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O charme reinventado de Viena

Sem perder a elegância, cidade imprime jovialidade às atrações mais tradicionais. Uma mistura deliciosa

Adriana Moreira, O Estado de S.Paulo

04 Agosto 2009 | 02h32

Palácios luxuosos, concertos inspirados por Mozart e Strauss, ótimos museus. Elegante, Viena exibe com orgulho a herança dos Habsburgos, que governaram a cidade por 600 anos. Essa aura clássica, perfeitamente traduzida nas valsas e em prédios barrocos e renascentistas, continua intacta. Mas não é a única que você vai encontrar. A capital da Áustria vem recebendo investimentos para se tornar mais jovial e, sobretudo, moderna.

 

Os acervos de arte já não se concentram apenas em palácios como o Hofburg. Inaugurado em 2001, o Museum Quartier exibe obras contemporâneas de qualidade em um espaço clean e acolhedor.

Mesmo locais tradicionais vêm sendo repaginados. Há alguns anos, o Naschmarkt, espécie de mercadão ao ar livre, passou a abrigar restaurantes charmosos, que agora estão sempre lotados na hora do almoço. O entorno foi tomado por lojas de designers iniciantes e outros empreendimentos descolados.

 

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O centro antigo, na área conhecida como Ring, é um exemplo dessa dualidade vienense. As avenidas que formam a área circular de quatro quilômetros não existiam até 1857: eram ocupadas pela antiga muralha que protegia a capital. Um projeto do governo local, considerado bastante ousado para a época, demoliu o muro e revitalizou as áreas adjacentes, criando jardins e palacetes.

Uma forma interessante de explorar a região, especialmente para quem tem pouco tempo, é fazer uso da linha de bonde exclusiva para visitantes, no estilo dos ônibus turísticos que circulam em várias cidades do mundo. No centro do Ring, como você verá, o agito se concentra na Stephanplatz . Nesse local está a Catedral de Saint Stephan, cuja primeira construção data de 1147.

O projeto original sofreu inúmeras intervenções no decorrer dos séculos até chegar às feições atuais. Quem tem fôlego para enfrentar os 343 degraus da torre em estilo gótico ganhará, como recompensa, uma vista privilegiada da cidade.

Logo em frente, a fachada espelhada do moderno Haas House reflete, desde 1990, a imagem da tradicional igreja. No primeiro piso, funciona uma loja. Nos andares mais altos, um café e um hotel. Como se vê, os dois mundos parecem ter se entendido muito bem em Viena.

CLÁSSICO

Localizado no coração da metrópole, o Hofburg (www.hofburg-wien.at) é o edifício que melhor representa a diversidade arquitetônica de Viena. Sua construção data de 1452, mas vários prédios foram adicionados ao desenho original ao longo dos anos. Por isso, mistura elementos de arquitetura renascentista (século 15) e barroca (século 17).

O palácio era a residência de inverno dos Habsburgos, que reinaram sobre o Império Austro-Húngaro por mais de 600 anos. Parte dele ainda abriga o comando do país - presidente, chanceler e ministros - e não pode ser visitado. Nas outras salas, ficam os museus (leia mais aqui).

Proprietário da maior coleção de Gustav Klimt (1862-1918) do mundo, o Belvedere foi erguido no século 18 para ser a residência de verão do príncipe Eugene de Savoy. O palácio superior é reservado a exposições. Os apartamentos do príncipe ficam no palácio inferior, entre salas cobertas de mármore e tetos com afrescos de Martino Altomonte. O tíquete para visitar os dois prédios custa 13,50 euros (R$ 36). Site: www.belvedere.at.

INOVADOR

O projeto do Haas House, que você vê na capa desta edição, provocou polêmica em 1990. Criado pelo arquiteto Hans Hollein, o prédio espelhado em pleno centro antigo inicialmente não foi bem recebido pelos moradores. Quase 20 anos depois de sua construção, virou o símbolo da modernidade que Viena deseja imprimir.

Não foi a primeira polêmica arquitetônica da cidade. Otto Wagner, que mais tarde viria a ser o urbanista-símbolo de Viena, sofreu com as críticas sobre o prédio dos Correios, finalizado em 1912. Também são projetos marcantes os edifícios decorados com desenhos e flores da Rua Linke Wienziele.

Wagner fez parte da Secessão, movimento de importância semelhante à da Semana Modernista de 1922 no Brasil. Fundado em 1897 por nomes como Gustav Klimt e Joseph Maria Olbrich, o grupo contestava o conservadorismo vienense.

O prédio da Secessão, construído em art nouveau por Olbrich em 1898, nas proximidades do Naschmarkt, era um desafio aos retrógrados. Incorporava elementos símbolos da modernidade e, acima da entrada, levava os dizeres: To the Age, its Art. To Art, its Freedom (Para cada época sua arte. Para a arte, liberdade).

É BOM SABER

EFICIENTE - De bonde ou ônibus, é fácil ir para qualquer lugar

Sua primeira providência ao chegar na cidade deve ser comprar o Vienna Card. O passe dá direito a 72 horas de viagens ilimitadas de metrô, bonde e ônibus, além de oferecer descontos em atrações turísticas, táxis e no bilhete de metrô a partir do aeroporto. Custa 18,50 euros (R$ 49) e pode ser adquirido em hotéis, postos do centro de turismo e, com antecedência, pela internet (www.wienkarte.at)

Informações atualizadas sobre a cidade, como festivais, eventos, pontos turísticos, clima, dicas de hotéis e sugestões de tours variados estão no www.wien.info (em inglês). Mas um bom mapa faz falta

Quase todas as atrações principais de Viena podem ser exploradas a pé ou são facilmente alcançadas de metrô, bonde ou ônibus. Para chegar ao Belvedere, por exemplo, desça na Estação Hietzing e atravesse os belos jardins ao redor do palácio. O metrô também leva ao Schönbrunn, a 20 minutos do centro de Viena. Desça na estação de mesmo nome

Diversas vinícolas estão instaladas na periferia de Viena. Não faltam tours para conhecer algumas. É até possível encontrar vinho tinto, mas a especialidade local é mesmo o branco. Há uma lista de lugares abertos à visitação no www.wien.info.

 

Viagem a convite do Escritório de Turismo da Áustria

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