O presente: prédio mais alto, o maior shopping

Chamada pelos moradores de ‘Dubuy’, a cidade dos superlativos inspira consumo. Em quatro dias, é possível conhecer um pouco do passado comerciante - e histórico - e da ostentação atual

Bruna Toni, O Estado de S. Paulo

31 Março 2015 | 03h00

A sombra da torre alcançava o complexo viário do centro da cidade. Como uma intrusa, invadia a grande maquete ou jogo de Lego que parece ser Dubai vista do alto. E bota alto nisso. Estávamos a 454 metros do chão, no 124º andar do Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo. E, ainda assim, a apenas meio caminho do topo. 

O prédio de 828 metros engole, andar por andar, os vários vizinhos que estão longe de serem baixos. Dividido em 160 níveis, é uma das atrações mais visitadas da cidade – tanto que é importante comprar ingressos com antecedência (oesta.do/ticketsdubai). Os preços vão de 95 a 500 dirhams (R$ 83 a R$ 439) e variam segundo dia e horário. Até as 15h30 e depois das 19h30 é mais barato 

Todo o caminho até o deque é tecnologicamente impecável. Logo no início, uma linha do tempo mostra a evolução arquitetônica dos arranha-céus espalhados pelo mundo. O elevador, que sobe numa velocidade de 10 metros por segundo, funciona como uma sala de cinema: as paredes exibem vídeos curtos sobre a construção, que teve início em 2004, envolveu trabalho braçal e intelectual de profissionais do mundo todo, driblou a crise financeira de 2008 e só terminou em 2010 com a ajuda de Abu Dabi.

O nome Khalifa é uma homenagem ao xeque do emirado que emprestou o dinheiro, Khalifa bin Zayed Al Nahyan. “Mas se você der mais de US$ 6 bilhões, nós podemos mudar o nome para Burj Daniel”, brincou Azir, o guia, dirigindo-se ao fotógrafo do Viagem.

Labirinto: O prédio faz parte do mesmo complexo que o maior shopping do mundo, o Dubai Mall (thedubaimall.com). São mais de 1,2 mil lojas, centenas de restaurantes, hotel, mostras e atrações.

É possível visitar pinguins e nadar com tubarões no Dubai Aquarium & Underwater Zoo (thedubaiauqarium.com); deslizar na pista de patinação Dubai Ice Rink (dubaiicerink.com); e curtir o parque Sega Republic (segarepublic.com).

A parte mais bonita do shopping é a que recria um mercado árabe, só que com luxo. The Dome Souk tem bons restaurantes frequentados por locais, como o elegante e sofisticado Times of Arabia (oesta.do/timesofarabia). 

Termine a temporada em Dubai com o show de fontes The Fountain Dubai (oesta.do/fontedubai), na parte externa do shopping. Os jatos chegam a 150 metros (o equivalente a 50 andares), envoltos pelo jogo de luzes que alcançam 20 quilômetros de distância. Grandiosidade à moda de Dubai. 

SAIBA MAIS

Aéreo: a Emirates faz o voo direto São Paulo– Dubai–São Paulo, desde US$ 1.125, além da taxa de embarque. Site: emirates.com/br

Visto: é exigido de brasileiros e liberado pelo hotel (veja a lista dos que emitem: uae.org.br) ou pela própria Emirates. Mais: oesta.do/vistodubai

Moeda: R$ 1 vale 1,16 dirham. Cartões de crédito são aceitos; tenha dinheiro local para pequenas compras

Site: visitdubai.com

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