O legítimo chapéu Panamá é do Equador

O chapéu Panamá, quem diria, vem do Equador. E é um dos itens mais presentes nas bagagens dos turistas que visitam o país. Junto, naturalmente, com roupas, bijuterias e objetos de decoração do artesanato andino. Com preços dentro da larga escala de US$ 10 a US$ 500 - a média para os modelos mais característicos é de US$ 50 -, o chapéu Panamá há mais de um século compõe o visual de homens e mulheres. De jovens desfilando nas passarelas ou nas praias da moda a elegantes damas da sociedade em tardes de Grande Prêmio. Nas principais cidades do Equador, a exemplo de Quito e de Cuenca, ele pode ser encontrado em lojas de artigos típicos, em mercados livres e nas próprias fábricas. É o caso da Homero Ortega, de Cuenca, uma das mais tradicionais do país, que nasceu como um simples ateliê há mais de 40 anos. Hoje, exporta cerca de 1.500 dúzias de chapéus por mês, especialmente para a Europa, como informa a herdeira da empresa, Alice Ortega. O "sombrero" do Equador ganhou o nome de Panamá porque foi muito usado pelos trabalhadores que construíram o canal, no começo do século 20. Mas ele já protegia a cabeça dos nativos quando os conquistadores espanhóis chegaram à região, lá pelos idos do século 16. O processo de fabricação é quase todo artesanal e pode levar até três meses. Quanto mais delicada é a trama da palha, mais exclusivo, e portanto mais caro, se torna o modelo. Atração - O artesanato andino é outra atração imperdível para quem visita o Equador. Mesmo levando-se em conta que ele não é exatamente uma novidade aos olhos dos brasileiros. Quem pelo menos não examinou uma malha de lã rústica ou uma bijuteria vindas da Bolívia ou do Peru, numa feirinha de artesanato de fim de semana? O que faz a diferença, contudo, é a variedade. E, mais ainda, o clima exuberante dos mercados populares. A profusão de cores e modelos e o assédio dos vendedores, sempre dispostos a regatear, desafiam até os turistas mais arredios às compras. Para estes últimos, um alerta: a tentação de levar para casa muitas lembrancinhas que, na hora, parecem uma pechincha, pode provocar um estrago no orçamento de viagem. Afinal, no ano de 2000 foi decretada a dolarização da economia do Equador. E esse processo não foi e não está sendo indolor: na hora em que o sucre (antiga moeda) sumiu de circulação e foi substituído pelo dólar, os preços subiram vertiginosamente, e mantêm-se até agora nas alturas. Os tradicionais ponchos saem por volta de US$ 20, xales e echarpes supercoloridas ficam entre US$ 5 e US$ 10. Jóias em prata, numa infinidade de modelos, são encontradas na faixa de US$ 3 a US$ 10. Outra boa pedida são os tapetes, com estampas figurativas ou geométricas e com preços a partir de US$ 15. Em Quito, é possível encontrar uma pequena mostra do artesanato da região no Mercado Mariscal, situado em plena área dos grandes hotéis. Mas o ideal mesmo é esticar até Otavalo, o maior mercado de artesanato da América Latina, que fica a duas horas de ônibus de Quito. Famoso por seus tecidos, malhas de lã, jóias em prata e cerâmicas, Otavalo data da época pré-civilização inca e reúne mais de 5 mil indígenas da região.

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