Juliana Mezzaroba|Estadão
Frida Kahlo em Buenos Aires Juliana Mezzaroba|Estadão

Frida Kahlo em Buenos Aires Juliana Mezzaroba|Estadão

O que fazer em Buenos Aires, à moda portenha

Selecionamos oito programas fora do roteiro tradicional da capital argentina para você se sentir como um morador - ou ao menos como um turista descolado

Juliana Mezzaroba , O Estado de S.Paulo

Atualizado

Frida Kahlo em Buenos Aires Juliana Mezzaroba|Estadão

Visitar Buenos Aires é como aprender a dançar tango: o melhor é se deixar levar pela música. Assim, permita que a cidade, como boa dançarina que é, te conduza. Você pode ir parar em um palácio do século 19. Ou se deparar com o pôr do sol às margens do Rio da Prata. Quem sabe até descobrir uma espécie de “carnaval” em plena segunda-feira. 

Em minha quarta passagem pela cidade, foram três semanas “bailando” para lá e para cá, me sentindo como uma local. Aprendi que a tal fama de “metidos” dos portenhos é, na verdade, o orgulho de sua cultura – como é possível constatar nos mais de cem museus espalhados pela cidade. Assim, cada um deles vai tentar provar que o país faz o melhor churrasco, o melhor doce de leite, o melhor sorvete, a melhor pizza, a melhor erva mate e por aí vai. 

Por isso,  experimentei de tudo para comprovar se tantos atributos são verdadeiros ou apenas papo-furado. Cheguei à conclusão que é melhor deixar a rivalidade para o futebol e ir de coração aberto. O máximo que pode acontecer é você se apaixonar pela cidade e, assim como eu, sempre arrumar uma desculpa para voltar e matar as saudades dos sabores e cenários que só existem por lá.

Me hospedei em Villa Crespo, um gracioso bairro residencial (um pouco afastado do centro) repleto de restaurantes e bares movimentados, lojinhas de decoração e roupas, praças e quitandas de frutas coloridas. Outra vantagem de ficar ali é que em apenas 20 minutos de caminhada – ou em 10 quadras, como eles dizem –, é possível estar em um dos deliciosos bares de Palermo. Para facilitar: quando os portenhos informarem que tal lugar está a 2 quadras de distância, calcule que para andar uma quadra gasta-se de 2 a 3 minutos. 

Outra dica valiosa para quando sair com locais: o conceito de “tarde” é bastante relativo. Baladas (boliches, como se diz por lá) só ficam cheias lá pelas 3h da manhã: portenho janta entre 22h e 23h e faz esquenta até as 3h. Não é algo exclusivo dos jovens. É comum ver crianças acordadas em restaurantes depois da meia-noite e casais de idosos tomando sorvete às 2h da manhã, mesmo durante a semana.

Esses hábitos dão a sensação de que eles desfrutam mais o tempo. Talvez pela pequena distância entre os bairros ou pela praticidade do transporte público 24 horas, o fato é que não é preciso uma ocasião especial para ver amigos e família, mesmo numa terça-feira à noite. Bares e restaurantes estão sempre movimentados. 

O hábito de tomar mate

Uma forma mais econômica de se reunir é para tomar mate (eles dizem que nosso chimarrão é diferente porque a erva é mais escura). Trata-se de algo sagrado para os argentinos, um hábito diário que, assim como um bom vinho, não se toma sozinho. Basta chegar à casa de alguém para ser recebido com a pergunta: “Tomamos unos mates?”. Ou acabar com um grupo de amigos, como eu, sorvendo a bebida em Puerto Olivos, um pequeno porto às margens do Rio da Prata, de onde assistimos ao pôr do sol. O amargo do mate geralmente é quebrado com algo doce, como facturas (pães doces de variados sabores) ou galletitas (bolachas doces).

Se for sua primeira passagem por Buenos Aires dê uma passada pelo Caminito, visite a Casa Rosada, tire uma foto clássica no Obelisco, jante em Puerto Madero e curta um show de tango. Mas também encaixe programas com menos turistas e mais cultura local. Aqui vão oito dicas de programas pouco convencionais para você “bailar” pela cidade como um legítimo portenho. Ou, ao menos, como um turista descolado.

Antes de ir

Como chegar

São 3 horas de São Paulo a Buenos Aires. Numa pesquisa para viajar em junho, a Ethiopian apresentou a tarifa mais barata (R$ 676, ida e volta). Na Gol, a partir de R$ 1.162 e na Latam, de R$ 1.009,22. 

 

Câmbio

R$ 1 equivale a 10 pesos. Cuidado ao trocar o dinheiro: há muitas notas falsificadas em circulação.

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Um tour pelos murais grafitados de Palermo

Prefeitura da cidade oferece passeios gratuitos para ver painéis e outras atrações do bairro charmoso

Juliana Mezzaroba, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 03h40

O charme de Palermo seduz os visitantes de diversas maneiras. A área está repleta de restaurantes, bares, lojas de roupas estilosas, pessoas andando de bicicleta ou passeando com cachorros. É uma região que respira arte, como se nota nos murais pintados nas paredes de casas e prédios. 

Pelas ruas é possível encontrar uma Frida Kahlo despretensiosa, a capa emblemática de Yellow Submarine dos Beatles, a banda Ramones ou até mesmo Buda grafitado em uma garagem. Se você é apaixonado por arte de rua e grafites, é um prato cheio.

Comece a explorar a região pela Plaza Serrano, onde aos fins de semana uma grande feira toma conta do lugar, com roupas, acessórios, artigos de decoração e arte. Vá para comer: a Burger Joint é considerada uma das melhores hamburguerias da cidade, com decoração inspirada na casa homônima de Nova York. Prove o Tévez, que leva (além da carne suculenta) pimentões de três cores assados, queijo provolone e o tradicional molho argentino chimichurri.

Já alimentado, siga passeando pela Avenida Dorrego até  o número 1.600, onde fica o grande mural da Frida, em direção à Rua Aguirre. Dali em diante, vá sem rumo, e deixe-se guiar pela curiosidade.

 A arte callejera é regularizada na cidade desde 2009 e deve ter aprovação do dono do imóvel. O próprio órgão de turismo de Buenos Aires realiza diversos tours guiados gratuitos pela cidade, com propostas diferentes – alguns, em português. Além de Palermo, os programas também incluem La Boca e outros bairros conhecidos pela qualidade de seus desenhos.

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Da moda das cervejas artesanais ao fernet

Apesar de o vinho ser o símbolo nacional, Buenos Aires tem muitas outras opções no cardápio

Juliana Mezzaroba, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 03h40

Apesar de o símbolo nacional ser o vinho, a capital argentina aderiu à moda das cervejas artesanais e dos drinques elaborados. E não faltam bons lugares para prová-los.

Uma das cervejarias mais tradicionais é a Antares, com várias filiais espalhadas pela cidade. A original, contudo, fica em San Telmo. Ali, são dois andares e um espaço ao ar livre para pedir um dos oito tipos de chope da casa. Por 370 pesos (R$ 37) é possível provar todos eles no menu degustação. Meu favorito foi o Scotch, de cor avermelhada e sabor suave.

Outro bar gostoso no bairro é o La Puerta Roja, uma portinha vermelha, em geral fechada – bata para o segurança abrir. Lá dentro, ambiente intimista, cervejas e petiscos ótimos e um som na medida para curtir e conversar ao mesmo tempo. 

Se o assunto for drinque, saiba que os argentinos adoram o Fernet. A bebida amarga, feita a partir de 40 ervas maceradas em barris de carvalho, domina as festas na cidade. Há quem diga que o sabor lembra o do Biotônico Fontoura, há quem ame (normalmente, argentinos). Brasileiros, como eu, não costumam ser fãs. 

Se quiser se arriscar, no Café San Juan – La Vermutería (Avenida San Juan, 450) é possível provar drinques com a bebida, que podem levar tônica, refrigerante de limão ou sucos de frutas (250 pesos ou R$ 22) que deixam (ou tentam deixar) o Fernet mais agradável. Quem chega se depara com uma portinha e apenas duas mesas na calçada. Ao fundo, o chef Lele Cristóbal prepara pratos com influências variadas, como tapas, frutos do mar e pratos da estação. 

Outra moda na cidade são os bares subterrâneos como o Uptown Bar, com decoração inspirada no metrô de Nova York. Os drinques ali custam em torno de R$ 50 e você precisa estar arrumado para entrar – o segurança pode barrá-lo por não estar em “trajes adequados”. Apesar disso, o ambiente é divertido.

Mas não dá para beber tanto de estômago vazio. Uma sugestão para matar a fome antes de cair na noite é o El Desnivel (Calle Defensa 855), em San Telmo. Ali, o tradicional bife de chorizo ou o ojo de bife (parte da costela), ambos de 450 g, saem por 695 pesos (R$ 61).

A rede El Club de la Milanesa apresenta um cardápio com muitas variações do prato, que pode virar pizza, hambúrgueres e vir com acompanhamentos variados. Se sua fome for de hambúrguer, aliás, o Pérez-H, em San Telmo, e o Carne, em Palermo, são deliciosos e têm ambiente descontraído.

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Um palácio para ter a melhor vista de Buenos Aires

Palácio Barolo oferece uma panorâmica do Rio da Prata; já o Palácio Paz tem como atrativo o luxo de seus aposentos

Juliana Mezzaroba, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 03h40

Desde a primeira vez que fui a Buenos Aires sempre busquei um lugar para ver a cidade de cima. Depois de muitos testes, elegi como minha favorita a vista do Palácio Barolo. Há três empresas que prestam o serviço de visita guiada – o preço começa em 400 pesos (R$ 35), aos domingos – e levam por todo o prédio histórico, com mais de 100 anos e arquitetura baseada na obra Divina Comédia de Dante Alighieri. 

O passeio começa na base do edifício, onde o guia conta sua história. Concluído em 1923, o prédio tinha usina de energia própria. Outra curiosidade são os elevadores ocultos, que o poderoso empresário Luis Barolo usava para se deslocar sem cruzar com inquilinos. 

Chegamos ao topo a tempo de ver o sol se pondo atrás do Congresso de la Nación. A visão de 360 graus permite observar a baía do Rio da Prata abraçando a metrópole, grandes navios ao fundo, ruas arborizadas e o trânsito caótico da metrópole. 

É tudo realmente muito calculado pelo guia, e depois das fotos ele leva o grupo até a cúpula do Palácio, onde fica o farol que servia de referência para as navegações (dizem que era possível vê-lo do Uruguai). Hoje, não passa de um artigo de decoração.

Palácio Paz

O Palácio Paz pode não ter a vista panorâmica do Barolo, mas guarda outros atrativos. Trata-se de um dos maiores símbolos de riqueza e luxo da aristocracia argentina do século 19. A mansão, na esquina das avenidas Santa Fé e Maipu, tem 140 ambientes, entre eles 40 banheiros e três salões de festa – além da vista para a bela Plaza San Martin.

 A obra, feita a pedido do diplomata e dono do Diario de la Prensa, José Camilo Paz, ficou pronta em 1914, depois de 12 anos de construção. Ele morreu dois anos antes, e sua mulher e filhos viveram ali até 1938, quando o local passou a ser sede do Círculo Militar e, atualmente, também do Museu de Armas da Nação. 

 Grande parte do material utilizado ali veio da França, como descobrimos ao longo das 2 horas de visita guiada (350 pesos ou R$ 31). 

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Cafés notáveis, um patrimônio da cidade

Las Violetas é menos turístico que o famoso Café Tortoni, mas também tem história pra contar

Juliana Mezzaroba, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 03h40

Os cafés estão entre os símbolos de Buenos Aires. O hábito é tão presente que no dia 5 de outubro é celebrado o Dia dos Cafés. São mais de 70 estabelecimentos históricos cadastrados no site da prefeitura, intitulados “cafés notables”. Um deles é o belo (e lotado) Café Tortoni. Bem menos turístico, porém não menos importante, é a Confiteria Las Violetas, no bairro Almagro. 

Em funcionamento desde 1929, o local manteve a arquitetura clássica, com colunas de mármore e vitrais coloridos. Durante o período da ditadura (1976-1983), muitas avós da Plaza de Mayo se encontravam no Las Violetas para conversar sobre seus filhos e netos desaparecidos. As reuniões eram disfarçadas de aniversários e, nas trocas de presentes, elas também passavam informações sigilosas. 

Hoje o lugar é frequentado por senhorinhas elegantes que vão em busca do tradicional café da manhã María Cala (740 pesos ou R$ 65, para 4 pessoas, de segunda a sexta-feira, 770 pesos ou R$ 68 nos fins de semana). Inclui as deliciosas facturas alemãs (espécie de folhado doce recheado com creme de maçã), medialunas com recheio de presunto e queijo derretido, bolos e tortas decoradas, alfajores, sanduíches de miga, torradas, geleias e doce de leite, salada de frutas, suco de laranja, café com leite, chocolate quente. É realmente uma refeição, consumida como um brunch no meio da manhã ou como “merienda”, à tarde (lembre-se: eles jantam tarde).  

Caso você não esteja com tanta fome, entre só para ver o ambiente com amplas portas e janelas com vitrais, lustres luxuosos e colunas e piso de mármore com acabamentos dourados.

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Parques e tours para pedalar por Buenos Aires

Há várias possibilidades de roteiros para observar a cidade de outra perspectiva

Juliana Mezzaroba, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 03h40

Um dia de céu azul deve ser desfrutado próximo à natureza, longe do caos da metrópole. Uma boa pedida é encontrar paz na Reserva Ecológica, um oásis verde no centro dos edifícios modernos de Puerto Madero e da Costanera Sur.

Durante a semana a tranquilidade é garantida, mas, nos fins de semana, artistas de rua, mágicos, cantores, atores de stand up, artesãos e barracas de comida compartilham espaço na grande calçada, sempre cercados de uma multidão. Lá dentro, pedestres e bicicletas circulam pelas quatro rotas distribuídas em 350 hectares. 

Para conhecer a reserva, alugue uma bicicleta na portaria da entrada principal (200 pesos a hora, R$ 18) ou se inscreva no programa Ecobici de compartilhamento de bikes e pegue uma em um ponto próximo. Fecha às segundas e a entrada é gratuita. 

Ao longo do passeio, vê-se os prédios luxuosos de Puerto Madero e o Rio da Prata, com bancos e mesas para piquenique.

 Outro lugar gostoso de pedalar (especialmente com crianças) é o Bosque de Palermo. Bem menor do que a Reserva Ecológica, bastam 30 minutos para dar a volta completa. A vista é bem diferente: ali está o famoso Rosedal, jardim com milhares de roseiras de mais de 100 espécies, além do Planetário recém reformado. 

A cidade, aliás, tem ótima estrutura para bicicletas. Há muitos passeios organizados pela própria prefeitura. É possível pedalar pelo Caminito e conhecer a região por outro ângulo, além de passar por pontos como a Usina del Arte – outro centro no qual vale voltar com tempo. Há ainda tour pelos bairros de Palermo e Recoleta. As visitas guiadas devem ser agendadas pelo site da prefeitura – algumas são grátis e incluem até a bike. Para ver as opções, coloque “bici” na busca do turismo.buenosaires.gob.ar

 

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Sete andares de cultura e história

CCK funciona em um prédio de 1928 com atividades para toda a família

Juliana Mezzaroba, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 03h40

Entre 1928 e 2003, o prédio imponente do bairro de San Nicolás foi endereço do Palácio de Correios e Telecomunicações. Depois de um período de restauração, em 2012 o local se transformou no Centro Cultural Kirchner, espaço com sete andares de exposições fixas e móveis, auditórios e uma cobertura com uma das melhores vistas da cidade.

Na hora do almoço, muitos portenhos aproveitam para relaxar nas cadeiras de praia do quinto andar. O passeio também é ótimo com crianças. O quarto piso, cheio de atividades lúdicas e interativas (incluindo uma sala cheia de instrumentos musicais), é o local que eles mais aproveitam. No mesmo andar há uma sala cheia de balões azuis onde adultos se esquecem da idade e se jogam sobre eles. Só tenha cuidado com os pertences, pois é impossível encontrar algo no meio das bexigas. 

 A entrada é gratuita, mas algumas atrações – especialmente as musicais e aulas – precisam ser reservadas pessoalmente ou no site do centro cultural. Se houver alguma atração na cobertura (La Terraza), faça a reserva: trata-se de um dos melhores pontos do centro para ver Buenos Aires. Aos fins de semana, também é possível fazer a visita guiada, em espanhol 

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Cena alternativa para curtir às segundas-feiras

Centro Cultural Conex tem shows e atividades interativas para envolver o público

Juliana Mezzaroba, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 03h40

O que fazer em uma segunda à noite em Buenos Aires? Esqueça a melancolia do tango e se jogue na pista com o show de percussão do grupo La Bomba de Tiempo (ingresso a 200 pesos ou R$ 17). O espetáculo ocorre apenas às segundas no Ciudad Cultural Konex, prédio dos anos 20 que funcionou como azeiteira até 1992. Reformado, se transformou em casa de cultura, sem perder os traços arquitetônicos originais do edifício com ares de fábrica e painéis em néon. 

O show é realizado na grande área externa, a céu aberto. Não demorou para os batuques e a energia começarem a me contagiar. O quadril e os pés começaram a ter vida própria, o bom astral dos músicos no palco me fizeram sorrir e, ao fim de 2 horas de show, já me sentia em meio a uma espécie de carnaval argentino. 

Como passei muitos dias na capital, acabei voltando. Afinal, cada show é único, guiado pela energia dos espectadores do dia. O Konex oferece outras atividades culturais, sempre buscando envolver o público, como a experiência de ouvir discos dos Beatles, Queen ou Pink Floyd em uma sala escura; festas dançantes ao ar livre nas tardes de domingo; além de teatro interativo e atividades para crianças.

 

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Uma vila medieval em plena argentina: conheça Campanópolis

Aldeia foi construída por um milionário na década de 1980, a 30 quilômetros de Buenos Aires

Juliana Mezzaroba, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 03h40

Uma vila medieval, cercada por um gramado verde-escuro, pinheiros, casinhas de madeira e um grande castelo. Poderia ser o cenário europeu de um conto de fadas, mas é Campanópolis, a 30 km de Buenos Aires

A aldeia medieval foi construída pelo falecido milionário Antonio Campana, que na década de 1980 decidiu ter uma casa de veraneio em forma de castelo. Sua paixão pela Idade Média era tão grande que ele seguiu construindo outras casas no mesmo estilo até formar a vila.

 Apesar das luminárias, pontes, chão de pedra, praça com coreto e chafariz, ninguém além de sua família vive ali. Detalhe: tudo foi construído com sucata e material reciclado. 

Um passeio divertido para ir em família em um dia de sol – há quem aproveite para fazer um piquenique. Uma ótima ideia, já que há somente uma lojinha com opções limitadas de comida e bebida. O espaço é grande e, após a visita guiada, dá para voltar aos seus pontos favoritos para tirar mais fotos. Entrada 300 pesos (R$ 26).

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