Thiago Momm/Estadão
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O que fazer em Bonaire? Veja 7 dicas essenciais

Das trilhas no Parque Nacional Washington Slagbaai ao 'doce far niente' dos resorts, as opções de programas são bem variadas

Thiago Momm, O Estado de S. Paulo

12 Maio 2015 | 03h00

De norte a sul

Uma opção tão óbvia quanto acertada é dedicar um dia para o norte e outro para o sul da ilha. Espere cenários cheios de apelo dramático - áridos, pedregosos, repletos de cactos, raízes, isolamento e vistas para a faixa marítima azul-pólvora-transparente-e-aceso que circunda a ilha. O passeio pelo norte passa por diversas enseadas; pela caverna Barcadera; pela praia 1000 Steps (na verdade acessível por 67 degraus); e pela comunidade do Rincon, a mais antiga da ilha, onde se pode conhecer a história local no Mangazina di Rei e comer peixe no restaurante Rose.

Já o tour pelo sul ladeia as dunas formadas pela produção de sal e as cabanas dos escravos, infâmias de cimento brancas ou alaranjadas com o tamanho de barracas simples de camping para dois. Amplie o passeio pegando a saída para a praia Sorobon e a baía Lac. Considerando os mergulhos de snorkel e as pausas para admirar o charme pós-apocalíptico do caminho, leve muitas horas de sobra. 

Dia no parque

Visitar o Parque Nacional Washington Slagbaai demanda certo empenho. É preciso ir com uma caminhonete alta (cerca de US$ 70 a diária), pagar até US$ 25 de entrada (US$ 15 para quem já pagou a taxa de natureza da ilha, gratuita para quem pagou a de mergulho) e sair cedo. Em meio a 55 quilômetros quadrados, o parque reúne atrativos como caiaque, mountain bike, caminhada; o monte mais alto de Bonaire, com 240 metros; flamingos; cerca de 130 espécies de pássaros; e praias como Wayaka 2, um dos melhores pontos de mergulho da ilha. Mais: washingtonparkbonaire.org.

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Predador-iguaria

Originário do Indo-Pacífico, o peixe-leão foi visto pela primeira vez em Bonaire em 2009 e é uma ameaça à biodiversidade caribenha (assim como à nossa, onde dois foram avistados desde 2014 e começam a preocupar). A espécie engole várias outras e domina o ecossistema. Para combatê-la, uma exceção foi aberta na lei local que proíbe a pesca submarina, mas a empreitada é difícil porque, para não prejudicar outras espécies, é preciso pescar com arpão. Quem quiser colaborar pode fazer um curso especializado nas escolas de mergulho da ilha. Outra ajuda, mais vida mansa, é consumir o peixe. Após ter os espinhos venenosos retirados, ele é servido em sushis, ceviches, filés, hambúrgueres e assim por diante. Já foi até publicado o Livro de receitas do peixe-leão - a nova iguaria caribenha, encontrado na ilha em inglês. 

O que comer em Bonaire

Bonaire tem mais variedade e acertos culinários do que uma ilha pouco ocupada sugere. Há fortes referências em carnes (Patagonia), comida francesa (Bistro de Paris), italiana (Capriccio), entre outros. O La Guernica (laguernica.com) se destaca pelas tapas. O It Rains Fishes (itrainsfishesbonaire.com), um tanto formal, tem comida e serviço eficientes, com principais em torno de US$ 30. O Mona Lisa (599-717-8718) oferece comida caribenha e indonésia. Por fim, encontrar peixe-leão não é tão fácil. O Cactus Blue (786-0816), um carrinho de lanches aberto até o pôr do sol na praia Donkey, oferece o peixe em sanduíche. Outro lugar que costuma servi-lo - em forma de ceviche - é o Paradise Moon (717-5025). O preparo no limão não permite discernir muito o sabor da carne, mas a textura e o resultado final são excelentes.

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As melhores molduras

Cada paraíso tem suas nuances. Bonaire se destaca mais pela cor do mar e pelo cenário dentro dele do que pela moldura das praias, raramente de areia-talco ou mesmo uma faixa contínua e sem pedrinhas. Às vezes nem há praia, e sim um coral por onde se passa para mergulhar. As melhores exceções, que se fundem a qualquer devaneio sobre o Caribe, são Wayaka 2, no parque nacional; Sorobon, na costa leste; e Klein Bonaire, ilha deserta próxima (klein é “pequeno” em papiamento). O barco-táxi até lá sai do resort Éden (US$ 15). Leve comida: há apenas a sombra de duas cabanas de palha. Outras boas opções são 1000 Steps, no norte, e Funchi, também no parque nacional.

Descanso merecido

As estruturas à beira-mar dos resorts podem compensar bastante a estada em um deles - alguns são uma atração por si. O Eden Beach (a partir de US$ 125 o quarto duplo; edenbeach.com) fica diante de um ponto de mergulho com uma miríade de peixes. Seu vizinho Harbour Village Beach Club (a partir de US$ 295; harbourvillage.com) é considerado o mais luxuoso da ilha e ocupa uma icônica minipraia com palmeiras. Mergulhadores devem considerar o Captain Don’s Habitat (a partir de US$ 150; habitatbonaire.com), pela tradição e serviços de mergulho. Para não-hóspedes, os bares têm acesso livre - a espreguiçadeira custa até US$ 5. A 2,5 quilômetros de Kralendijk, um ótimo custo-benefício, com estrutura impecável e cozinha disponível, é a pousada Oasis (a partir de US$ 75; oasisguesthousebonaire.com), do simpático luxemburguês Andre. 

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Noite em Bonaire

Se você procura vida noturna intensa, esta não é sua ilha. Os poucos e pequenos bares de Bonaire, porém, misturam boas doses de intimismo e empolgação. O Little Havana (littlehavanabonaire.com) atrai principalmente holandeses com pop quiz, DJs e jam sessions. O Cuba Compaigne (cubacompaignebonaire.nl) se destaca pelo ambiente e se aproxima mais da referência cubana. Os turistas, ali, vêm se somando ao público local. O Karel’s Beach Bar (karelsbeachbar.com), em um píer, é ideal para curtir o pôr do sol. Nos domingos, os nativos festejam em Lac Cai das 15h até a bateria descarregar. 

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