Mônica Nóbrega/Estadão
Mônica Nóbrega/Estadão

O básico de Mendoza

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Ricardo Freire, O Estado de S. Paulo

01 Novembro 2016 | 02h30

  Somos um casal setentão e estamos planejando uma viagem a Mendoza basicamente para beber vinho. Qual é a melhor época para viajar? Queremos também dicas de documento de viagem, moeda e quais as melhores vinícolas para visita e almoçar. (Roberto, São Paulo)

Mendoza pode ser visitada o ano inteiro. Contudo, quem viaja no verão – até meados de fevereiro, antes da colheita – encontra os vinhedos carregados de cachos. Até dezembro, o aeroporto de Mendoza está fechado para reformas; os aviões estão pousando em San Juan, a duas horas de carro. Os voos diretos da Gol de São Paulo a Mendoza voltam a ser operados dia 8 de dezembro, às quintas e domingos. É melhor evitar a semana de 26 de fevereiro a 7 de março, quando acontece a Festa da Vindima de 2017 – um festival folclórico com aspectos carnavalescos que lota a cidade.

É possível viajar com o RG, mas o embarque pode ser negado se o documento tiver mais de dez anos. O real nunca foi bem cotado em Mendoza. Se fizerem questão de viajar com dinheiro vivo, levem dólares. Numa situação de câmbio estável no Brasil, o cartão de crédito, além de prático e seguro, pode ser um bom negócio – a margem da casa de câmbio argentina pode ser maior que os 6,38% do IOF. De todo modo, dá para pagar os tours diretamente em dólar.

Mendoza tem três regiões produtoras. Maipú é a mais próxima da cidade e conta também com produtores de azeite. Luján de Cuyo é onde a uva malbec se tornou símbolo do vinho argentino. E o Vale de Uco, a 100 km da cidade, é a nova fronteira, com produtores mais artesanais e vista para os Andes. 

O modo padrão de fazer enoturismo em Mendoza é hospedar-se na cidade e fazer tours de um dia a cada uma das regiões vinícolas. O carro com motorista/guia custa entre US$ 150 e US$ 200 por tour (degustações e almoço não incluídos). Normalmente são visitadas três vinícolas por dia, com almoço numa delas. Seu hotel pode fazer a ponte com um guia recomendado; o ideal é trocar muitos e-mails até estabelecer o roteiro mais adequado ao seu nível de conhecimento e curiosidade.

Em Maipú, Trapiche e Tempus Alba são bodegas interessantes; La Rural tem um museu do vinho e a Familia Zuccardi, o almoço mais concorrido (faz degustação de azeites também). Em Luján de Cuyo, as estrelas são a Catena Zapata, a Pulenta Estate e a Ruca Malén (almoço recomendadíssimo). No Vale de Uco, combine a suntuosa Salentein com as rústicas La Azul e Giménez Rilli; todas têm restaurante e pousada (caso queiram passar uma ou duas noites entre vinhedos, o Vale de Uco é o lugar).

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