O clima medieval de San Gimignano

Cidadela murada se manteve praticamente intacta no decorrer dos séculos, guardada por 13 altas torres

Natália Zonta, O Estado de S.Paulo

07 Abril 2009 | 02h48

Há muito tempo, um portão e uma enorme muralha separavam a pequena - e então rica - San Gimignano do restante da Toscana. Bons séculos ficaram para trás. E se encarregaram de mudar costumes e afastar temores de invasão. Mas esse recanto fortificado, erguido no topo de uma montanha de 334 metros, conseguiu a proeza de se manter praticamente intacto, para deleite dos visitantes.    

Resista, se puder: Piazza della Cisterna convida a ficar mais

Construções dos séculos 12 e 13 continuam de pé, assim como as 13 altíssimas torres que viraram marca registrada da cidadezinha. Estruturas que garantem o clima predominantemente medieval em uma localidade que guarda até prédios erguidos durante os séculos 2º e 3º, na época dos etruscos.

 

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Um dia (ou até menos, se você for rápido) basta para conhecer toda San Gimignano. Só que para isso será preciso resistir à tentação de passar longas horas sentado na Piazza della Cisterna, no centro antigo. As escadarias em torno do poço, no meio da praça, são um convite a um dia lento.

Quem decide se render aos encantos e passar a noite na localidade tem benefícios. Explica-se: no fim do dia, a maior parte dos turistas vai embora e tudo pode ser apreciado com calma. Assim como o tom dourado do entardecer nas famosas torres que renderam à cidade o muito exagerado apelido de Manhattan da Toscana.

Os arranha-céus medievais foram construídos por líderes rivais, como símbolos inequívocos de status. Quanto mais alta a torre, mais poderosa era a família em questão. A maior delas, a Grossa, soma 54 metros e atualmente faz parte das instalações do Museo Civico.

AFRESCOS

Além de ter uma boa panorâmica da cidade, quem vai até o local pode conferir os afrescos do pátio do Palazzo Papolo, que abriga o acervo do museu e muitas obras de artistas da região, como Taddeo di Bartolo (1362-1422).

Os afrescos antigos também são o destaque da Collegiata, uma bela igreja do século 11. Não deixe de apreciar a obra intitulada A Criação (1367), assinada por di Fredi.

O artesanato chama a atenção nas vitrines da Via San Giovanni. A cerâmica, usualmente pintada com cores vibrantes, é muito popular e pode ser encontrada em várias lojinhas da rua.

No quesito culinária, os embutidos são a pedida. Os salames ficam pendurados no teto dos restaurantes, como em outras épocas. Estão só esperando você pedir um naco. NATÁLIA ZONTA

linkMuseo Civico e Torre

Grossa: Palazzo del Popolo, Piazza del Duomo

Mais informações: www.sangimignano.com

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