred Douglas, do trio formado por Victor Hugo e suas duas mulheres, da brasileira Lota de Macedo Soares com a poetisa Elizabeth Bishop, do conto de fadas pop de Lennon e Yoko... Que tal viajar com seu amor? 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Dublin - Oscar Wilde e Lord Alfred Douglas

Amor proibido de escritor irlandês o condena a dois anos de prisão e abala sua reputação, mas paixão pela arte, por Alfred e pela cultura sobrevivem na capital da Irlanda

O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 04h30

“Me ame para sempre, me ame para sempre. Você tem sido o melhor, o perfeito amor da minha vida”

--Oscar Wilde para Lord Alfred Douglas

Oscar Wilde foi um escritor, dramaturgo, poeta e crítico irlandês do fim do século 19. Nasceu em Dublin no ano de 1854 e é um dos célebres cidadãos da capital da Irlanda. Ganhou notoriedade pelo seu trabalho, mas também pela sua vida amorosa. Foi casado com Constance Lloyd por nove anos, mas nos dois últimos anos do seu casamento, também manteve um relacionamento com Lorde Alfred Douglas.

A relação durou anos até que, em 1895, Oscar processou o Marquês de Queensberry, pai de Alfred, por difamação. O nobre não escondia de ninguém que era contra a relação do filho, mas jogava a culpa do “crime de homossexualidade” em Oscar. Wilde perdeu a causa e foi sentenciado a dois anos de prisão por indecência grave.

 

Durante o tempo em que ficou preso, escreveu uma série de cartas para o amado, publicadas postumamente sob o título De Profundis (208 p., R$ 32,50, na Livraria Cultura). Deixou a prisão com a saúde debilitada e a reputação abalada. Morreu em Paris em 1900, mas a sua paixão pela arte, por Aldred e pela cultura sobrevivem em Dublin.

O Tour Wilde Journey (bit.ly/dublinwilde) aponta os principais pontos em que o autor passava pela cidade. Entre eles, a National Gallery of Ireland, lugar que inspirou obras do autor (aos sábados, às 12h30, e domingos, às 11h30, 12h30 e 13h30, tours gratuitos das exposições permanentes; bit.ly/galleryie). Outra parada obrigatória, mesmo que fechada para visitação, é a casa em que viveu sua infância, na Number One Merrion Square, e que hoje funciona como a American College Dublin. Ela fica  bem em frente à estátua feita em sua homenagem na Merrion Square. A Trinity College é outro passeio que não pode faltar. Foi lá que Oscar frequentou a universidade, até ganhar uma bolsa de estudo em Magdalen College, Oxford (Inglaterra). O instituto oferece visitas guiadas (14 euros ou  R$ 51 em bit.ly/trinityie).

 

Leia mais: Todas as dicas do Viagem para a Irlanda e Irlanda do Norte

Encontrou algum erro? Entre em contato

Londres - Henrique VIII e Ana Bolena

Romance com final trágico entre cortesã e monarca mudou a história da Inglaterra e passeio à capital é como uma caça ao tesouro por indícios dessa era

O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 04h30

"As demonstrações de seu carinho são tais, e as belas palavras de sua carta são tão cordialmente redigidas, que elas realmente me obrigam a honrar, amar e servir-lhe para sempre …"

--Henrique VIII para Ana Bolena, em 1528

O romance entre Ana Bolena e Henrique VIII, da Dinastia Tudor (1485-1603) mudou a história da Inglaterra. A cortesã foi a segunda esposa do monarca. Com medo de não ter herdeiros homens ao lado da primeira mulher,  Catarina de Aragão, o rei pediu que a Igreja Católica anulasse seu casamento. Como não conseguiu, rompeu com o catolicismo e criou a Igreja Anglicana - assim, pode se casar com Ana Bolena.

 

Bolena também não teve filhos homens e foi alvo de uma conspiração da corte. Seu fim é trágico: foi decapitada na Torre de Londres por traição, adultério e incesto. Após sua morte, Henrique se casou mais quatro vezes; divorciou-se de duas de suas esposas, mandou decapitar outra e morreu por causa desconhecida antes da última. A violência do fim dos seus casamentos era o desfecho das paixões arrebatadoras que o rei nutria por cada uma de suas mulheres.

 

Para Ana Bolena, por exemplo, mandou reformar e decorar com as iniciais  do casal o Great Hall do Hampton Court Palace (£ 23 ou R$ 96, bit.ly/hamptoncourtuk), em Molesey, a 27 km de Londres. O palácio é um marco para a dinastia Tudor e era o preferido do monarca. Visitá-lo é, portanto, uma forma de compreender melhor esse tempo.

 

Mas não deixe de ir a outros pontos de Londres, o passeio é como uma caça ao tesouro por indícios dessa era inglesa. Comece por Greenwich. Lá ficava Palácio Placentia, local de nascimento de Henrique VIII, e que hoje dá lugar à Universidade de Greenwich (http://bit.ly/greenwichuk; aberto ao público). É um passeio diferente, com carga histórica, mas também uma forma de conhecer mais a rotina dos universitários londrinos. Aproveite para visitar o parque (bit.ly/parkgreen) e o meridiano de Greenwich, bem próximos dali.

 

Outro passeio mais que obrigatório é a Torre de Londres (£ 28 ou  R$ 117; bit.ly/torrelon). Além de local de execução de duas das esposas de Henrique VIII, a propriedade, que hoje funciona como museu, testemunhou diferentes períodos da história da Inglaterra. Serviu de lar para Henrique VIII, funcionou como zoológico, prisão e atualmente abriga as armaduras do mais famoso rei Tudor e as joias reais da Família Real Britânica.

Leia mais: Todas as dicas do Viagem para a Inglaterra

Encontrou algum erro? Entre em contato

Coyoacán - Frida Khalo e Diego Rivera

No México, a 13 km da capital, museus contam a história de amor intensa do casal de artistas, que foi marcada por infidelidades e muita parceria

O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 04h30

"Te escreveria horas e horas, aprenderia histórias para te contar, inventaria palavras novas para poder te dizer que te amo como nunca amei a ninguém."

--Frida Kahlo para Josep Bartolí, seu último amante, entre 1946 e 1949

Os artistas mexicanos Frida Kahlo e Diego Rivera viveram uma história de amor intensa, marcada por traições, mas também por parceria. Casam-se pela primeira vez em 1929. Mas as infidelidades do marido levaram ao divórcio dez anos mais tarde. A separação não durou muito. Apenas um ano depois, Frida e Diego retomaram o relacionamento, assim como as infidelidades -- Diego não se importava com as “aventuras lésbicas” da mulher.

 

Em Coyoacán, a 13 km da Cidade do México, é possível conhecer muitos detalhes da vida do casal. Frida teve poliomielite na infância e, na adolescência, foi vítima de um acidente que quebrou diversos de seus ossos e lesionou sua espinha dorsal. A cadeira de rodas e o colete ortopédico usados por ela, tão presentes em suas obras, são alguns dos artigos expostos no Museu Frida Kahlo (200 pesos ou R$ 34; bit.ly/fridacasa), assim como as pinturas de todas as fases de sua carreira, cartas, diários, livros, louças, pincéis e objetos de decoração -- afinal, o museu é a casa onde Frida nasceu e passou grande parte de sua vida.

 

Já o Museu Estúdio Diego Rivera (31 pesos ou R$ 6; bit.ly/riverast), a 5 km dali, lar do casal a partir da década de 1930, propõe uma imersão maior na vida do pintor. O quarto, no primeiro andar da casa, guarda a simplicidade original de onde Rivera dormia. Estão no museu os esqueletos de papel machê, os objetos de cerâmica pré-colombiana e os pincéis utilizados pelo artista. Visitas guiadas são gratuitas. Mais em: bit.ly/fridaviagem.

Leia mais: Todas as dicas do Viagem para o México

Encontrou algum erro? Entre em contato

Buenos Aires - Evita Perón e Juan Domingo Perón

Capital da Argentina foi palco da relação do ex-Presidente e Primeira - Dama da Argentina, que terminou com a morte precoce de Evita, aos 33 anos

O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 04h30

"Meu tesouro adorável: só quando estamos separados de quem amamos, sabemos o quanto o amamos. Desde que te deixei, com a maior dor que poderia imaginar, não pude sossegar meu coração. Agora sei o quanto te amo e que não posso viver sem você."

--Juan Domingo para Evita, em 1945

O romance de Evita e Juan Domingo começou em 1944 quando ela, aos 25 anos, conheceu o então vice-presidente e seu futuro marido. Um encontro arquitetado e muito desejado por Evita. Logo no ano seguinte Juan Domingo, destituído do poder por militares, foi preso. O cárcere durou poucos dias, já que Evita organizou comícios pela soltura do amado e a pressão popular era grande.

 

Assim que foi solto, Juan casou-se com Evita, com quem permaneceu até a morte precoce dela, em 1952, aos 33 anos. Mas o amor e história do casal ainda são palpáveis na cidade. Desde o lugar do primeiro encontro,o Stadium Luna Park (bit.ly/lunaparkar), passando pelo primeiro lar, o edifício da Rua Posadas, 1.567, e pela Casa Rosada (visitas guiadas aos fins de semanas e feriados; bit.ly/rosadaar), principal testemunha dos discursos fervorosos.

Há ainda os mausoléus de ambos. Evita no Cemitério da Recoleta e Juan Domingo no município de San Vicente, a 65 km de Buenos Aires. O Museu Evita (visitas guiadas gratuitas sextas-feiras e domingos, às 16h; bit.ly/evitaM) tem mostra permanentemente de objetos pessoais de Evita, além de documentos históricos. Mais em: bit.ly/vperon

 

Leia mais: Todas as dicas do Viagem para a Argentina 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Paris - Victor Hugo, Adéle e Juliette Drouet

Triângulo amoroso durou 50 anos e tinha aprovação da família do autor; em suas casas museus, espere encontrar vasta coleção de objetos pessoais e decoração original

O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 04h30

"Mas o que eu realmente sei é que eu te amo com todo o meu coração tanto na sombra, como ao sol, à noite e de dia. Eu te amo meu querido Toto, eu te amo meu Victor. "

--Juliette Drouet para Victor Hugo, em 1841

Victor Hugo, famoso autor de Os Miseráveis, viveu,  ao lado de Adèle Foucher, sua esposa, e Juliette Drouet, um triângulo amoroso por 50 anos de sua vida. A relação extraconjugal era de conhecimento da família -- Victor e Adèle tiveram cinco filhos juntos, e, após o exílio do autor em Guernsey, uma ilha no Canal da Mancha, ela passou a ser aceita, inclusive, por Adèle.

Para se aprofundar em suas histórias, duas locações: o museu Places de Vosges, apartamento em que Victor Hugo morou em Paris, e a Hauteville House, sua casa em Guernsey; hoje museus abertos ao público. Espere encontrar em ambos uma vasta coleção de objetos pessoais e a decoração original, pensada pelo próprio artista.

Na casa parisiense, localizada no segundo andar do Hôtel de Rohan-Guéménéé, o destaque vai para a Sala de Porcelana, uma representação do seu exílio repleto de referências a Juliette. Visitas com audioguia em cinco idiomas (5 euros ou R$ 18,15; bit.ly/vhparis).

Na casa de Guernsey (£ 8 ou R$ 34; bit.ly/vhguernsey), a decoração reflete o período mais criativo do autor. Fora dela, espere na ilha um reencontro com o artista. Não é estranho esbarrar com moradores com tempo para lhe contar histórias sobre Victor Hugo, que gostava de fazer caminhadas pelos pontos turísticos. Visite também o pub Ship Crown (bit.ly/shippub), que hospedou Juliette em sua primeira viagem a Guernsey. Barcos partem de Jersey (£ 32 ou R$ 133; bit.ly/barcojer), na Inglaterra, ou St- Malo (80 euros ou R$ 290, 50; http://bit.ly/barcostmalo), na França, com destino à ilha. Mais em: bit.ly/exiliovh

Leia mais: Todas as dicas do Viagem para a França

Encontrou algum erro? Entre em contato

Agra - Shah Jahan e Mumtaj Mahal

A 180 km de Nova Délhi fica o Taj Mahal, um monumento considerado patrimônio da humanidade, construído para declarar o amor do monarca Shah Jahan, na Índia

O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 04h30

Você pode não conhecer os seus nomes, mas, certamente, só de olhar o edifício construído por ordens do apaixonado esposo em homenagem à falecida amada, é fácil identificar sua história. Trata-se do Taj Mahal, um dos monumentos mais belos da Índia, que é considerado patrimônio da humanidade pela Unesco. Foi construído em Agra, a 180 km de Nova Délhi, por ordens do monarca Shah Jahan em lembrança a uma de suas mulheres. Mumtaj Mahal, declaradamente a preferida entre todas.

Mumtaj Mahal morreu durante o parto do seu décimo quarto filho, o que levou o monarca a declarar seu amor de forma monumental. Mais de dez mil artesãos indianos e persas trabalharam por 22 anos para a construção do monumento. O trabalho foi minucioso, pedras semipreciosas foram incrustadas sobre o mármore branco e formaram o desenho floral que hoje se vê.  E diz a lenda que, depois que o trabalho foi terminado, os construtores tiveram as suas mãos cortadas para nunca mais reproduzirem tamanha beleza arquitetônica.

 

O ingresso custa 1000 rupias indianas ou R$ 50. Em Agra, aproveite para conhecer outros pontos turísticos no tour Colonial Ride of Agra (bit.ly/2rgOZPV), um passeio de quatro horas que mostra como foi forte a influência inglesa na cidade. Agra esteve sob domínio direto britânico entre os anos 1803 e 1829, mas também de outros povos, como os portugueses e gregos.

Leia mais: Todas as dicas do Viagem para a Índia

Encontrou algum erro? Entre em contato

Nova York - John Lennon e Yoko Ono

Nos Estados Unidos, artista plástica e ex- Beatles viveram os últimos anos de uma amor revolucionário, com direito a luta pela paz e trágico fim

O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 04h30

"Eu posso ficar sozinho, sem Yoko, mas eu não quero ficar."

--John Lennon para a revista Rolling Stones, em 1970

Fãs dos Beatles colocam na relação entre John Lennon e Yoko Ono a culpa pelo fim da banda. Lennon era ainda casado com Cynthia, sua primeira mulher, quando conheceu a artista plástica em uma exposição em Londres, na Inglaterra. Após esse encontro, por coincidência ou interferência de Yoko, o quarteto fantástico de Liverpool chegou ao fim. Cynthia e John se separam e o cantor mudou-se para Nova York.

 

É inegável como a relação do casal transformou a vida de ambos. Yoko e John viveram um amor revolucionário, com direito a luta pela paz e, infelizmente, um trágico fim. O ex-Beatle foi assassinado no caminho de volta para o seu apartamento novaiorquino, em frente do Central Park. Até hoje o Edifício Dakota é ponto de peregrinação dos admiradores de John Lennon. Mas, além dele, a cidade está cheia de referências a John Lennon

 

No bar McSorley’s Old Ale House (bit.ly/2sjnOm1), o mais antigo de Nova York, os funcionários dividem experiências de John com os visitantes. O cantor estava se cuidando, tinha largado as drogas e o álcool, dizem. Em sua visitas ao bar, gostava de pedir um refrigerante, um sanduíche e ficar apenas observando o movimento. Já no bar Hard Rock Café da Times Square (http://hardrock.co/2qGeY0h), uma exposição mostra os ternos usados pelos Beatles no começo da carreira, e tem também instrumentos e capas de discos autografadas. O espaço conta ainda com um memorial ao cantor.

 

Outro ponto de homenagem fica no Central Park, bem perto do Edifício Dakota. O memorial Strawberry Fields guarda o mosaico com "Imagine", nome da canção clássica da carreira solo de Lenon.

Leia mais: Todas as dicas do Viagem para os Estados Unidos

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 04h30

"Minha recompensa é tão ilimitada quanto o mar, Meu amor tão profundo; quanto mais eu dou a ti, Mais eu tenho, pois ambos são infinitos."

--William Shakespeare, em Romeo e Julieta

Clássico do poeta inglês William Shakespeare, é difícil encontrar quem desconheça a trágica história de amor de Romeu e Julieta, o casal de apaixonados impedido de ficar juntos pela rivalidade entre suas famílias e que acaba bebendo veneno num plano malsucedido.

 

Não há veneno ou poção, contudo, que retire de Verona o seu romantismo e a ligação que tem com o clássico literário shakespeariano. A cidade italiana, Patrimônio da Humanidade da Unesco, tem até um passeio temático desse romance. É que teria sido lá que viveu Julieta. Aliás, a sua casa inteira de tijolos é aberta ao público (6 euros ou R$ 22; bit.ly/2qLwNdB). Datada do século 13, ainda preserva a varanda onde Romeu teria prometido o amor eterno à amada. Já a estátua de Julieta promete sorte aos que tocam um de seus seios.

Leia mais: Todas as dicas do Viagem para a Itália

Encontrou algum erro? Entre em contato

Rio de Janeiro - Elizabeth Bishop e Lota de Macedo Soares

Escritora norte-americana e paisagista brasileira experimentaram o momento mais criativo de suas vidas profissionais quando viveram juntas, na capital carioca

O Estado de S.Paulo

06 Junho 2017 | 04h30

Quando visitou o Brasil, em 1951, a escritora norte-americano Elizabeth Bishop planejava ficar algumas semanas. Acabou ficando 15 anos. É que nesse primeiro contato, a poetisa conheceu Lota de Macedo Soares, paisagista e urbanista brasileira, com quem viveu uma grande história de amor -- e que inspirou o filme Flores Raras, estrelado por Gloria Pires como Lota.

 

Enquanto estiveram juntas, experimentaram o momento mais criativo de suas vidas profissionais e foi Petrópolis, na Casa Grande da Fazenda da Samambaia, o primeiro projeto de Lota, o cenário dessa paixão. Não é possível visitá-la, apenas observá-la de longe, mas na capital, o Aterro do Flamengo tem assinatura de Lota e é um ponto turístico da cidade do Rio de Janeiro. Ele funciona como um complexo de lazer e oferece uma série de atividades culturais e esportivas ao ar livre. Confira a programação em bit.ly/2qLrxq8.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.